Climatempo Astronomia por Marcos Calil
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EFEMÉRIDES ASTRONÔMICAS - SETEMBRO 2016

 

EDIÇÃO NÚMERO 115 - Ano 9

 

Seu guia de observação do céu noturno a olho nu para a sua cidade (Brasil)

 

 

 

 

 

Fases da Lua

 

Mercúrio

 

Vênus

 

Marte

 

Júpiter

 

Saturno

 

Luz Cinérea

 

ESPECIAL - Ocultação de Mercúrio pela Lua

 

Chuvas de meteoros

 

Constelação do Escorpião

 

Constelação do Sagitário

 

Constelação de Pégaso

 

Constelação do Touro

 

Constelação do Órion

 

Aglomerado estelar M35

 

Aglomerado estelar M44

 

Luz Zodiacal

 

ESPECIAL - Eclipse Lunar Penumbral

 

Satélites Artificiais

 

Softwares Astronômicos

 

Carta Celeste Online

 

Qual telescópio comprar?

 

Contatos

 

Fontes

 

 

 

 

 

 

EM SETEMBRO, DOIS EVENTOS ESPECIAIS

 

Durante o mês de setembro de 2016, além dos diversos eventos que poderão ser observados a olho nu em cidades com ou sem poluição luminosa, teremos o raro fenômeno da ocultação de Mercúrio pela Lua e o belíssimo Eclipse Lunar Penumbral.

 

 

 

 


Acesse agora mesmo o canal do Youtube para expressar suas opiniões!!!

 

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Acerte seu relógio

 

Horário de acordo com a hora legal brasileira, fornecida pelo Observatório Nacional.

 

Horário de acordo com o horário de verão brasileiro.

 

As informações contidas nesse site NÃO consideram o horário de verão.

 

Para os demais fusos no Brasil, acesse o site http://pcdsh01.on.br/

 

É importante ajustar seu relógio para otimizar suas observações.

 

 

 

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Céu Noturno - Uma introdução para crianças. A história das estrelas, dos planetas e das cosntelações e informações sobre como localizá-los no céu

 

Adquira o livro de Michael Driscoll com consultoria de Marcos Calil

 


 

Currículo Lattes

Marcos Calil

 


 

 

Informações Diárias - Brasil

 

 

 

Dia

Evento - Horário de Brasília (UTC –3h)

01- Quinta feira

Após ~04:00 observe o máximo da chuva de meteoros Aurigids (AUR) - Comentário 8.
06:03 - Lua entra na fase Nova, com 0% do seu disco iluminado.
06:08 - Máximo do Eclipse Anular Solar - No Brasil, visível somente em Fernando de Noronha como eclipse parcial durante o nascer do Sol.

02 a 08

Observe a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

02- Sexta feira

Após ~18:15 - observe a Lua próxima de Júpiter (magnitude -1.7) - Comentário 4.
Após ~18:30 - observe a Lua próxima de Mercúrio (magnitude +1.7) - Comentário 1.
Após ~18:30 – observe Mercúrio próximo de Júpiter - Comentários 1 e 4.

03- Sábado

Após ~18:00 - observe a Lua próxima de Vênus (magnitude -3.9) - Comentário 2.
Após ~18:45 observe a Lua próxima da estrela Porrima da constelação da Virgem (magnitude 2.7).

04- Domingo

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Spica da constelação da Virgem (magnitude 0.9).

05- Segunda feira

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Syrma da constelação da Virgem (magnitude 4.0).

06- Terça feira

15:44 - Observe a Lua no apogeu. Maior distância do centro da Terra com centro da Lua com 405055 km.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Zubenelgenubi da constelação da Balança (magnitude 2.7).

07- Quarta feira

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela gamma Librae da constelação da Balança (magnitude 3.9).
Após ~20:00 observe o máximo da chuva de meteoros Gamma Aquarids - Comentário 8.

08- Quinta feira

Após ~18:30 observe a Lua próxima de Saturno (magnitude 0.5) - Comentário 5.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Antares da constelação do Escorpião (magnitude 1.0) - Comentário 10.

09- Sexta feira

Após ~01:00 observe o máximo da chuva de meteoros September epsilon Perseids (SPE) - Comentário 8.
08:49 – Lua na fase do Quarto Crescente, com 50% do seu disco iluminado.
Após ~18:30 observe a Lua próxima de Marte (magnitude -0.2) - Comentário 3.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela xi Serpenti da constelação da Serpente (magnitude 3.5).
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Sabik da constelação do Ofiúco (magnitude 2.4).

10- Sábado

Após ~19:00 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M25 da constelação de Sagitário (magnitude 4.9) - Comentário 11.

11- Domingo

Após ~01:00 observe o máximo da chuva de meteoros Aries-Triangulids - Comentário 8.
Após ~01:00 observe o máximo da chuva de meteoros Shouthern delta Piscids (SPI) - Comentário 8.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela rho1 Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.9).
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Albaldah da constelação de Sagitário (magnitude 2.8).
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela omicron Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.7).
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela xi2 Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.5).

12- Segunda feira

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Danibh da constelação de Capricórnio (magnitude 3.0).
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Al Giedi da constelação de Capricórnio (magnitude 3.5).
Após ~20:00 observe o máximo da chuva de meteoros Eta Draconids - Comentário 8.

13- Terça feira

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela theta Capricorni da constelação de Capricórnio (magnitude 4.0).

14- Quarta feira

--

15- Quinta feira

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela lambda Aquarii da constelação do Aquário (magnitude 3.7).
Após ~19:00 - Lua próxima de Netuno (magnitude 7.8). Não é possível observar Netuno a olho nu.

