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EFEMÉRIDES ASTRONÔMICAS - ABRIL 2017

 

EDIÇÃO NÚMERO 122 - Ano 10

 

Seu guia de observação do céu noturno a olho nu para a sua cidade (Brasil)

 

 

 

 

 

Mercúrio

 

Vênus

 

Marte

 

Júpiter

 

Saturno

 

Luz Cinérea

 

Ocultações

 

Chuvas de meteoros

 

Constelação do Touro

 

Constelação do Órion

 

Aglomerado estelar M35

 

Aglomerado estelar M44

 

Constelação do Leão

 

Constelação do Escorpião

 

Constelação do Sagitário

 

Luz Zodiacal

 

Satélites Artificiais

 

Softwares Astronômicos

 

Carta Celeste Online

 

Qual telescópio comprar?

 

Contatos

 

Fontes

 

 

 

 

 

CONSTELAÇÕES SÍMBOLOS DAS ESTAÇÕES DO ANO

 

Saiba quais são as constelações símbolos das estações do ano e seus comportamentos durante o ano.

 

 

 

 

 


 

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Acerte seu relógio

 

Horário de acordo com a hora legal brasileira, fornecida pelo Observatório Nacional.

 

Horário de acordo com o horário de verão brasileiro.

 

As informações contidas nesse site NÃO consideram o horário de verão.

 

Para os demais fusos no Brasil, acesse o site http://pcdsh01.on.br/

 

É importante ajustar seu relógio para otimizar suas observações.

 

 

 

Adquira já seu livro Uma Aventura no Espaço de Marcos Calil e Iara Jardim

 

Adquira já o livro de Iara Jardim e Marcos Calil, direto com o autor

 


 

Céu Noturno - Uma introdução para crianças. A história das estrelas, dos planetas e das cosntelações e informações sobre como localizá-los no céu

 

Adquira o livro de Michael Driscoll com consultoria de Marcos Calil

 


 

Currículo Lattes

Marcos Calil

 


 

 

Informações Diárias - Brasil

 

 

 

Dia

Evento - Horário de Brasília (UTC –3h)

01/04 a 30/04

Luz Zodiacal - Comentário 17.

Até 02/04

Observe a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

01- Sábado

Após ~01:00 observe o máximo da chuva de meteoros delta Pavonids (DPA) - Comentário 8.
07:17 - Mercúrio em máxima elongação a leste, com 18º 59’ - Comentário 1.
19:32 (hora São Paulo) - observe a ocultação da estrela 104 Tauri pela Lua - Comentário 7.

02- Domingo

Após ~04:00 observe o máximo da chuva de meteoros tau Draconids - Comentário 8.
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela Tejat Prior da constelação de Gêmeos (magnitude 3.2).
Após ~19:30 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M35 (magnitude 5.5) - Comentário 12.

03- Segunda feira

15:39 – Observe a Lua na fase do Quarto Crescente, com 50% do seu disco iluminado.
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela Mekbuda da constelação de Gêmeos (magnitude 4.0).
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela lambda Geminorum da constelação de Gêmeos (magnitude 3.5).
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela Wasat da constelação de Gêmeos (magnitude 3.5).

04- Terça feira

22:59 (hora São Paulo) - observe com telescópio a ocultação da estrela Tegmine pela Lua - Comentário 7.

05- Quarta feira

Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela Asellus Australis da constelação do Caranguejo (magnitude 3.9).
Após ~19:30 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M44 (magnitude 4.0) - Comentário 13.

06- Quinta feira

Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela Regulus da constelação do Leão (magnitude 1.3) - Comentário 14.
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela omicron Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.5).
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela eta Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.4).
20:33 (hora São Paulo) - observe com telescópio a ocultação da estrela nu Leonis pela Lua - Comentário 7.

07 a 18/04

Após ~21:00 observe o máximo da chuva de meteoros alpha Virginids (AVB) - Comentário 8.

07- Sexta feira

Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela rho Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.8).
ESPECIAL - 18:38 - Observe Júpiter em oposição - Comentário 4.
Após ~21:00 observe o máximo da chuva de meteoros april Virginids - Comentário 8.

08- Sábado

Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela nu Virginis da constelação da Virgem (magnitude 4.0).
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela sigma Leonis da constelação do Leão (magnitude 4.0).
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela Zavijava da constelação da Virgem (magnitude 3.5).

09- Domingo

Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela Zaniah da constelação da Virgem (magnitude 3.8).
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela Porrima da constelação da Virgem (magnitude 2.7).

10- Segunda feira

Após ~21:00 observe a Lua próxima de Júpiter (magnitude -2.4) - Comentário 4.
Após ~21:00 observe a Lua próxima da estrela Spica da constelação da Virgem (magnitude 0.9).

11- Terça feira

03:08 - Observe a Lua na fase Cheia, com 100% do seu disco iluminado.
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela Syrma da constelação da Virgem (magnitude 4.0).

12- Quarta feira

Após ~21:00 observe o máximo da chuva de meteoros Southern gamma Virginids (SGV) - Comentário 8.

13- Quinta feira

Após ~21:30 observe a Lua próxima da estrela gamma Librae da constelação da Balança (magnitude 3.9).

14- Sexta feira

Após ~21:00 observe o máximo da chuva de meteoros Northern gamma Virginids (NGV) - Comentário 8.
Após ~22:00 observe a Lua próxima da estrela nu Scorpii da constelação do Escorpião (magnitude 4.0).
Após ~22:00 observe a Lua próxima da estrela Antares da constelação do Escorpião (magnitude 1.0) - Comentário 15.
23:49 (hora São Paulo) - observe com telescópio a ocultação da estrela phi Ophiuchi pela Lua - Comentário 7.

15- Sábado

07:04 – Observe a Lua no apogeu. Maior distância do centro da Terra com centro da Lua com 405475 km.
Após ~22:30 observe a Lua próxima da estrela Sabik da constelação de Ofiúco (magnitude 2.4).

16- Domingo

Após ~23:30 observe a Lua próxima da estrela mu Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.8).
Após ~23:30 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M23 da constelação de Sagitário (magnitude 6.0) - Comentário 16.
Após ~23:30 observe a Lua próxima da nebulosa M20 da constelação de Sagitário (magnitude 5.0) - Comentário 16.
Após ~23:30 observe a Lua próxima da nebulosa M8 da constelação de Sagitário (magnitude 5.0) - Comentário 16.
Após ~23:30 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M25 da constelação de Sagitário (magnitude 4.9) - Comentário 16.
Após ~23:30 observe a Lua próxima de Saturno (magnitude 0.3) - Comentário 5.

17- Segunda feira

Após ~22:00 observe o máximo da chuva de meteoros Librids (LBR) - Comentário 8.
Após ~23:59 observe a Lua próxima da estrela xi2 Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.5).
Após ~23:59 observe a Lua próxima da estrela Albaldah da constelação de Sagitário (magnitude 2.8).
Após ~23:59 observe a Lua próxima da estrela omicron Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.7).
Após ~23:59 observe a Lua próxima da estrela omicron Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.9).

18- Terça feira

Após ~00:01 observe a Lua próxima da estrela xi2 Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.5).
Após ~00:01 observe a Lua próxima da estrela Albaldah da constelação de Sagitário (magnitude 2.8).
Após ~00:01 observe a Lua próxima da estrela omicron Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.7).
Após ~00:01 observe a Lua próxima da estrela omicron Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.9).

19- Quarta feira

06:57 – Observe a Lua na fase do Quarto Minguante, com 50% do seu disco iluminado.
Após ~19:30 observe o máximo da chuva de meteoros april Ursids - Comentário 8.

20 a 25

Observe a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

20- Quinta feira

Após ~02:00 observe a Lua próxima da estrela theta Capricorni da constelação de Capricórnio (magnitude 4.0).

21- Sexta feira

Após ~03:00 observe a Lua próxima da estrela Deneb Algiedi da constelação de Capricórnio (magnitude 2.8).
Após ~03:00 observe a Lua próxima da estrela Nashira da constelação de Capricórnio (magnitude 3.6).

22- Sábado

Após ~02:00 observe o máximo da chuva de meteoros April Lyrids (LYR) - Comentário 8.
Após ~04:00 observe a Lua próxima da estrela lambda Aquarii da constelação do Aquário (magnitude 3.7).
Após ~04:00 observe, com dificuldade e com telescópio, a Lua próxima de Netuno (magnitude 7.9).

23- Domingo

Após ~05:00 observe a Lua próxima de Vênus (magnitude -4.5) - Comentário 2.
ESPECIAL - Após ~19:30 observe o máximo da chuva de meteoros pi Puppids (PPU) - Comentário 8.

24- Segunda feira

--

25- Terça feira

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26- Quarta feira

09:16 - Lua na fase Nova, com 0% do seu disco iluminado.

27/04 a 02/05

Observe a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

27- Quinta feira

13:14 - Lua no perigeu. Menor distância do centro da Terra com centro da Lua com 359327 km.
Após 18:30 - Observe, com dificuldade, a Lua próxima de Marte - Comentário 3.

28- Sexta feira

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Aldebaran da constelação do Touro (magnitude 0.8) - Comentário 10.

29- Sábado

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela zeta Tauri da constelação do Touro (magnitude 2.9).
Após ~19:00 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M35 (magnitude 5.5) - Comentário 12.

30- Domingo

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Mekbuda da constelação de Gêmeos (magnitude 4.0).
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Alhena da constelação de Gêmeos (magnitude 1.9).

01/05- Segunda feira

--

 

 

NOTAS:

 

As aproximações da Lua com as estrelas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para estrela de magnitude inferior a 4.0;
2- distância entre Lua e estrela com separação angular máxima de 5 graus;
3- a estrela mais brilhante da constelação (alpha) ou aglomerados e nebulosas observáveis a olho nu, quando próximos da Lua, não consideram o item 2;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

As aproximações da Lua com planetas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para os planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno;
2- observação realizada com telescópio para os planetas Urano e Netuno;
3- máxima aproximação entre Lua e planeta quando visível no céu noturno;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

Vale lembrar que:

 

A magnitude utilizada é a visual, ou seja, o brilho aparente do objeto celeste. É necessário saber que quanto maior for o número apresentado, menor será o brilho do objeto celeste.

 

O limite de observação a olho nu em condições ideais de observação, ou seja, numa noite sem a interferência da Lua, com baixa umidade relativa do ar e sem a interferência da poluição luminosa é 6.0 de magnitude (aproximada). Abaixo desse número, o objeto celeste pode ser observado a olho nu, porém acima desse número, somente mesmo com uso de telescópio ou binóculo. Porém, objetos acima de 8.0 são difíceis de serem observados, mesmo com uso de telescópio.