16- Sexta feira

16:05 - Lua na fase Cheia, com 100% do seu disco iluminado.
18:55 – Máximo do Eclipse Lunar Penumbral - Comentário 18.

17- Sábado

--

18- Domingo

14:00 - Lua no perigeu. Menor distância do centro da Terra com centro da Lua com 361895 km.
16:56 - Menor distância angular entre Vênus e a estrela Spica da constelação da Virgem, com 2 graus e 25 minutos - Comentário 2.
Após ~21:30 observe a Lua próxima de Urano (magnitude 5.7). A observação a olho nu de Urano é muito difícil de ser realizada.

19- Segunda feira

--

20- Terça feira

--

21- Quarta feira

Após ~23:30 observe a Lua próxima da estrela lambda Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.4).
Após ~23:30 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar das Plêiades (magnitude 1.4) - Comentário 13.

22- Quinta feira

Após ~00:30 observe a Lua próxima da estrela Aldebaran da constelação do Touro (magnitude 0.8) - Comentário 13.
Após ~00:30 é possível observar a Lua no aglomerado estelar das Híades (magnitude 0.5) - Comentário 13.
11:20 - Equinócio da Primavera no hemisfério sul e Equinócio do Outono no hemisfério norte - Comentário 12.

23- Sexta feira

Após ~02:00 observe a Lua próxima da estrela zeta Tauri da constelação do Touro (magnitude 2.9).
Após ~02:00 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M35 (magnitude 5.5) - Comentário 15.
06:56 – Observe a Lua na fase do Quarto Minguante, com 50% do seu disco iluminado.
Após ~22:00 observe o máximo da chuva de meteoros Gamma Piscids (GPS) - Comentário 8.

24 a 30

Observe a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

24- Sábado

Após ~03:00 observe a Lua próxima da estrela Alhena da constelação de Gêmeos (magnitude 1.9).

25- Domingo

--

26- Segunda feira

Após ~04:00 observe a Lua próxima da estrela Asellus Australis da constelação do Caranguejo (magnitude 3.9).
Após ~04:00 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M44 (magnitude 4.0) - Comentário 16.

27- Terça feira

Após ~04:30 observe, com dificuldade, a Lua próxima da estrela omicron Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.5).
Após ~04:30 observe, com dificuldade, a Lua próxima da estrela Regulus da constelação do Leão (magnitude 1.3).

28- Quarta feira

Após ~05:00 observe, com dificuldade, a Lua próxima da estrela rho Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.8).

29- Quinta feira

Após ~03:00 observe o máximo da chuva de meteoros October Delta Aurigids (DAU) - Comentário 8.
ESPECIAL - 05:14 - Ocultação de Mercúrio pela Lua - Comentário 7.
16:27 - Mercúrio em máxima elongação a oeste - Comentário 1.

30- Sexta feira

21:11 - Lua entra na fase Nova, com 0% do seu disco iluminado.

01/10- Sábado

--

 

 

NOTAS:

 

As aproximações da Lua com as estrelas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para estrela de magnitude inferior a 4.0;
2- distância entre Lua e estrela com separação angular máxima de 5 graus;
3- a estrela mais brilhante da constelação (alpha) ou aglomerados e nebulosas observáveis a olho nu, quando próximos da Lua, não consideram o item 2;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

As aproximações da Lua com planetas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para os planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno;
2- observação realizada com telescópio para os planetas Urano e Netuno;
3- máxima aproximação entre Lua e planeta quando visível no céu noturno;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

Vale lembrar que:

 

A magnitude utilizada é a visual, ou seja, o brilho aparente do objeto celeste. É necessário saber que quanto maior for o número apresentado, menor será o brilho do objeto celeste.

 

O limite de observação a olho nu em condições ideais de observação, ou seja, numa noite sem a interferência da Lua, com baixa umidade relativa do ar e sem a interferência da poluição luminosa é 6.0 de magnitude (aproximada). Abaixo desse número, o objeto celeste pode ser observado a olho nu, porém acima desse número, somente mesmo com uso de telescópio ou binóculo. Porém, objetos acima de 8.0 são difíceis de serem observados, mesmo com uso de telescópio.

 

TOPO

 

 

 

Fases da Lua

 

 

 

O horário determinado foi calculado para às 12 horas (meio-dia do Tempo Legal do Distrito Federal - TDF), desconsiderando o horário de verão.

 

A parte branca da ilustração da Lua representa a parte iluminada pelo Sol e a porcentagem descrita indica a fração do disco lunar iluminado pelo Sol com erro de até + ou - 2% para para todo Brasil.

 

 

Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

Figura 1. Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

LUA AGORA

 

 

Aspecto atual do disco lunar no hemisfério sul.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TOPO

 

 

1- Como observar Mercúrio

 

 

 

Saiba como observar o planeta Mercúrio a olho nu durante esse mês.

 

 

Vídeo 1. Como observar Mercúrio, em setembro de 2016.

 

 

No anoitecer de 29 de setembro, ocorrerá um evento raro. Trata-se da ocultação de Mercúrio pela Lua. Saiba como observar a olho nu esse evento e quais locais do Brasil que poderão contemplar esse belo evento nos comentários referente a ocultação no tópico 7

 

 

Aproveite para obter belas fotos de Mercúrio. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

Deixe seu registro sobre o que achou sobre esse vídeo no Twitter ou no canal do Youtube do Marcos Calil.

 

 

TOPO

 

 

 

2- Como observar Vênus

 

 

 

Saiba como observar, a olho nu, o planeta Vênus durante esse mês.

 

 

Vídeo 2. Como observar Vênus, em setembro de 2016.