 

TOPO

 

 

 

Fases da Lua

 

 

 

O horário determinado foi calculado para às 12 horas (meio-dia do Tempo Legal do Distrito Federal - TDF), desconsiderando o horário de verão.

 

A parte branca da ilustração da Lua representa a parte iluminada pelo Sol e a porcentagem descrita indica a fração do disco lunar iluminado pelo Sol com erro de até + ou - 2% para para todo Brasil.

 

 

Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

Figura 1. Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

LUA AGORA

 

 

Aspecto atual do disco lunar no hemisfério sul.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TOPO

 

 

1- Como observar Mercúrio

 

 

 

Geralmente, o planeta Mercúrio pode ser observado nas cidades a olho nu. Porém, nesse mês de abril, infelizmente, Mercúrio será muito difícil de ser observado a olho nu ou com telescópio. Para quem conseguir observá-lo, será presenteado com um belíssimo aspecto de Mercúrio em fase. Saiba os motivos e o pequeno período de observação desse planeta, assistindo o vídeo 1.

 

 

Vídeo 1. Como observar Mercúrio, em abril de 2017.

 

 

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2- Como observar Vênus

 

 

 

Durante esse mês saiba como observar a olho nu o planeta Vênus e, com um simples telescópio, a bela fase que ele se encontra.

 

 

Vídeo 2. Como observar Vênus, em abril de 2017.

 

 

Aproveite para obter belas fotos de Vênus. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

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3- Como observar Marte

 

 

 

Saiba como observar o planeta Marte a olho nu e as aproximações desse belo planeta com a Lua durante esse mês.

 

 

Vídeo 3. Como observar Marte, em abril de 2017.

 

Aproveite para obter belas fotos de Marte. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

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4- Como observar Júpiter

 

 

 

Durante o mês de abril de 2017, o planeta Júpiter poderá ser observado a olho nu ou com uso de telescópio, num período de 11 a 12 horas. Isso porque, na noite de 07 de abril, este planeta estará em oposição, permitindo o maior tempo possível de contemplação. Além disso, teremos o belo espetáculo da aproximação da Lua com Júpiter. Saiba essas e mais informações sobre os fenômenos relativos a Júpiter assistindo o vídeo 4.

 

 

Vídeo 4. Como observar Júpiter, em abril de 2017.

 

 

Com Júpiter em oposição em 07 de abril, durante esse mês teremos a grande oportunidade de observar com telescópio ou registrar com câmera fotográfica o belo movimento das luas galileanas numa única noite de observação. Saiba como assistindo o vídeo 5.

 

 

Vídeo 5. Como observar as luas galileanas de Júpiter, em abril de 2017.

 

 

Aproveite para obter belas fotos de Júpiter. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

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5- Como observar Saturno

 

 

 

Durante esse mês saiba como observar a olho nu o planeta Saturno no céu da sua cidade, a aproximação da Lua e, com uso de um simples telescópio, como observar os anéis desse belo planeta.

 

 

Vídeo 6. Como observar Saturno, em março de 2017.

 

Aproveite para obter belas fotos de Saturno. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

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6- Luz Cinérea da Lua

 

 

 

A Luz Cinérea da Lua pode ser observada em dois momentos:

 

Caso 1- até no máximo um dia depois da Lua Quarto Minguante até um ou dois dias antes da Nova.

 

Caso 2- entre um a três dias (aproximadamente) depois da Lua Nova até no máximo poucas horas antes do Quarto Crescente.

 

 

Para entender o fenômeno, basta sabermos que a luz do Sol que incide sobre a Terra é refletida para Lua, iluminando sua parte escura. Dessa forma, o que podemos observar é algo parecido com a foto ao lado.

 

Por causa da configuração Sol-Terra-Lua, no primeiro caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez mais acentuada, enquanto no segundo caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez menos acentuada e, portanto, menos visível.

 

 

Os momentos de observação irão ocorrer entre: 29 de março e 02 de abril; 20 e 25 de abril e; 27 de abril e 02 de maio. De acordo com os casos 1 e 2, as melhores possibilidades de observações irão ocorrer entre: 30 de março e 02 de abril; 20 e 24 de abril e; 27 de abril e 02 de maio.

 

Para o anoitecer de 29 de março a 02 de abril e 27 de abril e 02 de maio, a Lua irá se pôr poucos instantes depois do pôr do Sol no horizonte oeste. Para o amanhecer de 20 e 25 de abril, a Lua irá nascer poucos instantes antes do nascer do Sol no horizonte leste.

 

Acesse o site da Climatempo para saber os horários do nascer e do ocaso do Sol para sua cidade e assim se programar melhor para poder contemplar e fotografar a luz cinérea da Lua.

 

Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

Foto. Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

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7- Ocultação de estrela pela Lua

 

 

 

Ocultação é o fenômeno que ocorre quando um astro de diâmetro aparente maior passa à frente de outro astro com diâmetro aparente menor.

 

Durante o mês ocorrerão diversas ocultações de estrelas pela Lua, porém visíveis a olho nu, são poucas as ocultações que podem ser facilmente observadas. Vale lembrar que o olho humano consegue observar no máximo magnitudes inferiores a 6.0 e o quanto o disco iluminado da Lua irá refletir a luz solar são fatores importantes que devem ser considerados para conseguir ou não observar o fenômeno. No caso do uso de telescópios, lunetas ou binóculos, quando a Lua estiver próxima da fase cheia, será necessário utilizar filtros para bloquear o excesso de luz lunar.

 

A ocultação máxima de uma estrela chega a 70 minutos, quando a imersão e emersão se verificam em pontos diametralmente opostos da Lua. Uma ocultação de planeta pela Lua é algo mais raro de ocorrer durante o ano.

 

Sabendo desses fatores, podemos observar na tabela 2 a magnitude de cada estrela, a quantidade que o disco da Lua estará iluminado no momento da ocultação e o horário aproximado da ocultação.

Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

Foto. Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

 

 

DATA
ESTRELA/PLANETA
MAGNITUDE
CONSTELAÇÃO
ILUMINAÇÃO DO DISCO LUNAR*
HORÁRIO IMERSÃO**
HORÁRIO EMERSÃO**
COMENTÁRIOS

01/04

104 Tauri
(764cG4)

4.9

Touro

+29%
19:32
20:34
7.1

04/04

Tegmine
(1236SG0)

5.1

Caranguejo

+64%
22:59
00:05
7.2

06/04

nu Leonis
(1466cB9)

5.3

Leão

+82%
20:33
22:05
7.3

14/04

phi Ophiuchi
(2372SG8)

4.3

Ofiúco

-86%
23:49
01:08
7.4

 

 

Tabela 2. Ocultação visível durante a noite de estrelas e/ou planetas.

 

Legenda da tabela:

 

*O sinal de menos na columa "Iluminação do disco lunar" indica que a Lua está na fase decrescente e o sinal de mais na sua fase crescente.

 

** De forma muito simplificada, imersão é a entrada da estrela atrás da Lua e emersão é sua saída. Os horários calculados de imersão e emersão são para observadores localizados na cidade de São Paulo durante o início (imersão) e fim (emersão) do evento de acordo com o horário de Brasília, desconsiderando o horário de verão. Para observadores localizados fora dessa latitude e longitude de São Paulo, o início do fenômeno poderá ocorrer até 1 hora antes ou depois e seu término até uma hora antes ou depois do horário descrito dependendo da sua localização. Também deverá ser considerado o fuso horário do local de acordo com o horário de Brasília.

 

 

Legenda do mapa:

 

- Região vermelha à esquerda - ocultação que ocorre próximo anoitecer;


- Região vermelha à direita - ocultação que ocorre próximo amanhcer;

 

- Região azul à esquerda - ocultação que ocorre próximo do horizonte leste, instantes próximo do nascer da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Região azul à direita - ocultação que ocorre próximo do horizonte oeste, instantes próximo do pôr da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Faixa branca - local que é possível realizar a observação da ocultação. Deve-se saber que quanto mais próximo da linha branca o observador se localiza, mais à “borda” da Lua a estrela será ocultada.

 

 

7.1- 104 Tauri (764 cG4)

 

No anoitecer de 1 de abril a estrela 104 Tauri, pertencente a constelação do Touro será ocultada pela Lua. O momento da imersão ocorrerá pela parte não iluminada da Lua, às 19h32min. A emersão, o momento que a estrela surge pela parte iluminada da Lua, irá ocorrer às 20h34min. Vale lembrar que o horário da emersão se modifica para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, o fenômeno da emersão poderá ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois do horário estipulado para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Para o momento as ocultação da estrela 104 Tauri, a Lua estará com 29% do seu disco iluminado. Como a estrela 104 Tauri possui magnitude 4.9 essa ocultação poderá ser apreciada a olho nu para quem estiver nas cidades sem poluição luminosa. Porém, para os observadores localizados nas cidades com poluição luminosa será necessário o uso de um telescópio ou binóculo apoiado num tripé.

 

De acordo com a figura 2, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado abaixo da linha branca indicada no mapa. Para os observadores no Brasil localizados acima dessa linha será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua..

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 2. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.2-Tegmine (1236SG0)

 

Na madrugada de 04 de abril a estrela Tegmine, pertencente a constelação do Caranguejo será ocultada pela Lua. O momento da imersão irá ocorrer às 22h59min na parte não iluminada da Lua. Na virada da madrugada, ou seja, em 05 de abril, à 00h05min ocorrerá a emersão da estrela Tegmine na parte iluminada da Lua. Vale lembrar que os horários da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, os fenômenos da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois dos horários estipulados para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes dos horários apresentados.

 

Essa ocultação não será possível de ser observada a olho nu para quem estiver localizado numa cidade com poluição luminosa. Para quem estiver em cidades sem poluição luminosa, a contemplação a olho nu será muito difícil de ser realizada. Sendo assim, para os dois casos é aconselhado o uso de um telescópio. Isso se deve ao baixo brilho da estrela Tegmine que possui 5.1 de magnitude adicionado ao fato que a Lua estará com 64% do seu disco iluminado, ofuscando mais ainda o fraco brilho dessa estrela.

 

De acordo com a figura 3, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicadas no mapa. Para os observadores no Brasil localizados fora dessa faixa será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 3. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.3- nu Leonis (1466cB9)

 

Na noite de 06 de abril a estrela nu Leonis, pertencente a constelação do Leão será ocultada pela Lua. O momento da imersão irá ocorrer às 20h33min na parte não iluminada da Lua. O seu reaparecimento (emersão) ocorrerá às 22h05min na parte não iluminada da Lua. Vale lembrar que os horários da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, os fenômenos da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois dos horários estipulados para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes dos horários apresentados.