 

Aproveite para obter belas fotos de Vênus. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

Deixe seu registro sobre o que achou sobre esse vídeo no Twitter ou no canal do Youtube do Marcos Calil.

 

TOPO

 

 

3- Como observar Marte

 

 

 

Saiba como observar o planeta Marte a olho nu durante esse mês.

 

 

Vídeo 3. Como observar Marte, em setembro de 2016.

 

Aproveite para obter belas fotos de Marte. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

Deixe seu registro sobre o que achou sobre esse vídeo no Twitter ou no canal do Youtube do Marcos Calil.

 

 

TOPO

 

 

4- Como observar Júpiter

 

 

 

Saiba como observar o planeta Júpiter a olho nu e suas luas com telescópio durante esse mês.

 

 

Vídeo 4. Como observar Júpiter e suas luas galileanas, em setembro de 2016.

 

 

Aproveite para obter belas fotos de Júpiter. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

Deixe seu registro sobre o que achou sobre esse vídeo no Twitter ou no canal do Youtube do Marcos Calil.

 

 

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5- Como observar Saturno

 

 

 

Saiba como observar o planeta Saturno a olho nu durante esse mês.

 

 

Vídeo 5. Como observar Saturno, em setembro de 2016.

 

Aproveite para obter belas fotos de Saturno. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

Deixe seu registro sobre o que achou sobre esse vídeo no Twitter ou no canal do Youtube do Marcos Calil.

 

 

TOPO

 

 

6- Luz Cinérea da Lua

 

 

 

A Luz Cinérea da Lua pode ser observada em dois momentos:

 

Caso 1- até no máximo um dia depois da Lua Quarto Minguante até um ou dois dias antes da Nova.

 

Caso 2- entre um a três dias (aproximadamente) depois da Lua Nova até no máximo poucas horas antes do Quarto Crescente.

 

 

Para entender o fenômeno, basta sabermos que a luz do Sol que incide sobre a Terra é refletida para Lua, iluminando sua parte escura. Dessa forma, o que podemos observar é algo parecido com a foto ao lado.

 

Por causa da configuração Sol-Terra-Lua, no primeiro caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez mais acentuada, enquanto no segundo caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez menos acentuada e, portanto, menos visível.

 

 

Para esse mês, os momentos de observação irão ocorrer entre 2 e 8 de setembro e 24 e 30 de setembro. De acordo com os casos 1 e 2, as melhores possibilidades de observações irão ocorrer entre 2 e 8 de setembro e 24 e 29 de setembro. Para o anoitecer de 2 e 8 de setembro, a Lua irá se pôr poucos instantes depois do pôr do Sol no horizonte oeste.Para o amanhecer de 24 e 30 de setembro, a Lua irá nascer poucos instantes antes do nascer do Sol no horizonte leste.

 

Acesse o site da Climatempo para saber os horários do nascer e do ocaso do Sol para sua cidade e assim se programar melhor para poder contemplar e fotografar a luz cinérea da Lua.

 

Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

Foto. Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

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7- Ocultação de Estrelas pela Lua

 

 

 

Ocultação é o fenômeno que ocorre quando um astro de diâmetro aparente maior passa à frente de outro astro com diâmetro aparente menor.

 

Durante o mês ocorrerão diversas ocultações de estrelas pela Lua, porém visíveis a olho nu, são poucas as ocultações que podem ser facilmente observadas. Vale lembrar que o olho humano consegue observar no máximo magnitudes inferiores a 6.0 e o quanto o disco iluminado da Lua irá refletir a luz solar são fatores importantes que devem ser considerados para conseguir ou não observar o fenômeno. No caso do uso de telescópios, lunetas ou binóculos, quando a Lua estiver próxima da fase cheia, será necessário utilizar filtros para bloquear o excesso de luz lunar.

 

A ocultação máxima de uma estrela chega a 70 minutos, quando a imersão e emersão se verificam em pontos diametralmente opostos da Lua. Uma ocultação de planeta pela Lua é algo mais raro de ocorrer durante o ano.

 

Sabendo desses fatores, podemos observar na tabela 2 a magnitude de cada estrela, a quantidade que o disco da Lua estará iluminado no momento da ocultação e o horário aproximado da ocultação.

Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

Foto. Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

 

 

DATA
ESTRELA/PLANETA
MAGNITUDE
CONSTELAÇÃO
ILUMINAÇÃO DO DISCO LUNAR*
HORÁRIO IMERSÃO**
HORÁRIO EMERSÃO**
COMENTÁRIOS
29/09

Mercúrio

-0.6

Leão

-2%
05:14
06:25
7.1

 

 

Tabela 2. Ocultação visível durante a noite de estrelas e/ou planetas.

 

Legenda da tabela:

 

*O sinal de menos na columa "Iluminação do disco lunar" indica que a Lua está na fase decrescente e o sinal de mais na sua fase crescente.

 

** De forma muito simplificada, imersão é a entrada da estrela atrás da Lua e emersão é sua saída. Os horários calculados de imersão e emersão são para observadores localizados na cidade de São Paulo durante o início (imersão) e fim (emersão) do evento de acordo com o horário de Brasília, desconsiderando o horário de verão. Para observadores localizados fora dessa latitude e longitude de São Paulo, o início do fenômeno poderá ocorrer até 1 hora antes ou depois e seu término até uma hora antes ou depois do horário descrito dependendo da sua localização. Também deverá ser considerado o fuso horário do local de acordo com o horário de Brasília.

 

 

Legenda do mapa:

 

- Região vermelha à esquerda - ocultação que ocorre próximo anoitecer;


- Região vermelha à direita - ocultação que ocorre próximo amanhcer;

 

- Região azul à esquerda - ocultação que ocorre próximo do horizonte leste, instantes próximo do nascer da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Região azul à direita - ocultação que ocorre próximo do horizonte oeste, instantes próximo do pôr da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Faixa branca - local que é possível realizar a observação da ocultação. Deve-se saber que quanto mais próximo da linha branca o observador se localiza, mais à “borda” da Lua a estrela será ocultada.

 

 

 

ESPECIAL - 7.1- Ocultação de Mercúrio pela Lua

 

Durante esse mês de setembro, para o Brasil, não teremos ocultações de estrelas pela Lua, para estrelas com magnitude abaixo de 6.0. Em compensação. em 29 de setembro, às 05h14min41s, teremos o início da ocultação de Mercúrio pela Lua, chamado de imersão para esse instante. Esse belo e raro momento poderá ser contemplado por alguns observadores localizados em partes do Brasil, conforme indica o mapa da figura 2.

 

Faixa de observação da ocultação de Mercúrio pela Lua

 

Figura 2. Faixa de observação da ocultação de Mercúrio pela Lua.

 

 

De acordo com a figura 2, os observadores localizados abaixo da linha azul e vermelha e após a elipse azul, poderão contemplar essa bela ocultação. Para os observadores localizados acima das linhas azul e vermelha, o que poderá ser observado é a Mercúrio próximo da Lua.

 

É extremamente importante salientar que para os locais que poderão observar esse belo evento, será necessário ter um horizonte leste, livre da interferência de árvores, prédios, montanhas ou qualquer outro objeto que impede a contemplação desse horizonte, pois logo quando a Lua e Mercúrio nascerem, teremos o início da ocultação. Infelizmente, a emersão, ou seja, quando Mercúrio reaparecer, os brasileiros não poderão contemplar esse momento, pois os raios solares irão ofuscar o brilho de Mercúrio.

 

Para o momento da imersão. a Lua estará com apenas 2% do seu disco iluminado. Como o planeta Mercúrio estará com -0.6 de magnitude, essa belíssima ocultação poderá ser realizada a olho nu, mesmo para os moradores localizados nas cidades com poluição luminosa. Se você tiver uma câmera fotográfica apoiada num tripé será possível obter belas fotos. Também vale a sugestão de contemplar esse evento com auxílio de um binóculo ou telescópio, ainda mais caso o observador deseja registrar com uma câmera acoplada no telescópio esse evento raro.

 

Assista o vídeo 6 para obter mais informações sobre esse belíssimo e raro evento da ocultação de Mercúrio pela Lua.

 

 

Vídeo 6. Como observar a ocultação de Mercúrio pela Lua, em 29 de setembro de 2016.

 

 

 

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8- Chuva de Meteoros

 

 

 

Os meteoros, popularmente chamados de "estrelas cadentes" são os rastros luminosos proporcionados pela rápida passagem de corpos variados na alta atmosfera terrestre. Esses meteoros são produzidos por pequenos corpos que, gravitando em torno do Sol, ao atingirem em grande velocidade a atmosfera terrestre, tornam-se incandescentes pelo choque com as moléculas de ar, reduzindo-se na maioria a pó antes de alcançarem o solo. Porém, alguns corpos conseguem vencer o calor da fricção e associado a seu tamanho considerável ou uma entrada na atmosfera com velocidade baixa, produzem um aspecto similar a uma bola incandescente no céu. Como resultado, durante a sua passagem, produzem um som intenso e após a sua passagem deixam um rastro de fumaça. Esses corpos são chamados de Bólidos. Por ser chamado de "fireball" em inglês, a tradução popular para o português se tornou "bola de fogo", porém o termo científico correto é Bólido. Os corpos que conseguem atingir o chão são chamados de meteoritos. Com uma certa experiência, pode-se encontrar diversos meteoritos após a ocorrência de um meteoro e, principalmente, após a ocorrência de um bólido. O valor do grama de um meteorito pode variar de acordo com sua composição química e procedência.

Marcos Calil recomenda:

 

BRAMON

 

Brazilian Meteor

Observation Network

Os meteoros podem ser: esporádicos, ou seja, que ocorrem sem nenhuma previsão, porém sendo muito comuns ou; provenientes das chuvas de meteoros, sendo previstos com datas praticamente fixas. Relacionamos aqui as chuvas de meteoros previsíveis para esse mês, tendo como base os históricos das chuvas dos anos anteriores.

 

 

Chuva
P
M
Horário
C
CCT
THZ
r
V
LUA (%)
Comentário
Aurigids (AUR)

28/08

05/09

01/09
04h
Cocheiro

a = 5h58min

d = +39

06
2.5
66
s/l
8.1
Gamma Aquarids

01/09

14/09

07/09
20h
Aquário

a = 22h12min

d = -5

04
?
?
35% - s/l
--
September epsilon Perseids (SPE)

04/09

14/09

09/09
01h
Perseu

a = 3h20min

d = +40

05
3.0
64
s/l
8.1
Aries-Triangulids

05/09

15/09

11/09
01h
Triângulo

a = 2h

d = +29

05
?
?
65% - s/l
8.1
Shouthern delta Piscids (SPI)

12/08

07/10

11/09
01h
Peixes

a = 23h34min

d = +5

05
?
26
65% - s/l
8.1
Eta Draconids

28/08

23/09

12/09
20h
Dragão

a = 17h40min

d = +64

?
?
?
82%
Visível no norte do Brasil. Lua atrapalha a observação.
Gamma Piscids (GPS)

26/08

22/09

23/09
22h
Peixes

a = 1h10min

d = +09

03
?
13
s/l - 40%
Lua não atrapalha a observação.
October Delta Aurigids (DAU)

18/09

10/10

29/09
03h
Cocheiro

a = 5h33min

d = +50

03
2.9
65
s/l
8.1

 

 

Tabela 3. Chuva de meteoros desse mês.