 

Essa ocultação não será possível de ser observada a olho nu para quem estiver localizado numa cidade com ou sem poluição luminosa. Como a estrela nu Leonis possui magnitude 5.3 e a Lua estará com 82% do seu disco iluminado, o fraco brilho dessa estrela será ofuscado pela Lua. Assim, será necessário o uso de um telescópio apoiado num tripé para contemplar essa ocultação. Recomenda-se também o uso de uma tampa com um pequeno orifício na parte frontal do telescópio ou um filtro lunar para poder reduzir o forte brilho da Lua.

 

De acordo com a figura 4, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicadas no mapa. Para os observadores no Brasil localizados fora dessa faixa será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 4. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.4- phi Ophiuchi (2372SG8)

 

Em 14 de abril, a estrela phi Ophiuchi pertencente a constelação do Ofiúco, será ocultada pela Lua. O momento da imersão irá ocorrer às 23h49min na parte iluminada da Lua e o seu reaparecimento (emersão) ocorrerá à 01h08min, na parte não iluminada da Lua. Vale lembrar que os horários da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, os fenômenos da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois dos horários estipulados para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes dos horários apresentados.

 

Para o momento da ocultação da estrela phi Ophiuchi, a Lua estará com 86% do seu disco iluminado. Esse fator, adicionado ao fraco brilho da estrela que possui uma magnitude de 4.3 irá prejudicar a observação a olho nu, mesmo para as pessoas que residem em locais sem poluição luminos. Por conta disso, recomenda-se o uso de um telescópio para poder contemplar essa ocultação e, melhor ainda, se utilizar um filtro lunar ou uma tampa com um pequeno orifício na parte frontal do telescópio para reduzir o forte brilho da Lua.

 

De acordo com a figura 5, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicadas no mapa. Para os observadores no Brasil localizados fora dessa faixa será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 5. Faixa de observação da ocultação.

 

 

 

TOPO

 

8- Chuva de Meteoros

 

 

 

Os meteoros, popularmente chamados de "estrelas cadentes" são os rastros luminosos proporcionados pela rápida passagem de corpos variados na alta atmosfera terrestre. Esses meteoros são produzidos por pequenos corpos que, gravitando em torno do Sol, ao atingirem em grande velocidade a atmosfera terrestre, tornam-se incandescentes pelo choque com as moléculas de ar, reduzindo-se na maioria a pó antes de alcançarem o solo. Porém, alguns corpos conseguem vencer o calor da fricção e associado a seu tamanho considerável ou uma entrada na atmosfera com velocidade baixa, produzem um aspecto similar a uma bola incandescente no céu. Como resultado, durante a sua passagem, produzem um som intenso e após a sua passagem deixam um rastro de fumaça. Esses corpos são chamados de Bólidos. Por ser chamado de "fireball" em inglês, a tradução popular para o português se tornou "bola de fogo", porém o termo científico correto é Bólido. Os corpos que conseguem atingir o chão são chamados de meteoritos. Com uma certa experiência, pode-se encontrar diversos meteoritos após a ocorrência de um meteoro e, principalmente, após a ocorrência de um bólido. O valor do grama de um meteorito pode variar de acordo com sua composição química e procedência.

Marcos Calil recomenda:

 

BRAMON

 

Brazilian Meteor

Observation Network

Os meteoros podem ser: esporádicos, ou seja, que ocorrem sem nenhuma previsão, porém sendo muito comuns ou; provenientes das chuvas de meteoros, sendo previstos com datas praticamente fixas. Relacionamos aqui as chuvas de meteoros previsíveis para esse mês, tendo como base os históricos das chuvas dos anos anteriores.

 

 

Chuva
P
M
HORÁRIO
C
CCT
THZ
r
V
LUA (%)
FONTE
Comentário
delta Pavonids (DPA)

11/03

16/04

01/04
01:00
Pavão

a = 20:36

d = -63

5
3.1
58
s/l
UAI / CS
Dados CCT apresentados no AMSL são extremamente discrepantes, em relação a UAI e CS. Lua não atrapalha a observação.
tau Draconids

13/05

17/04

02/04
04:00
Dragão

a = 19:00

d = +69

1
?
?
s/l
MSO
Melhor observada perto ou acima da linha do equador. Precisa ser investigada se ainda ativa. Lua não atrapalha a observação.

alpha Virginids (AVB)

22/03

26/04

07 a 18/04
21:00

Virgem

a = 12:24

d = 09

5
?
20
89% a 52%
UAI / CS / MSO
7.1

april Virginids

01/04

16/04

07/04
21:00

Virgem

a = 14:12

d = -11

5
?
?
89%
MSO
7.1
Southern gamma Virginids (SGV)

?

12/04
21:00
Virgem

a = 12:12

d = -15

?
?
14
96%
UAI
7.1
Northern gamma Virginids (NGV)

05/04

21/04

14/04
21:00
Virgem

a = 12:02

d = 17

5 a 10
?
?
86%
UAI / MSO
7.1
Librids
(LBR)

15/04

30/04

17/04
22:00
Balança

a = 22:20

d = -15

5
?
30
s/l - 61%
AMSL / MSO
Dados CCT apresentados no AMSL (a = 15:12 e d = -18) são extremamente discrepantes. Precisa ser investigado. Lua não atrapalha (muito) a observação.
april Ursids

18/03

09/05

19/04
19:30
Ursa Maior

a = 9:56

d = +55

?
?
?
s/l - 41%
MSO
Ocorrência de bólidos. Visível perto ou acima da linha do equador. Precisa ser investigada se ainda ativa. Lua não atrapalha a observação.
April Lyrids (LYR)

16/04

25/04

22/04
02:00
Hércules

a = 18:08

d = +33

18 a 90
2.1
47
s/l - 13%
UAI / IMO / AMSL / CS / AMS / MSO
7.2
pi Puppids (PPU)

15/04

28/04

23/04
19:30
Popa

a = 7:20

d = -45

~40
2.0
15
s/l
UAI / IMO / AMSL / MSO
7.3

 

 

Tabela 3. Chuva de meteoros desse mês.

 

 

Legenda:

 

CHUVA - indica o nome da chuva em questão. Sempre que constar, prevalece por padrão as informações da UAI;

 

P - Período em que ocorrerá a chuva. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

M - Momento máximo que irá ocorrer a chuva. Essa é a melhor data para observar de acordo com o horário de observação proposto para o Brasil. Porém, vale saber que o observador poderá contemplar a chuva entre 2 ou 3 dias antes ou depois do momento máximo. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

HORÁRIO - Horário que leva em consideração o momento que o radiante da chuva estará cerca de 30 graus acima da linha do horizonte. Isso não significa o melhor horário de observação. Alguns meteoros podem surgir antes ou depois do aparecimento do radiante. Informações nossas;

 

C - Constelação associada a chuva. Informações nossas, de acordo com o CCT adquirido;

 

CCT - Posição para observação dadas em coordenadas equatoriais (J2000), sendo: a: ascensão reta e; d: declinação. Sempre que constar, prevalece por padrão as informações da UAI.

 

THZ - Taxa Horária Zenital - um número máximo calculado de meteoros que um observador pode apreciar, numa noite sem a inferência da Lua, com o céu perfeitamente limpo e com radiante na sua máxima altura. Quando ocorrer uma chuva periódica, ou seja, sem previsão da taxa por hora, a mesma será representada por "?". Quando aparecer o termo "VAR" significa que a chuva tem histórico de variação da quantidade de meteoros observados, sendo difícil de prever a quantidade. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

r - Índice provável de magnitude da chuva. Quanto menor o valor mais fácil será sua observação. Como parâmetro, para as cidades com poluição luminosa, são indicados valores menores do que 3.0. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

V - Velocidade de entrada atmosférica do meteoro, dada em km/s. As velocidades variam entre 11 km/s (muito lento), 40 km/s (médio) e 72 km/s (muito rápido). , Sempre que constar, prevalece por padrão as informações da UAI.

 

LUA (%) - Porcentagem do disco iluminado para o melhor momento de observação da chuva. No caso sem influência da Lua durante a chuva de meteoros é atribuído o símbolo s/l. Lua próxima da fase cheia e do radiante atrapalha a observação dos meteoros. Informações nossas;

 

FONTE - Referências das informações obtidas. Quando mais de uma, foram realizadas comparações entre as informações e/ou adições das informações, quando não existente numa determinada fonte, porém apresentada na outra. Siglas: UAI - Meteor Data Center; IMO - International Meteor Organization; AMSL - Alpo Meteor Shower List; CS - CalSky; AMS - The American Meteor Society, MET - MetBlog e; MSO - Meteor Showers Online.

 

COMENTÁRIO - Quando existir o número, a chuva será comentada no seu respectivo número. Informações nossas.

 

 

Comentários

 

7.1 - 07 a 18/04 - Chuvas alpha Virginids, april Virginids, southern gamma Virginids e northern gamma Virginids

 

Como essas quatro chuvas de meteoros (no popular: “estrelas cadentes”) irão ocorrer em regiões e datas próximas, sendo que: a chuva alpha Virginids irá ocorrer entre os dias 07 a 18 de abril; a april Virginids com máximo em 07 de abril; southern gamma Virginids, em 12 de abril e; northern gamma Virginids, em 14 de abril, aparentemente essas chuvas se apresentam como sendo uma única chuva. Isso significa que, para as chuvas alpha Virginids e april Virginids, em 07 de abril, as taxas horárias zenitais poderão ser maiores do que o esperado quando observadas a olho nu na região que envolvem as duas chuvas, pois existe a somatória das taxas horárias zenitais das duas chuvas. Para a alpha Virginids é estimada uma taxa de 5 a 10 meteoros por hora, enquanto que para a april Virginds a taxa estimada é de 5 meteoros a cada uma hora. Como o período inicial da chuva northern gamma Virginids ocorre poucos dias após a chuva april Virginids e se encaixa no período das chuvas alpha Virginids e southern gamma Virginids, o momento máximo dessas chuvas proporcionam a soma da incidência de meteoros. Ou seja, alguns meteoros oriundos da chuva northern gamma Virginids podem aparecer na noite de 07 de abril, assim como os meteoros das chuvas alpha, april e southern gamma Virginids podem aparecer na noite de 14 de abril, data do máximo da chuva northern gamma Virginids.