 

 

 

Legenda:

 

CHUVA - indica o nome da chuva em questão. Sempre que constar, prevalece por padrão as informações da UAI;

 

P - Período em que ocorrerá a chuva. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

M - Momento máximo que irá ocorrer a chuva. Essa é a melhor data para observar de acordo com o horário de observação proposto para o Brasil. Porém, vale saber que o observador poderá contemplar a chuva entre 2 ou 3 dias antes ou depois do momento máximo. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

HORÁRIO - Horário que leva em consideração o momento que o radiante da chuva estará cerca de 30 graus acima da linha do horizonte. Isso não significa o melhor horário de observação. Alguns meteoros podem surgir antes ou depois do aparecimento do radiante. Informações nossas;

 

C - Constelação associada a chuva. Informações nossas, de acordo com o CCT adquirido;

 

CCT - Posição para observação dadas em coordenadas equatoriais (J2000), sendo: a: ascensão reta e; d: declinação. Sempre que constar, prevalece por padrão as informações da UAI.

 

THZ - Taxa Horária Zenital - um número máximo calculado de meteoros que um observador pode apreciar, numa noite sem a inferência da Lua, com o céu perfeitamente limpo e com radiante na sua máxima altura. Quando ocorrer uma chuva periódica, ou seja, sem previsão da taxa por hora, a mesma será representada por "?". Quando aparecer o termo "VAR" significa que a chuva tem histórico de variação da quantidade de meteoros observados, sendo difícil de prever a quantidade. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

r - Índice provável de magnitude da chuva. Quanto menor o valor mais fácil será sua observação. Como parâmetro, para as cidades com poluição luminosa, são indicados valores menores do que 3.0. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

V - Velocidade de entrada atmosférica do meteoro, dada em km/s. As velocidades variam entre 11 km/s (muito lento), 40 km/s (médio) e 72 km/s (muito rápido). , Sempre que constar, prevalece por padrão as informações da UAI.

 

LUA (%) - Porcentagem do disco iluminado para o melhor momento de observação da chuva. No caso sem influência da Lua durante a chuva de meteoros é atribuído o símbolo s/l. Lua próxima da fase cheia e do radiante atrapalha a observação dos meteoros. Informações nossas;

 

FONTE - Referências das informações obtidas. Quando mais de uma, foram realizadas comparações entre as informações e/ou adições das informações, quando não existente numa determinada fonte, porém apresentada na outra. Siglas: UAI - Meteor Data Center; IMO - International Meteor Organization; AMSL - Alpo Meteor Shower List; CS - CalSky; AMS - The American Meteor Society, MET - MetBlog e; MSO - Meteor Showers Online.

 

COMENTÁRIO - Quando existir o número, a chuva será comentada no seu respectivo número. Informações nossas.

 

 

Comentário:

 

 

Essas cinco chuvas de meteoros irão ocorrer no mesmo lado do horizonte, ou seja, no horizonte norte. Por essa razão optamos por detalhar todas num único comentário apesar de ocorrerem em datas distantes.

 

Começamos pelas chuvas de meteoros Aurigids (AUR) e October Delta Aurigids (DAU). Apesar de ocorrerem em datas extremas do mês, sendo que o máximo da chuva Aurigids (AUR) irá ocorrer no primeiro dia do mês e a October Delta Aurigids (DAU), na noite de 29 desse mês, ambas as chuvas estarão presentes na mesma constelação. Não existe possibilidade dessas chuvas se somarem, uma vez que o período da chuva Aurigids acontece entre 28 de agosto e 05 de setembro e a chuva October Delta Aurigids (DAU) inicia seu período em 18 de setembro. Mas, vale saber a localização no céu de ambas as chuvas, por estarem próximas (adiante será explicado como se localizar no céu para poder encontrar essas e as demais chuvas). Para o máximo momento que irão ocorrer essas duas chuvas, nesse ano a Lua não irá atrapalhar a observação, sendo que a expectativa da quantidade máxima de meteoros (chamada de taxa horária zenital - THZ) será de 6 meteoros a cada uma hora para a chuva Aurigids (AUR) e 3 meteoros por hora para October Delta Aurigids (DAU). A chuva Aurigids (AUR) apresentará meteoros um pouco mais brilhantes se comparada com a chuva October Delta Aurigids (DAU).

 

As chuvas September Epsilon Perseids (SPE), Aries-Triangulids e Shouthern Delta Piscids (SPI) irão ocorrer em locais e datas próximas. Além disso, as três chuvas apresentaram nos anos passados a mesma quantidade de taxa horária zenital, chegando a 5 meteoros por hora para cada chuva. Assim sendo, poderemos ter nessa região do céu, que compreende as constelações de Perseu, do Triângulo e de Peixes, a incidência de 15 meteoros a cada uma hora. Felizmente, nesse ano, para todas essas três chuvas a Lua não irá atrapalhar a observação.

 

Observe a figura 3, que foi concebida para São Paulo, ás 3:30 da manhã, em 15 de setembro, as regiões onde irão ocorrer as chuvas Aurigids (AUR), October Delta Aurigids (DAU), September Epsilon Perseids (SPE), Aries-Triangulids e Shouthern Delta Piscids (SPI). Pereceba na figura 3 que estão indicadas as trajetórias e os dias que irão ocorrer os máximos das chuvas Aurigids (AUR) e October Delta Aurigids (DAU). Para as chuvas September Epsilon Perseids (SPE), Aries-Triangulids e Shouthern Delta Piscids (SPI) basta localizar as constelações de Perseus, Triângulo e Peixes.