 

Vale saber que algumas dessas chuvas fazem parte de um complexo de meteoros Virgnids (Virginid Meteor Complex). Fazem parte desse complexo de chuvas de meteoros localizados na constelação da Virgem as chuvas: alpha Virginids; southern gamma Virginids; northern gamma Virginids; eta Virginids; theta Virginids; iota Virginids; lambda Virginids; mu Virginids; pi Virginids; psi Virginids; Northern March Virginids e Southern March Virginids. Essas chuvas ocorrem entre janeiro e maio, sendo que os maiores picos ocorrem entre março e abril.

 

Para 07 de abril a Lua estará presente no céu com 89% do seu disco iluminado, quando a constelação da Virgem se mostrar acima da linha do horizonte. Isso significa que a Lua irá atrapalhar a observação dos meteoros. Fato que se repetirá entre as noites de 08 e 11 de abril, quando a Lua estará presente na constelação da Virgem. Infelizmente, para todas essas noites, muitos meteoros das chuvas alpha Virginids e april Virginids serão ofuscados pelo brilho da Lua. Na noite que ocorrerá o máximo da chuva southern gamma Virginids, em 12 de abril, a Lua estará com 96% do seu disco iluminado e próxima do radiante. Sendo assim, teremos mais uma chuva de meteoros prejudicada pelo brilho da Lua. E o mesmo fato ocorrerá com a chuva northern gamma Virginids, em 14 de abril, pois a Lua estará com 86% do seu disco iluminado. O que resta para esse ano é esperar as noites de 15, 16, 17 e 18 de abril para ver se consguimos contemplar alguns meteoros dessas chuvas. Porém, de maneira geral, para esse ano, todas as essas chuvas de meteoros serão prejudicadas pela Lua.

 

A constelação da Virgem pode ser facilmente localizada durante o anoitecer de abril. Alguns instantes após o pôr do Sol (que ocorre no horizonte oeste), olhando para o lado do horizonte leste o observador encontrará uma estrela de forte brilho e cor azulada. Trata-se da estrela Spica. Essa é a estrela mais brilhante da constelação da Virgem e será nessa região que a chuva irá ocorrer no início da noite. O melhor momento de observação será quando essa constelação estiver muito próxima do ponto mais alto do céu, em relação ao observador, por volta das 22 horas. Aproveite para ler os comentários sobre o planeta Júpiter, pois esse belo e brilhante planeta estará na constelação da Virgem e, relativamente, próximo da estrela Spica, a estrela mais brilhante da constelação da Virgem.

 

 

 

7.2 - 22/04 - Chuva april Lyrids (LYR)

 

Essa chuva possui uma taxa horária zenital prevista de 18 meteoros por hora, podendo ultrapassar a quantidade de 90 meteoros a cada uma hora, conforme publicado em 2010 na Meteor Shower Calendar e, em 2015, pela International Meteor Organization. Isso significa que poderemos ter mais de um meteoro por minuto surgindo no céu. Outro fato que torna essa chuva interessante de ser observada é a magnitude dos meteoros. A magnitude aparente prevista para os meteoros dessa chuva é de 2.1, o que possibilita observá-los até em grandes cidades (nos ambientes mais escuros).

 

Felizmente, para esse ano a Lua não irá atrapalhar a observação desse belo fenômeno.

 

Para localizar essa constelação, basta saber que a estrela Vega possui uma cor azulada e um brilho muito forte. Por volta das 23 horas, para Fortaleza, meia-noite para São Paulo e 1 hora para Porto Alegre, a estrela Vega irá nascer no horizonte nordeste e caminhará de forma aparente para acima do ponto cardeal norte. Para contemplar a chuva, o observador terá que esperar pelo menos uma hora depois do nascer dessa estrela. A figura 15 ilustra a região que irá ocorrer essa chuva para cidade de São Paulo, à 00:01, 04:30 e 06:12. Esse último horário previsto para o "desaparecimento" da estrela por causa do nascer do Sol. Ainda sobre a figura 15, para demais regiões do Brasil o que poderá mudar é a altura dos astros em relação a linha do horizonte de acordo com os respectivos horários. Quanto mais ao sul do Brasil, mais a estrela Vega estará próxima do horizonte - dificultando a observação dessa chuva de meteoros nessa região - e, quanto mais ao norte do Brasil, mais a estrela Vega estará acima da linha do horizonte - facilitando a observação dessa chuva de meteoros para essa região. Perceba que, de acordo com a figura 6, o melhor horário de observação será por volta das 04:30, mas vale contemplar a chuva cerca de duas horas antes.

 

 

Região da chuva de meteoros Lyrids.

 

Figura 6. Região da chuva de meteoros april Lyrids.

 

 

É importante salientar que, apesar dessa chuva receber o nome april Lyrids, o radiante dela se localiza na constelação de Hércules e não na constelação da Lira. O fato é que quando ocorreu o registro dessa chuva, o radiante estava na constelação da Lira. Porém, atualmente, se localiza bem próximo do limite entre a constelação de Hércules e da Lira, porém na constelação de Hércules.

 

 

 

7.3 - 23/04 - Pi Puppids (PPU)

 

Por causa da sua alta taxa horária zenital, com cerca de 40 meteoros a cada uma hora, a chuva pi Puppids é considerada uma excelente chuva de meteoros. Felizmente, para esse ano, a Lua não irá atrapalhar a observação. A figura 7 ilustra a região do céu onde se localiza a constelação da Popa, para 22 horas da noite, em 23 de abril, visto de São Paulo. Para as demais regiões ao sul ou ao norte de São Paulo o que modificará é a distância das estrelas e do radiante da chuva em relação a linha do horizonte.

 

 

Região da chuva de meteoro pi Puppids

 

Figura 7. Região da chuva de meteoro pi Puppids.

 

 

Perceba pela figura 7 que as estrelas Sírius e Canopus são ótimos referências para encontrar a região da chuva. A estrela Sírius pertence a constelação do Cão Maior, na qual é a estrela mais brilhante do céu noturno. Essa estrela de cor azulada é fácil de ser encontrada, logo após o pôr do Sol, entre o horizonte oeste e o zênite (região mais alta em relação ao observador). Após encontrar Sírius, procure a estrela Canopus e com auxílio da figura 7 localize o radiante da chuva. Assista o vídeo sobre a constelação do Órion para obter mais informações sobre como observar e localizar essa chuva, tomando como referência as populares "Três Marias".

 

HISTÓRICO

 

Em 1971, M.P. Ridley examinou o período orbital para o próximo retorno do cometa periódico Grigg-Skjellerup, quando noticiou que a Terra poderia realizar uma estreita aproximação à órbita do cometa em 23 de abril de 1972. A separação entre as órbitas foi calculada com uma separação de apenas 0,004 UA, enquanto que o encontro ocorreria em apenas 50 dias após a passagem do cometa. O radiante foi predito para RA = 107,5 graus e DECL = -45 graus.

As observações feitas durante o predito aparecimento desta chuva de  meteoros revelou uma exibição muito pobre. Durante o período de 16 de abril, 17 observadores dos Estados Unidos obtiveram uma taxa média horária de apenas 1.9, com um máximo de cerca de 4 por hora sendo observado por B. Edwards (Jacksonville, Flórida) durante um intervalo de três horas no dia 18 para 19 de abril. Observadores na Austrália Ocidental observaram uma fraca atividade. De 7 observadores compilando 70 horas de buscas entre os dias 21 a 24 de abril, só conseguiram detectar três possíveis chuvas durante um período de oito horas entre as noites de 22 a 23 de abril. Uma observação mais positiva no hemisfério do sul foi feita por WJ Baggaley (Universidade de Canterbury, Nova Zelândia), que utilizou equipamento de rádio em sua busca. Ele detectou um "aumento da taxa de rádio-meteoro acima de uma atividade esporádica normal sobre os quatro dias de 21 a 24 de abril de 1972". Ele acrescentou ainda que a observação do fluxo de atividade foi consistente com um radiante em RA = 107,5 graus e DECL = -45 graus, embora as taxas foram consideradas demasiadamente baixas para uma determinação exata do radiante.

O Cometa Grigg-Skjellerup foi esperado em 1977 atingindo seu periélio. Previsão para uma possível chuva de meteoros para este ano tinha sido efetivamente à primeira feita por G. Sitarski no ano de 1964. Ele disse que em 23 de abril de 1977, a Terra iria atravessar a órbita do cometa em apenas 12 dias depois da passagem do cometa e que, provavelmente, sua atividade teria origem em RA = 109.6 graus e DECL = -44.3 graus. Mais uma vez, os observadores nos Estados Unidos não foram bem sucedidos no cumprimento da atividade, mas as circunstâncias eram diferentes no West Australia. Jeff Wood, A. Saare e G. Blencowe, observando, em Perth, oeste da Austrália, de forma individual observaram taxas máximas de 18 a 24 meteoros por hora durante um período de três horas num intervalo centrado em 23 de abril de 1977. Numerosos meteoros foram traçados, que revelou um radiante de RA = 112 graus e DECL = -43 graus, e a taxa horária zenital (ZHR) foi calculada como 36,47 ± 2,61. A duração total da atividade foi dada em 23 a 25 de abril. Os meteoros foram, em partes, brilhantes e lentos.

Um fraco retorno do Pi Puppids foi observado pelo West Australian meteor observers durante o ano de 1979, no momento que o cometa foi realmente chegando na sua maior distância do Sol. A atividade foi observada a partir de 21 a 24 de abril, atingindo o máximo ZHR de 3,54 ± 1,77 em 23 de abril. A média do radiante foi dada em RA = 112 graus e DECL = -43 graus.

A próxima passagem pelo periélio do cometa ocorreu em 14 de maio de 1982. Um forte retorno do Pi Puppids foi observado na noite de 23 e 24 de abril. A primeira detecção de um aumento da atividade foi feita por A. Gozalos Beltran (Cochabamba, Bolívia), quando 58 meteoros foram detectados durante um período de 1 hora e 35 minutos. Ele descreveu os meteoros como sendo predominantemente de cor amarela. Outro forte retorno também foi observado em West Australia. Indivíduos relatados 25 a 42 meteoros por hora, com o ZHR atingindo 22,8 em 24 de abril. Em 24 de abril o ZHR tinha caído para apenas 7,1. Os observadores do West Australian relataram que 56,5% dos meteoros eram de cor amarela, enquanto que 19,6% eram laranjas. Rastros foram observados entre os 16,1% dos meteoros e a magnitude média dos 447 meteoros foi de 1,97. É interessante perceber que um ano mais tarde, os observadores de West Australian detectaram um máximo ZHR tão elevado como os 12,7 de 23 e 24 de abril e calcularam a média da magnitude como 2,33.

Essa chuva de meteoros é definitivamente associado com períodos do cometa Grigg-Skjellerup e é muito nova, como é evidenciado pela ausência quase total da atividade em anos quando o cometa não está no periélio.

 

Fonte: Meteor Showers On-line http://meteorshowersonline.com/showers/pi_puppids.html

 

Para os mais aficionados que desejam obter algumas fotos dessas chuvas, a recomendação é utilizar uma filmadora (pode ser de câmera fotográfica digital). Apoiada num tripé, apontada para essa região, deixe-a gravando e espere capturar diversos meteoros passando e depois no computador ou na TV passe o filme e veja o resultado. Aproveite para nos enviar suas imagens no nosso Twitter para fazermos um RT.

 

 

TOPO

 

 

10- Constelação do Touro

 

 

 

A constelação do Touro pode ser facilmente observada no céu, mesmo nas cidades com alto índice de poluição luminosa. A estrela mais brilhante dessa constelação, localizada no olho do Touro, chama-se Aldebaran. Seu nome provém da palavra árabe al-dabarān que significa "aquela que segue", referência à forma como a estrela parece seguir o aglomerado das Plêiades durante o seu movimento aparente ao longo do céu. Aldebaran é uma estrela gigante vermelha-laranja, o que lhe proporciona uma cor alaranjada quando observada. Sua distância da Terra é de 65 anos-luz, tendo uma luminosidade 150 vezes maior do que o Sol e sua magnitude aparente (brilho do astro) é de 0.84, o que lhe confere a décima terceira estrela mais brilhante do céu noturno. Por essa razão, a estrela Aldebaran pode ser facilmente observada nas grandes e pequenas cidades com alto ou baixo índice de poluição luminosa.

 

Nessa constelação temos dois aglomerados estelares fáceis de serem observados. Trata-se das Híades e das Plêiades. O aglomerado aberto das Híades têm um formato em "V" simbolizando a cabeça do Touro. É importante saber que apesar da estrela Aldebaran se localizar de forma aparente na mesma região das Híades, essa estrela não pertence a esse aglomerado aberto. Isso porque Aldebaran está à 65 anos-luz de nós e as Híades está à 150 anos-luz. Por uma questão de perspectiva quando visto da Terra, temos a impressão que Aldebaran faz parte desse aglomerado, porém é apenas uma ilusão.

 

 

O aglomerado estelar das Plêiades é um aglomerado aberto podendo ser facilmente contemplado a olho nu. Esse aglomerado é muito apreciado pelos astrônomos por sua beleza e fácil localização. As Plêiades também são conhecidas por vários outros nomes tais como: "As sete irmãs", "A galinha e os setes pintinhos" no interior do Brasil ou como "Subaru" no Japão. Mas, pelo termo mais técnico, esse aglomerado aberto de estrelas é chamado de M45 pela classificação do catálogo Messier e está localizada na constelação do Touro. Seis das estrelas nas Plêiades são visíveis sem o auxílio de qualquer instrumento óptico, se o observador estiver num local sem poluição luminosa. Aproximadamente 500 estrelas pertencem ao aglomerado estelar aberto das Plêiades e a maioria delas são fracas. Munido de um simples instrumento óptico, o aglomerado poderá ser apreciado com mais facilidade, principalmente com o auxílio de binóculos.

 

Observe na foto o aspecto das Plêiades que podemos observar com o uso de telescópio ou binóculo. Essa foto foi obtida remotamente por Marcos Calil de São Paulo (Brasil) com acesso ao observatório localizado nas Ilhas Canárias (África) obtida com auxílio de um telescópio com 85mm de abertura e uma CCD Kodak KAI-2020M na madrugada de 09 de setembro de 2008 à 01:06 (hora local - São Paulo).

O aglomerado das Plêiades por Marcos Calil.

 

Foto. O aglomerado das Plêiades por Marcos Calil.

 

 

Até a primeira quinzena de abril, ainda será possível contemplar a constelação do Touro. Logo após o ocaso do Sol, essa bela constelação estará presente pouco acima da linha do horizonte oeste. Cerca de 1 hora depois do seu aparecimento, a constelação do Touro e a maioria dos seus objetos celestes estarão se pondo no horioznte oeste.

 

Em especial, em 01 e 28 de abril, destacamos a aproximação da Lua com a estrela Aldebaran. Para a noite de 01 de abril, a Lua estará com 29% do seu disco iluminado, enquanto que, para a noite de 28 de abril a Lua estará com 8% do seu disco iluminado. Para ambas as noites citadas será possível contemplar a Luz Cinérea da Lua.

Assista o vídeo 7 para saber mais sobre como observar a constelação do Touro e seus principais eventos para esse mês.

 

 

 

Vídeo 7. Como observar a constelação do Touro, em abril de 2017.

 

 

Deixe seu registro sobre esse vídeo no Twitter ou no canal do Youtube do Marcos Calil.

 

 

TOPO

 

11- Constelação do Órion

 

 

 

Muitos brasileiros já ouviram falar das “Três Marias”. Essa bela configuração, formada por três estrelas alinhadas, pertencem à constelação do Órion. Infelizmente, no Brasil, a constelação do Órion não pode ser observada durante todo ano. Veremos à seguir como e quando contemplar não apenas as populares “Três Marias”, mas toda a constelação do Órion e seus principais objetos celestes.

 

QUANDO OBSERVAR


A constelação do gigante caçador Órion é a constelação símbolo do verão para os moradores no hemisfério sul e a constelação símbolo do inverno para os moradores do hemisfério norte. Por essa razão, no Brasil, os melhores meses de observação ocorrem durante o verão.


Logo no início da noite de dezembro já é possível observar Órion pouco acima do horizonte leste. Com o avançar dos meses de janeiro e fevereiro, tomando como início de observação a primeira hora da noite, o caçador Órion pode ser contemplado cada vez mais acima do horizonte leste. No início do mês de março, logo após o ocaso do Sol, a constelação de Órion pode ser observada bem alta no céu. Daí por diante, sempre tomando como base a primeira hora da noite, com o avançar dos meses de março e abril, a constelação do Órion se dirige para o horizonte oeste. Em meados de maio, essa constelação se põe no horizonte oeste, ou seja, logo após o ocaso do Sol, na sequência, será possível contemplar Órion se pondo. Daí por diante, por se tratar da constelação símbolo do verão para o hemisfério sul, os brasileiros não podem contemplar Órion no céu noturno. Dessa forma, no mês de junho e meados de julho, não é possível observar essa constelação. No final do mês de julho e durante o mês de agosto, Órion pode ser contemplado surgindo no horizonte leste, poucos instantes do nascer do Sol. Em setembro é possível contemplar essa constelação nascendo no horizonte leste, na alta madrugada. Em outubro, Órion pode ser contemplado no final da noite, antes de iniciar a madrugada. Já para novembro, Órion é visível nascendo no horizonte leste cerca de 3 horas após o ocaso do Sol. Por fim, completando o ciclo de um ano, novamente para dezembro, Órion pode ser observado pouco acima do horizonte leste, logo no início da noite.

 

O QUE OBSERVAR


Órion é conhecido como o “gigante caçador”. O asterismo e sua concepção artística são facilmente reconhecidos no céu, mesmo nas grandes cidades que possuem poluição luminosa. As “Três Marias”, que compõe o cinturão do caçador Órion, na verdade possuem nomes próprios. São as estrelas Alnitak, Alnilam e Mintaka. Formando os ombros do caçador, temos as estrelas Betelgeuse e Bellatrix. A fraca estrela em brilho, Meisa, forma a cabeça do caçador. As pernas, ou como para muitos, o quilt do caçador é formado pelas estrelas Rigel e Saiph. Além dessas principais estrelas, existe ainda um dos mais belos objetos celestes do céu. Trata-se da Nebulosa de Órion.

 

PARA ESSE MÊS...

 

Durante esse mês de abril, logo após o ocaso do Sol, a constelação de Órion poderá ser observada a olho nu por volta das 18h30min, pouco acima do horizonte oeste. Seu ocaso ocorrerá por volta das 21 horas. Assista o vídeo 8 para saber mais sobre como observar a constelação do Órion, as populares "Três Marias", a nebulosa de Órion e seus principais eventos para esse mês.

 

ESPECIAL - Em 23 de abril e noites próximas, saiba como observar a chuva de meteoros pi Puppids, tomando como referência para localização do radiante dessa chuva as populares "Três Marias", a estrela Sírius do Cão Maior e a estrela Canopus da constelação da Carina.

 

 

Vídeo 8. Como observar a constelação de Órion, em abril de 2017.

 

 

A NEBULOSA DE ÓRION (M42)

 

 

Com magnitude de 4.0 e com boas condições de observação, ou seja, sem a interferência do brilho do luar e fora da poluição luminosa, a nebulosa de Órion pode ser contemplada a olho nu. Mesmo nesses locais, o uso de um binóculo apoiado num tripé ou de um telescópio sempre será bem vindo. Para as cidades com média ou alta poluição luminosa, será necessário o uso de um telescópio ou binóculo apoiado num tripé. Seu aspecto é semelhante a uma bela e pequena mancha no céu.

 

Para localizar a nebulosa de Órion basta localizar as populares "Três Marias". Essas três estrelas formam um grupo aparentemente alinhado que representam o cinturão do guerreiro Órion. Quase que perpendicular as "Três Marias" encontra-se a nebulosa de Órion.

 

Sem dúvida essa é uma das nebulosas mais observadas e contempladas pelos astrônomos profissionais e amadores. Possivelmente registrada pela primeira vez em 1610 por Nicholas-Claude Fabri de Peiresc, foi descrita por Galileo Galilei em 1617.

 

A Nebulosa de Órion, catalogada como M42 do catálogo de Messier e NGC 1976 é a nebulosa mais brilhante do céu e também um dos objetos profundos mais brilhantes. Demonstra ser uma das mais lindas imagens quando observada através de telescópios de todos os tamanhos, desde os maiores até os de pequenos portes, bem como os que estão no espaço como, por exemplo, o Telescópio Espacial Hubble. É também um grande objeto no céu, que se estende com mais de 1 grau de diâmetro.

 

Essa nebulosa fica a uma distância aproximada de 1600 anos-luz. Em sua extremidade norte, a nebulosa é dividida por uma faixa escura conspícua, bem visível na foto ao lado. Esta foto foi obtida por Marcos Calil, localizado em São Paulo, operando remotamente um telescópio localizado nas Ilhas Canárias na África. O telescópio possui 85mm de abertura acoplado numa CCD Kodak KAI-2020M. Esse equipamento profissional revela essa bela imagem. Deve-se saber que para um telescópio mais simples, o que poderá ser contemplado é uma pequena mancha.