 

 

Local de observação de cinco chuvas de meteoros em setembro

 

Figura 3. Local de observação de cinco chuvas de meteoros em setembro
Concebido para São Paulo ás 3:30 da manhã, em 15 de setembro, sendo visíveis em todo o Brasil.

 

 

Para as demais regiões do Brasil, o que poderá se modificar em relação ao horário apresentado na figura 3 será a distância dos radiantes das chuvas e dos demais objetos celestes, em relação a linha do horizonte, para 15 de setembro. Quanto mais ao sul do Brasil os radiantes estarão cada vez mais próximos da linha do horizonte, dificultando a contemplação das chuvas e, quanto mais ao norte do Brasil, esses radiantes estarão mais acima da linha do horizonte, facilitando a contemplação dessas chuvas.

 

Para poder localizar essas chuvas de meteoros, vale saber que inicialmente o observador deverá olhar para o horizonte norte e procurar três objetos celetes que se destacam nessa região. O primeiro é a estrela Capella que se localiza na constelação do Cocheiro, região das chuvas Aurigids (AUR) e October Delta Aurigids (DAU). O segundo objeto celeste que poderá ser encontrado, mais acima na região norte, são as Plêiades e, finalmente, o terceiro objeto celeste que estará localizado próximo e acima das Plêiades é a estrela de cor amarela Aldebaran que faz parte da constelação do Touro (leia e assista o vídeo sobre a Constelação do Touro) . Vale lembrar também que as populares "Três Marias" poderão auxiliar na localização no céu. Leia e assista o vídeo sobre a Constelação de Órion para saber mais sobre essa constelação e suas populares " Três Marias".

 

 

UM POUCO MAIS

 

Observadores britânicos e italianos relataram, de forma independente, que um possível radiante na ocnstelação da Balança ocorreu durante o final de agosto 1997. A International Meteor Oraganization (IMO) investigou os dados recolhidos desde 1986 e esses dados têm sugerido que existem pelo menos três chuvas distintas que se repetem anualmente onde a Aurigids é a mais forte. As outras duas são September Epsilon Perseids (SPE) e October Delta Aurigids (DAU). A Aurigids tem produzido um curto período e algumas vezes, de forma inesperada, atinge taxas zênitais de aproximadamente de 30 a 40 meteoros. Fato que ocorreu em 1935, 1986 e 1994, embora não tenham sido acompanhados regularmente. A chuva September Epsilon Perseids (SPE) era parte da October Delta Aurigids (DAU), porém com os trabalhos de observações que foram submetidos a IMO, essas duas chuvas acabaram sendo separadas em duas, por ocorreram em datas distintas. A decisão final sobre a separação das duas chuvas foram tratada de forma à coincidir com a menor taxa horária zênital a partir de qualquer uma das duas chuvas e essas devem ser tratadas como distintas em suas observações no presente.

 

 

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10- Constelação do Escorpião

 

 

 

Sem dúvida, para quem está começando na Astronomia Observacional essa é uma das constelações mais fácil de ser encontrada no céu.

 

A constelação do Escorpião poderá ser contemplada com facilidade, mesmo para os observadores que residem nas cidades que sofrem com a poluição luminosa. A foto abaixo foi obtida com auxílio de uma simples câmera digital, numa cidade com baixa poluição luminosa. Podemos observar na primeira foto a constelação do Escorpião, enquanto que, na foto montagem temos o desenho imaginário do Escorpião com seus principais objetos celestes.

 

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto: A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto montagem. A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Perceba nas fotos acima obtidas com uma simples câmera digital 4.1 mega pixel, duas manchas bem claras chamadas de M6 e M7. Tratam-se de dois aglomerados abertos de estrelas que distam 2.000 e 1.000 anos luz, respectivamente. O aglomerado aberto M6, popularmente chamado de Aglomerado da Borboleta tem magnitude aparente de 4.5, enquanto que o aglomerado aberto M7, popularmente chamado de Aglomerado de Ptolomeu possui magnitude de 3.5. Isso significa que o aglomerado M7 pode ser localizado mais facilmente, por causa seu brilho aparente, que é mais forte se comparado com o aglomerado M6. Lembrando que a magnitude aparente de um astro é o valor dado para seu brilho aparente, numa razão inversamente proporcional. Isso explica afirmação referente a M7 possuir um brilho aparente maior que M6. Nas cidades onde o índice de poluição luminosa é muito fraca é possível observar esses dois aglomerados mesmo a olho nu, onde M7 é mais fácil de ser localizado.

 

Como o equinócio da primavera para o hemisfério sul e equinócio do outono para o hemisfério norte iniciará em 22 de setembro, às 11h20min (horário de Brasília), durante esse mês de setembro o Escorpião poderá ser observado logo após o ocaso do Sol, localizado acima do horizonte oeste e pouco abaixo da região mais alta do céu, em relação ao observador. Com o avançar das horas essa constelação perde altura, até que, por volta da 23 horas estará se pondo no horizonte oeste.

 

Em especial, na noite de 8 de setembro, poderemos contemplar a Lua próxima da estrela mais brilhante dessa constelação: Antares. Para essa noite a Lua estará com 44% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea da Lua. Além disso, nessa região do céu teremos a presença dos Marte e Saturno. Assista o vídeo 7 para saber mais sobre esses eventos e como observar a constelação do Escorpião para esse mês.

 

 

 

Vídeo 7. Como observar a constelação do Escorpião, em setembro de 2016.