A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Foto. A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Para saber mais informações sobre a constelação do Órion e as "Três Marias" assista o vídeo 9.

 

 

Vídeo 9. A constelação de Órion por Marcos Calil.

 

OTIMIZANDO SUAS OBSERVAÇÕES


Próxima da constelação do Órion está localizada a constelação de Gêmeos com seu belo aglomerado estelar M35 e as estrelas Pollux e Castor. Leia o comentário sobre o aglomerado estelar M35 para saber como observar com telescópio ou binóculo esse aglomerado.

 

 

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12- Aglomerado Estelar M35

 

 

 

O aglomerado estelar aberto M35, também classificado como NGC 2168, é um belo aglomerado que pode ser observado a olho nu em condições ideais de observação. Com sua magnitude equivalente a 5.5, esse aglomerado requer uma certa habilidade do observador quando observado a vista desarmada. Numa noite sem a interferência da Lua é possível ver uma "mancha" muito tênue no céu noturno em locais onde não possuem poluição luminosa. Porém, o mais indicado é que o observador utilize um binóculo para poder contemplar todas as estrelas desse aglomerado aberto, sendo essa maneira contemplado, mesmo em cidades com poluição luminosa. Por ser um aglomerado aberto o uso de um telescópio não é a melhor pedida, pois o observador apreciará apenas parte desse aglomerado, uma vez que seu tamanho angular é de 0,57 graus. A distância desse aglomerado é de 2800 anos-luz e está localizado na constelação do Gêmeos.

 

Durante esse mês, M35 poderá ser observado após às 19 horas (aproximadamente), pouco acima do horizonte noroeste. Com o avançar das horas, esse aglomerado estelar caminha de forma aparente para o horizonte oeste até ocorrer seu ocaso, por volta da 22 horas.

 

Em especial, em 02 e 29 de abril, a Lua estará próxima desse aglomerado. Para a noite de 02 de abril a Lua estará com 40% do seu disco iluminado e para 29 de abril, o nosso satélite natural estará com 16% do seu disco iluminado. Em ambos os casos será possível contemplar a Luz Cinérea da Lua. Assista o vídeo 10 para saber como localizar e observar o aglomerado estelar M35, além da constelação de Gêmeos.

 

 

Vídeo 10. Como observar a constelação de Gêmeos e o aglomerado estelar M35, em abril de 2017.

 

 

Aproveite para obter várias fotos. Não tenha receio de capturar sua câmera digital, ou até seu celular que contenha uma câmera para tentar obter algumas fotos. Mas lembre-se que o tripé sempre é uma excelente pedida. Se você obter algumas fotos envie para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

 

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13- Aglomerado Estelar M44

 

 

 

Fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa é possível observar esse aglomerado a olho nu. Por causa do seu forte brilho esse aglomerado é conhecido desde tempos pré-históricos.

 

Algumas antigas escrituras estão associadas a esse objeto: gregos e romanos viram essa "nebulosa" como a manjedoura. Ptolomeu menciona como uma das sete "nebulosas" que ele observou, na sua obra Almagesto. Galileu relatou que este objeto "nebuloso" não era apenas uma estrela como os antigos pensavam, mas uma massa de mais de 40 pequenas estrelas.

 

A dúvida se esse objeto era uma só estrela ou um conjunto de estrelas foi resolvido (possivelmente) por Peiresc em 1611, o descobridor da Nebulosa do Orion (M42). Um ano mais tarde, após a observação de Peiresc, em 1612 esse mesmo objeto foi observado  e relatado como um aglomerado estelar por Simon Marius. Charles Messier adicionou-o no seu catálogo em 4 de março de 1769, como o objeto de número 44, por essa razão M44.

 

 

 

 

O aglomerado da Colméia por Marcos Calil.

 

Foto. O aglomerado da Colmeia por Marcos Calil.

 

Sabemos e aceitamos atualmente que mais de 200 das 350 estrelas na área do aglomerado foram confirmadas como membros. Algumas outras são estrelas de primeiro ou segundo plano, ou seja, que estão à frente ou atrás desse aglomerado. De acordo com a nova determinação da ESA, utilizando o satélite Hipparcos, o aglomerado está 577 anos-luz distante da Terra (estimativas anteriores davam o número de 522 anos-luz), e sua idade foi estimada a cerca de 730 milhões de anos. Curiosamente, tanto nesta idade e à orientação de uma boa resolução de M44 coincide com as das Híades, outro aglomerado estelar famoso e observável a olho nu, porém, que não foi incluída na lista Messier e nem no catálogo NGC e IC, que está atualmente estimada numa idade de cerca de 790 milhões de anos. Provavelmente estes dois objetos, embora agora separados por centenas de anos-luz, têm uma origem comum, em algumas grandes nebulosas gasosas difusas que existiram entre 700 a 800 milhões de anos atrás. Por conseguinte, também a população estelar são semelhantes, ambos contendo gigantes vermelhas (M44, pelo menos, 5 delas) e algumas anãs brancas.(fonte: http://www.seds.org/MESSIER/M/m044.html)

 

Na noite de 05 de abril, após às 19h30min (aproximadamente), poderemos iniciar a contemplação da Lua com o aglomerado da Colmeia (M44), pouco acima do horizonte norte-nordeste. Com o avançar das horas, M44 se dirige para o horizonte oeste, quando seu ocaso ocorrerá, por volta, das 00h30min. Para a noite de 05 de abril, a Lua estará com 73% do seu disco iluminado. Apesar da Lua ser um ótimo referência para localizar M44, na noite de 05 de abril, aconselhamos a observação de M44 nas outras noites na qual a Lua não atrapalha a observação. Assista o vídeo 11 para saber como localizar e observar o aglomerado estelar M44, além da constelação do Caranguejo.

 

 

 

Vídeo 11. Como observar o aglomerado estelar M44, em abril de 2017.

 

 

Aproveite para obter várias fotos. Não tenha receio de capturar sua câmera digital, ou até seu celular que contenha uma câmera para tentar obter algumas fotos. Mas lembre-se que o tripé sempre é uma excelente pedida. Se você obter algumas fotos envie para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

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14- Constelação do Leão

 

 

 

A constelação do Leão é a constelação típica do outono para os observadores do hemisfério Sul. Isso porque, quando inicia essa estação do ano a constelação do Leão surge durante o anoitecer na linha do horizonte leste. Com o avançar dos meses, quando inicia o inverno, a constelação do Escorpião surge na linha do horizonte leste no anoitecer (representando a constelação dessa estação), enquanto que a constelação do Leão estará próxima do horizonte oeste. Para a primavera, a constelação de Pégaso estará presente no horizonte leste, após o ocaso do Sol. Isso porque, essa constelação representa a primavera e, durante essa estação, o Leão pode ser observado surgindo no horizonte leste, na alta madrugada.

 

Algumas das estrelas da constelação do Leão podem ser observadas mesmo nas cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa e com um pouco de atenção o desenho do Leão se fará presente no céu. Logicamente, para quem estiver fora das grandes cidades, ou seja, em locais sem a influência das luzes, a constelação se mostrará mais nítida. As estrelas Regulus, Denebola, Zosma e Algieba são as estrelas que podem ser facilmente contempladas e marcam parte do desenho do Leão. É interessante saber os nomes das principais estrelas que compõe essa constelação, onde Regulus significa "pequeno rei", Denebola a "cauda do leão", Algieba "do sul" e Zosma significa "quadril".

 

Para esse mês, a constelação do Leão irá surgir pouco acima do horizonte leste e nordeste logo no início da noite. Com o avançar das horas, por volta das 21h30min, o Leão estará localizado próximo do ponto mais alto do céu, em relação ao observador. Depois, por volta das 2 horas, essa terrível fera estará se pondo no horizonte oeste.

 

Na noite de 06 de abril, a Lua estará próxima da estrela Regulus, a estrela mais brilhante da constelação do Leão. Para essa noite, a Lua estará com 82% do seu disco iluminado, ofuscando o seu brilho. Apesar da Lua ser um ótimo referência para localizar a estrela Regulus e a constelação do Leão, em 06 de abril, aconselhamos a observação nas demais noites que a Lua não ofusca os objetos celestes dessa região do céu. Assista o vídeo 12 para saber como localizar a constelação do Leão e os principais eventos que irão ocorrer nessa constelação.

 

 

 

Vídeo 12. Como observar a constelação do Leão, em abril de 2017.

 

 

Aproveite para obter várias fotos. Não tenha receio de capturar sua câmera digital, ou até seu celular que contenha uma câmera para tentar obter algumas fotos. Mas lembre-se que o tripé sempre é uma excelente pedida. Se você obter algumas fotos envie para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

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15- Constelação do Escorpião

 

 

 

Sem dúvida, para quem está começando na Astronomia Observacional essa é uma das constelações mais fácil de ser encontrada no céu.

 

A constelação do Escorpião poderá ser contemplada com facilidade, mesmo para os observadores que residem nas cidades que sofrem com a poluição luminosa. A foto abaixo foi obtida com auxílio de uma simples câmera digital, numa cidade com baixa poluição luminosa. Podemos observar na primeira foto a constelação do Escorpião, enquanto que, na foto montagem temos o desenho imaginário do Escorpião com seus principais objetos celestes.

 

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto: A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto montagem. A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Perceba nas fotos acima obtidas com uma simples câmera digital 4.1 mega pixel, duas manchas bem claras chamadas de M6 e M7. Tratam-se de dois aglomerados abertos de estrelas que distam 2.000 e 1.000 anos luz, respectivamente. O aglomerado aberto M6, popularmente chamado de Aglomerado da Borboleta tem magnitude aparente de 4.5, enquanto que o aglomerado aberto M7, popularmente chamado de Aglomerado de Ptolomeu possui magnitude de 3.5. Isso significa que o aglomerado M7 pode ser localizado mais facilmente, por causa seu brilho aparente, que é mais forte se comparado com o aglomerado M6. Lembrando que a magnitude aparente de um astro é o valor dado para seu brilho aparente, numa razão inversamente proporcional. Isso explica afirmação referente a M7 possuir um brilho aparente maior que M6. Nas cidades onde o índice de poluição luminosa é muito fraca é possível observar esses dois aglomerados mesmo a olho nu, onde M7 é mais fácil de ser localizado.

 

A constelação do Escorpião representa a constelação do inverno para o hemisfério sul. Por essa razão, durante esse mês de abril, somente após às 22h30min (aproximadamente), a observação do Escorpião poderá ser realizada próxima do horizonte leste. Com o avançar das horas essa constelação ganha altura, até que, por volta das 3h30min, estará na região mais alto do céu, em relação ao observador. Após isso, essa constelação caminha para o horizonte leste e antes do seu ocaso suas estrelas serão ofuscadas pelos raios solares.

 

Em especial, na noite de 14 de abril, poderemos contemplar a Lua próxima da estrela mais brilhante dessa constelação: Antares. Para essa noite a Lua estará com 86% do seu disco iluminado, ofuscando o brilho dos objetos celestes a sua volta. Por essa razão, procure observar a constelação do Escorpião nas noites em que a Lua não atrapalha as observações. Assista o vídeo 13 para saber como localizar e observar a constelação do Escorpião e seus principais eventos que irão ocorrer durante esse mês.

 

 

 

Vídeo 13. Como observar a constelação do Escorpião, em abril de 2017.

 

 

Aproveite para obter várias fotos. Não tenha receio de capturar sua câmera digital, ou até seu celular que contenha uma câmera para tentar obter algumas fotos. Mas lembre-se que o tripé sempre é uma excelente pedida. Se você obter algumas fotos envie para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

 

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16- Constelação de Sagitário

 

 

 

Essa região da constelação de Sagitário é riquíssima em aglomerados de estrelas e nebulosas. Algumas são visíveis até a olho nu, numa noite sem a interferência da Lua e fora da poluição luminosa. Porém, se o observador estiver munido de um simples telescópio ou binóculo, poderá contemplar várias nebulosas e aglomerados estelares nessa região.

 

A contemplação da constelação do Sagitário poderá ser realizada durante todo esse mês. Após às 00h30min (aproximadamente), essa bela constelação irá surgir no horizonte leste. Com o avançar das horas essa constelação ganha "altura" até atingir a sua máxima altura no céu, por volta das 5 horas. Após isso, com o avançar dos minutos suas estrelas começam a ser ofuscadas pelos raios solares.

 

Para esse mês a Lua poderá ser observada nessa constelação entre as noites 17 e 19 de abril. Em especial, o nosso satélite natural estará próximo dos aglomerados estelares M23 e M25, além das nebulosas M8 e M20 na noite de 16 de abril, após à meia noite (aproximadamente). Para essa noite a Lua estará com 70% do seu disco iluminado. Assista o vídeo 14 para saber como localizar e observar a constelação do Sagitário e seus principais eventos que irão ocorrer nesse mês no céu da sua cidade.

 

 

 

Vídeo 14. Como observar a constelação do Sagitário, em abril de 2017.

 

 

Aproveite também para observar a olho nu ou com telescópio o planeta Saturno, que estará nessa região do céu. Leia os comentários sobre o planeta Saturno para otimizar as suas observações.

 

 

 

AGLOMERADOS E NEBULOSAS NA CONSTELAÇÃO DO SAGITÁRIO

 

Vale saber que o brilho do astro é importante para poder observá-lo. Para tanto, utilizamos um número que representa a magnitude do astro. Quanto maior esse número menor será seu brilho, numa razão inversamente proporcional. Assim, partindo da observação mais fácil para mais difícil, inserimos abaixo os nomes populares das nebulosas e aglomerados estelares, seguido da sua especificação pelo catálogo de Messier, indica pela letra M e, finalmente, sua magnitude.

 

Aglomerado estelar  - M25 - magnitude = 4.9 (Visível a olho nu)
Aglomerado de Trifid  - M20 - magnitude = 5.0 (Visível a olho nu)
Nebulosa da Lagoa  - M8 - magnitude = 5.0 (Visível a olho nu)
Aglomerado estelar  - M23 - magnitude = 6.0
Aglomerado estelar  - M22 - magnitude = 6.5
Aglomerado estelar  - M21 - magnitude = 7.0
Nebulosa de Ômega  - M17 - magnitude = 7.0
Aglomerado estelar  - M55 - magnitude = 7.0

 

Vale ressaltar ainda que os objetos que são sugeridos para serem observados a olho nu devem ser feitos fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa, além de uma noite sem a interferência da Lua. Porém, esses objetos são possíveis de serem observados nas grandes cidades com auxílios de telescópios ou binóculos, onde o binóculo é a melhor opção. Os objetos que possuem magnitude próximos e até 6.0 de magnitude são possíveis de serem observados nas grandes cidades, porém muito difusos mesmo com auxílio de telescópio e binóculo. Ainda, esses objetos que possuem magnitude abaixo de 6.0 podem ser observados a olho nu mesmo em cidades com médio índice de poluição luminosa, porém com certa dificuldade. Somente mesmo o aglomerado estelar M7 da constelação do Escorpião (que se localiza próxima da constelação do Sagitário) que possui magnitude de 3.5 pode ser contemplado a olho nu com certa facilidade nas cidades onde a poluição luminosa é considerada média para baixo.

 

 

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17- Luz Zodiacal

 

 

Olhares atentos para a linha do horizonte leste poucos instantes antes do amanhecer. Teremos mais um belo espetáculo astronômico. Durante o mês de março até meados do mês de maio será possível contemplar a olho nu a Luz Zodiacal.

 

Os amantes da Astronomia observacional terão mais um motivo para ficarem olhando o horizonte leste. A observação da Luz Zodiacal é simples de ser observada e pode ser contemplada fora das grandes cidades que possuem poluição luminosa. A Lua poderá enfeitar ainda mais essa observação perto da fase nova, pois seu fino crescente irá proporcionar um espetáculo à parte.

 

O que se vê é um cone de luz com uma base na linha do horizonte. Esse cone de luz chega a ser duas ou três vezes mais brilhante se comparada com a Via Láctea. A foto ao lado ilustra bem esse belo fenômeno.

 

A Luz Zodiacal

 

Foto. A Luz Zodiacal.

 

Quando observar?

 

As melhores épocas de observações da Luz Zodiacal são nos dias próximos dos equinócios. Nas latitudes Sul, onde grande parte do Brasil se encontra, para o equinócio de outono é possível observar esse cone de luz durante o amanhecer no horizonte leste. No equinócio da primavera, o observador deverá olhar para o horizonte oeste poucos instantes após o anoitecer.


Em abril, a contemplação da Luz Zodiacal poderá ser observada durante todo o mês, sem a interferência da Lua. Aliás, entre 10 e 13 de abril, por volta das 4 horas, teremos um belíssimo espetáculo que envolverá a Lua, a Luz Zodiacal e a Luz Cinérea. Como a Lua estará na fase nova 26 de abril, 9h16min), o que poderemos ver é um fino luar no cone de luz zodiacal. Sem dúvida, para quem estiver num local sem poluição luminosa será um belo espetáculo de ser apreciado a olho nu e fotografado.

 

Aproveite para tentar contemplar esse belo fenômeno até, aproximadamente, o amanhecer de 20 de abril. Após essa data, com o avançar dos dias esse cone de luz estará cada vez mais tênue. A Luz Zodiacal é melhor observada entre os trópicos. Para as latitudes mais elevadas (acima de 40 graus, fato que não envolve o Brasil) a contemplação desse fenômeno é mais difícil. Por outro lado, os moradores que residem próximos do equador ou sobre a linha do equador podem contemplar esse fenômeno em qualquer época do ano.

 

Como esse fenômeno ocorre instantes antes do amanhecer no horizonte leste vale acessar o site da Climatempo para saber os horários do nascer do Sol para sua cidade.

 

 

Onde observar?

 

Fuja das luzes produzidas pelas grandes cidades e verifique se é possível observar a linha do horizonte leste. É importante observar se a linha do horizonte onde irá ocorrer o fenômeno não está poluída por luzes artificiais das cidades afastadas, pois como a base do cone de luz ocorre rente à linha do horizonte, muitas vezes perde-se parte desse espetáculo por conta da poluição luminosa produzida por cidades, mesmo que distante em relação ao observador nessa área de observação.

 

Como fotografar?

 

Nos dias atuais, qualquer câmera digital que possua o modo Manual ou então as opções com os desenhos da Lua ou Vela conseguem fotografar esse fenômeno. Portanto, não tenha receio de capturar sua câmera digital, ou até seu celular que contenha uma câmera para tentar obter algumas fotos. Mas lembre-se que o tripé sempre é uma excelente pedida. Se você obter algumas fotos envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

Como ocorre?

 

Essa luz é proveniente da luz que se difunde na poeira interplanetária. São partículas que possuem dimensões da ordem de 1 a 350 mícrons, provenientes de detritos de cometas e micrometeoróides, que possivelmente são originários da formação do Sistema Solar. No sentido mais simples, são “micro-poeiras” que refletem a luz do Sol. Quando a eclíptica, caminho por onde o Sol, os planetas e a Lua percorrem dia após dia fica próxima de 90 graus em relação à linha do horizonte, ocorre esse belo fenômeno. Por esse motivo, a Luz Zodiacal possui a forma de uma pirâmide. O nome Zodiacal provém do local que ocorre o fenômeno onde se localizam as constelações zodiacais.

 

Para exemplificar a explicação acima, vamos utilizar a Luz Zodiacal que ocorre próximo do equinócio da primavera para o hemisfério Sul, sendo sua melhor observação no início do mês de agosto. Observado da Terra, como o Sol estará abaixo da linha do horizonte para o lado oeste, a luz proveniente do Sol reflete na poeira interplanetária que difunde essa luz para nós. Quanto mais próximo, porém abaixo da linha do horizonte o Sol estiver, maior será a difusão da luz, formando então o desenho de uma pirâmide luminosa. Ainda numa visão da Terra, por causa da inclinação da eclíptica, alguns lugares poderão ver a Luz Zodiacal mais inclinada se comparada com outros lugares, formando um aspecto de uma pirâmide “tombada”.

 

Um pouco mais...

 

Mais difícil ainda é observar o Gegenschein. Gegenschein é uma tênue mancha de luz no céu, diametralmente oposta ao Sol. Como seu espectro é idêntico ao do Sol, assim como na Luz Zodiacal, reforça a tese de que estamos vendo a luz solar refletida em grãos de poeira no plano do sistema solar. Há relatos que, sob condições muito favoráveis visualizando a Luz Zodiacal ocorre uma extensão do Gegenschein. O fenômeno Gegenschein é ainda mais fraco se comparado com a Luz Zodiacal e muitas vezes é imperceptível quando a Via Láctea está sobre esse fenômeno. Imagine então quando a luz da Lua, as luzes da rua, uma fraca neblina ou até um planeta vizinho estão próximos. Isso tornará sua observação impossível. Como se percebe, a contemplação do Gegenschein não é tarefa simples. Pior que a observação da Gegenschein é a chamada “light bridge”. Mas, vamos deixar essa conversa para uma próxima oportunidade.