 

 

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11- Constelação de Sagitário

 

 

 

Essa região da constelação de Sagitário é riquíssima em aglomerados de estrelas e nebulosas. Algumas são visíveis até a olho nu, numa noite sem a interferência da Lua e fora da poluição luminosa. Porém, se o observador estiver munido de um simples telescópio ou binóculo, poderá contemplar várias nebulosas e aglomerados estelares dessa região.

 

A contemplação da constelação do Sagitário poderá ser realizada durante todo esse mês. Logo após o ocaso do Sol, essa constelação estará na parte mais alta, em relação ao observador. Sendo assim, quando for, por volta da 19h30min, teremos a presença da constelação do Sagitário na parte mais alta do céu (chamada de zênite). Com o avançar das horas essa constelação perde altura, quando o seu ocaso irá ocorrer, por volta da 1 hora da manhã.

 

Para esse mês, a Lua poderá ser observada nessa constelação entre as noites 10, 11 e 12 de setembro. Em especial, na noite de 10 de setembro, a Lua estará próxima do aglomerado estelar M25. Para essa noite a Lua estará com 64% do seu disco iluminado, ofuscando os objetos celestes à sua volta. Por essa razão, vale contemplar essa região do céu nas outras noites do mês, quando a Lua não ofusca os objetos celestes pertencentes a constelação do Sagitário. Assista o vídeo 8 para saber mais sobre esses eventos e como observar a constelação do Sagitário para esse mês.

 

 

 

Vídeo 8. Como observar a constelação do Sagitário, em setembro de 2016.

 

 

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AGLOMERADOS E NEBULOSAS NA CONSTELAÇÃO DO SAGITÁRIO

 

Vale saber que o brilho do astro é importante para poder observá-lo. Para tanto, utilizamos um número que representa a magnitude do astro. Quanto maior esse número menor será seu brilho, numa razão inversamente proporcional. Assim, partindo da observação mais fácil para mais difícil, inserimos abaixo os nomes populares das nebulosas e aglomerados estelares, seguido da sua especificação pelo catálogo de Messier, indica pela letra M e, finalmente, sua magnitude.

 

Aglomerado estelar  - M25 - magnitude = 4.9 (Visível a olho nu)
Aglomerado de Trifid  - M20 - magnitude = 5.0 (Visível a olho nu)
Nebulosa da Lagoa  - M8 - magnitude = 5.0 (Visível a olho nu)
Aglomerado estelar  - M23 - magnitude = 6.0 (Visível somente com telescópio ou binóculo)
Aglomerado estelar  - M22 - magnitude = 6.5 (Visível somente com telescópio ou binóculo)
Aglomerado estelar  - M21 - magnitude = 7.0 (Visível somente com telescópio ou binóculo)
Nebulosa de Ômega  - M17 - magnitude = 7.0 (Visível somente com telescópio ou binóculo)
Aglomerado estelar  - M55 - magnitude = 7.0 (Visível somente com telescópio ou binóculo)

 

Vale ressaltar ainda que os objetos que são sugeridos para serem observados a olho nu devem ser feitos fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa, além de uma noite sem a interferência da Lua. Porém, esses objetos são possíveis de serem observados nas grandes cidades com auxílios de telescópios ou binóculos, onde o binóculo é a melhor opção. Os objetos que possuem magnitude próximos e até 6.0 de magnitude são possíveis de serem observados nas grandes cidades, porém muito difusos mesmo com auxílio de telescópio e binóculo. Ainda, esses objetos que possuem magnitude abaixo de 6.0 podem ser observados a olho nu mesmo em cidades com médio índice de poluição luminosa, porém com certa dificuldade. Somente mesmo o aglomerado estelar M7 da constelação do Escorpião (que se localiza próxima da constelação do Sagitário) que possui magnitude de 3.5 pode ser contemplado a olho nu com certa facilidade nas cidades onde a poluição luminosa é considerada média para baixo.

 

 

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12- Constelação do Pégaso

 

 

 

A constelação do cavalo alado Pégaso é a constelação típica da estação da primavera para o hemisfério sul e outono para o hemisfério norte. Localizada na região onde se encontram as constelações boreais, ou seja, para o lado norte do céu, essa constelação pode ser facilmente contemplada se o observador encontrar o asterismo chamado "Quadrilátero de Pegasus". Esse quadrilátero é formado por quatro estrelas, onde uma delas pertence a constelação de Andrômeda. São as estrelas Scheat, Markab, Algenib e a estrela Alpheratz da constelação de Andrômeda.

 

Para esse mês de setembro, como o equinócio da primavera para o hemisfério sul e o equinócio do outono para o hemisfério norte iniciará em 22 de setembro, às 11h20min (horário de Brasília), a constelação do Pégaso poderá ser observada surgindo no horizonte leste, por volta das 20 horas. Com o avançar das horas, por volta da 1 hora da manhã, essa constelação atinge sua máxima altura. Após isso, o Cavalo Alado Pégaso se dirige para o horizonte oeste e, por volta das 5 horas, ocorrerá o ocaso dessa constelação. Assista o vídeo 9 para saber mais sobre como observar a constelação do Pégaso e informações referente ao equinócio que iniciará em 22 de setembro de 2016, às 11h20min.

 

 

 

Vídeo 9. Como observar a constelação de Pégaso, em setembro de 2016.