 

 

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18- Satélites artificiais

 

 

 

Diversos satélites artificiais podem ser observados a olho nu passando pelo céu. Na maioria das vezes esses satélites podem ser contemplados durante o anoitecer ou amanhecer. Entre eles estão os Iridiums, o Telescópio Espacial Hubble (HST), a Estação Espacial Internacional (ISS), Genesis-1 e 2, entre tantos outros. Para observá-los não é necessário telescópio ou binóculo. Basta saber o dia, horário e local certo para observar um ponto prateado cruzando o céu.

 

Para quem deseja obter informações mais detalhadas sobre a passagem da ISS e outros satélites artificiais recomendamos o site Heavens-above. Após o acesso no site o observador deve apenas preencher o nome da sua cidade no campo específico e apertar ENTER. Clique sobre sua cidade relacionada com seu estado e boas observações. Caso você tenha dificuldades ou deseja aprender mais sobre observações de satélites artificiais a olho nu acesse a palestra/oficina de Marcos Calil.

 

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19- Softwares Astronômicos

 

 

 

Alguns softwares podem auxiliar o observador quanto o reconhecimento dos objetos celestes no céu. Esses softwares podem apresentar mais ou menos recursos que vão desde os nomes das estrelas até a conexão com telescópio direcionando esse equipamento para o objeto que é mostrado na tela do computador. Além disso, alguns chegam a custar US$ 600,00 e outros são gratuítos e não perdem em nada comparado com os softwares pagos. Relaciono abaixo alguns softwares simuladores do céu:

 

 

Stellarium - Sem dúvida, entre todos os softwares gratuítos a melhor opção é o freeware Stellarium que pode ser instalado no seu computador sem a necessidade de ficar conectado na internet. Como esse software é opensource, ou seja, código aberto onde os usuários podem programar coisas novas, sempre existem novas versões. Porém, para o usuário que não domina a linguagem de máquina o indicado é ter sempre uma versão anterior em relação a última que foi lançada. Isso evite os famosos bugs no software, uma vez que alguns usuários se dedicam somente para arrumar os problemas das últimas versões.

 

 

Sky View Cafe - Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu e os horários exatos do nascer e ocaso dos planetas para sua cidade. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. É necessário ter uma conexão em alta velocidade.

 

 

Neave Planetarium - Outro site que apresenta uma carta celeste no seu computador, necessitando que você esteja conectado com uma internet em alta velocidade. Para todos os softwares de simulação do céu, atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário.

 

 

Planisfério - Caso seja complicado levar um notebook a campo, "baixar" o software Stellarium ou se conectar na internet em banda larga a opção mais simples, barata e funcional é usar um planisfério. A única desvantagem é que esse "equipamento" não representa os planetas, uma vez que esses objetos celestes não são "fixos" no céu como as estrelas (sabemos que as estrelas possuem movimento próprio, mas para o uso de um planisfério didático isso não importa). Você pode optar em construir e levar um planisfério de papel a campo e realizar suas observações com tranquilidade. O planisfério é uma espécie de carta celeste que mostra as constelações numa folha de papel de acordo com sua latitude sendo válida para todos os anos de sua vida. Como o planisfério depende da localização do observador (mais especificamente da latitude), recomendo que você monte o seu. A professora Maria de Fátima Saraiva junto com seus orientandos ensina como montar e usar um planisfério para as latitudes de 10, 20 e 30 graus que respondem bem para diferentes estados do Brasil.

 

 

Para saber mais sobre softwares de Astronomia que auxiliam no reconhecimento do céu assista os vídeos gravados e roterizados por Marcos Calil.

O primeiro vídeo possui 5min47s e o segundo vídeo possui 7min44s de duração.

 

 

 

 

Vídeo. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 1 de 2.

 

 

 

 

 

Vídeo. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 2 de 2.

 

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20- Carta Celeste Online

 

 

 

Disponibilizamos duas cartas celeste on line.

 

Crédito: Fourmilab.ch - insira os parâmetros desejados e clique em Update:

 

Data e Horário
Tempo Universal:
Local de Observação
Opção de Exibições

         Limites
Estrelas:
        Mostrar estrelas com magnitude de até
         Nomes para magnitude
         Bayer/Flamsteed códigos para magnitude
Inverter Norte e Sul
Tamanho da imagem: pixels    Imagem dinâmica
Tamanho da fonte:
Esquema de cores:

Asteróides e

passagens de cometas


Insira elementos orbitais:

 

 

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21- Qual telescópio comprar?

 

 

 

Por diversas vezes os amantes da Astronomia Observacional se questionam qual o melhor telescópio ou binóculo comprar. Não é uma decisão fácil, pois existem muitas variantes que determinam um bom telescópio ou binóculo, além das opções existentes no mercado. Sem falar das diferenças enormes de preços. Por essa razão, a meteorologista Josélia Pegorin, da Climatempo, entrevistou Marcos Calil para saber qual o melhor telescópio ou binóculo deve ser comprado. Assista as entrevistas:

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você escolher o melhor binóculo para observações astronômicas.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor binóculo comprar?

 

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você comprar seu primeiro telescópio sem ser enganado.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor telescópio comprar?

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você escolher um bom tripé para seu telescópio.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor tripé para telescópio?

 

 

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Bons céus para todos nós...

Marcos Calil


 

Interações com Marcos Calil

 

 

 

Você pode interagir conosco através do:

 

Site: www.climatempo.com.br > ASTRONOMIA (Shortlink: http://bit.ly/dW16UU)

 

Twitter: http://twitter.com/marcoscalil

 

Além de assistir nossos programas Momento Astronômico e Observatório no nosso site http://www.momentoastronomico.com.br/programas/programas.html

(Shortlink: http://bit.ly/hc0O8P)

 

Conteúdo e ilustrações: Marcos Calil

 


 

Fontes

 

 

 

METEOROS

 

Meteor Data Center (UAI) - http://www.astro.amu.edu.pl/~jopek/MDC2007/Roje/roje_lista.php?corobic_roje=0&sort_roje=0

Pela ordem de classificação: http://fireballs.ndc.nasa.gov/cmor-radiants/iau-mdc/

 

International Meteor Organization (IMO) - http://www.imo.net/files/data/calendar/cal2015.pdf

 

Alpo Meteor Shower List - http://www.tvcomm.co.uk/radio/metshwr.html

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Meteors/

 

The American Meteor Society - http://www.amsmeteors.org/meteor-showers

 

Meteoroid Environment Office - http://www.nasa.gov/offices/meo/home/#.VD_pLmddUW4

 

Univerzita Komenského V Bratislave - http://www.daa.fmph.uniba.sk/files/Matlovic_2013.pdf

 

Brazilian Meteor Observation Network (BRAMON) - https://www.facebook.com/bramonbr/

 

United Kingdom Meteor Observation Network (UKMON) - http://www.ukmeteorwatch.co.uk/archive/stats

 

METBlog - http://www.bootesvoid.com/list-of-meteor-showers

 

Meteor Showers On Line - http://meteorshowersonline.com/calendar.html (dados não atualizados, desde 07/03/2007)

 

 

 

COMETAS

 

Seiichi Yoshida´s Home Page - http://www.aerith.net/index.html

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Comets/

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://rea-brasil.org/cometas/

 

 

OCULTAÇÕES

 

International Occultation Timing Association (IOTA) - http://iota.jhuapl.edu/

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://rea-brasil.org/ocultacoes/

 

 

ECLIPSES

 

Eclipse Web Site (NASA) - http://eclipse.gsfc.nasa.gov/eclipse.html

 

 

ANUÁRIOS

 

Anuário do Observatório Nacional (ON) - http://www.on.br/coaa/conteudo/pdf/SecaoA_17A%20a%2026A_2016.pdf

 

Anuário Interativo do Obeservatório Nacional (ON) - http://euler.on.br/ephemeris/index.php

 

 

 

EFEMÉRIDES

 

Institut de mécanique céleste et de calcul des éphémérides (IMCCE) - http://www.imcce.fr/en/ephemerides/

 

Solar System Dynamics (NASA) - http://ssd.jpl.nasa.gov/?ephemerides

 

U.S. Naval Observatory - Astronomical Applications Department - http://www.usno.navy.mil/astronomy

 

IN-The-Sky.org - http://in-the-sky.org/newscal.php?

 

 

APOIO PARA MONITORAMENTO

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://www.rea-brasil.org/

 

 

EXTRA HEMISFÉRIO SUL

 

Royal Astronomical Society of New Zealand - http://www.rasnz.org.nz/SolarSys

 

 

APOIO GERAL (Aos mestres com carinho!!!)

 

Ronaldo Rogério de Freitas Mourão - Anuário de Astronomia e Astronáutica

 

Uranometria Nova - Irineu G. Varella & Priscila D. C. F. de Oliveira - http://www.uranometrianova.pro.br/

 

 

OBSERVATÓRIOS COM TRANSMISSÕES ONLINE DE FENÔMENOS ASTRONÔMICOS

 

Slooh - http://events.slooh.com/ (Telescópios na Austrália, Ilhas Canárias e Chile)

 

The Virtual Telescope Project 2.0 - http://www.virtualtelescope.eu/webtv/ (Itália - Bellatrix Astronomical Observatory)

 

Marcos Calil - https://www.youtube.com/marcoscalil (São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil)

 

Ciência e Astronomia - https://www.youtube.com/user/cienciaeastronomia (Sistema colaborativo com telescópios no Brasil)

 

NASA Marshall Space Flight Center (MSFC) - http://www.ustream.tv/channel/nasa-msfc (Huntsville, Alabama, Estados Unidos)

 

Coca-Cola Space Science Center - http://www.ccssc.org/rtmn/default.aspx (Columbus, Georgia, Estados Unidos)

 

 


Softwares

 

 

 

2000 Space.com Canada Inc - Observatório Astronômico Atlas Estelar (Starry Night)

 

D. Herald - OCCULT Predictions v. 3.6.0

 

Ephemeris 2.0 - Jonathan Sachs

 

Stellarium - versão 0.11.4

 

Stephen Michael Schimpf - CyberSky 4.0

 

Skymap Pro

 

Cartas du Ciel

 

TOPO

 

 

Agradecimentos

 

 

Para minha filha Isabel que nasceu, em 27 de janeiro de 2015!!! A melhor efemérides que me ocorreu na vida!

 

Fernanda Calipo Calil, minha amada esposa que mesmo na correria entre Itália, Brasil e Estados Unidos sempre me apoio para que essa edição fosse publicada.

 

 

 

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