 

 

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13- Constelação do Touro

 

 

 

A constelação do Touro pode ser facilmente observada no céu, mesmo nas cidades com alto índice de poluição luminosa. A estrela mais brilhante dessa constelação, localizada no olho do Touro, chama-se Aldebaran. Seu nome provém da palavra árabe al-dabarān que significa "aquela que segue", referência à forma como a estrela parece seguir o aglomerado das Plêiades durante o seu movimento aparente ao longo do céu. Aldebaran é uma estrela gigante vermelha-laranja, o que lhe proporciona uma cor alaranjada quando observada. Sua distância da Terra é de 65 anos-luz, tendo uma luminosidade 150 vezes maior do que o Sol e sua magnitude aparente (brilho do astro) é de 0.84, o que lhe confere a décima terceira estrela mais brilhante do céu noturno. Por essa razão, a estrela Aldebaran pode ser facilmente observada nas grandes e pequenas cidades com alto ou baixo índice de poluição luminosa.

 

Nessa constelação temos dois aglomerados estelares fáceis de serem observados. Trata-se das Híades e das Plêiades. O aglomerado aberto das Híades têm um formato em "V" simbolizando a cabeça do Touro. É importante saber que apesar da estrela Aldebaran se localizar de forma aparente na mesma região das Híades, essa estrela não pertence a esse aglomerado aberto. Isso porque Aldebaran está à 65 anos-luz de nós e as Híades está à 150 anos-luz. Por uma questão de perspectiva quando visto da Terra, temos a impressão que Aldebaran faz parte desse aglomerado, porém é apenas uma ilusão.

 

 

O aglomerado estelar das Plêiades é um aglomerado aberto podendo ser facilmente contemplado a olho nu. Esse aglomerado é muito apreciado pelos astrônomos por sua beleza e fácil localização. As Plêiades também são conhecidas por vários outros nomes tais como: "As sete irmãs", "A galinha e os setes pintinhos" no interior do Brasil ou como "Subaru" no Japão. Mas, pelo termo mais técnico, esse aglomerado aberto de estrelas é chamado de M45 pela classificação do catálogo Messier e está localizada na constelação do Touro. Seis das estrelas nas Plêiades são visíveis sem o auxílio de qualquer instrumento óptico, se o observador estiver num local sem poluição luminosa. Aproximadamente 500 estrelas pertencem ao aglomerado estelar aberto das Plêiades e a maioria delas são fracas. Munido de um simples instrumento óptico, o aglomerado poderá ser apreciado com mais facilidade, principalmente com o auxílio de binóculos.

 

Observe na foto o aspecto das Plêiades que podemos observar com o uso de telescópio ou binóculo. Essa foto foi obtida remotamente por Marcos Calil de São Paulo (Brasil) com acesso ao observatório localizado nas Ilhas Canárias (África) obtida com auxílio de um telescópio com 85mm de abertura e uma CCD Kodak KAI-2020M na madrugada de 09 de setembro de 2008 à 01:06 (hora local - São Paulo).

O aglomerado das Plêiades por Marcos Calil.

 

Foto. O aglomerado das Plêiades por Marcos Calil.

 

 

Para esse mês, a constelação do Touro poderá ser observada nascendo no horizonte leste, após a meia noite (aproximadamente). Com o avançar das horas, essa constelação ganha altura e quando atingir o ponto mais alto do céu, por volta das 5h30min da manhã, suas estrelas serão ofuscadas pelos raios solares.

 

Em especial, em 21 de setembro, destacamos a aproximação da Lua com o aglomerado estelar das Plêiades. Para essa noite o nosso satélite natural estará com 74% do seu disco iluminado. Na noite seguinte, ou seja, em 22 de setembro a Lua estará próxima da estrela Aldebaran, a mais brilhante da constelação do Touro e do aglomerado estelar Híades. Para essa noite a Lua estará com 64% do seu disco iluminado. Porém, independente da aproximação da Lua com as Híades, a estrela Aldebaran e as Plêiades, não deixe de contemplar a constelação do Touro durante esse mês. Assista o vídeo 10 para saber mais sobre como observar a constelação do Touro para esse mês.

 

 

 

Vídeo 10. Como observar a constelação do Touro, em setembro de 2016.

 

 

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14- Constelação do Órion

 

 

 

A constelação do gigante caçador Órion é a constelação símbolo do verão para os moradores no hemisfério sul e do inverno para os moradores do hemisfério norte. Em determinadas latitudes do Brasil, essa constelação pode ser observada a partir de meados de julho, poucos instantes do amanhecer no horizonte leste. Com o avançar dos meses, os brasileiros podem contemplar essa constelação cada vez mais cedo até a chegada do verão, quando essa constelação pode ser contemplada no horizonte leste logo no início do anoitecer. Em contrapartida, quando inicia o outono, para o hemisfério sul ou primavera, para o hemisfério norte, essa constelação se localizará próxima do horizonte oeste, poucos instantes depois do ocaso do Sol e seu tempo de observação será curto.

 

Sem dúvida é uma bela constelação para ser observada e fácil de ser localizada. Suas estrelas principais, que fazem parte do corpo do guerreiro, podem ser observadas mesmo nas cidades com alto índice de poluição luminosa. Além disso, é nessa constelação que se localizam as populares "Três Marias" e a bela nebulosa de Órion (M42), observada a olho nu em locais distantes da poluição luminosa. Essa nebulosa, pode ser observada também com auxílio de um simples telescópio ou binóculo apoiado num tripé, mesmo nas grandes cidades com poluição luminosa. Geralmente, quando visível no céu, essa é a primeira constelação observada pelos iniciantes na Astronomia Observacional.

 

Para esse mês, a constelação de Órion poderá ser observada nascendo no horizonte leste, após às 00h30min (aproximadamente). Com o avançar das horas, essa constelação ganha altura e quando atingir o ponto mais alto do céu, por volta das 5h30min da manhã, suas estrelas serão ofuscadas pelos raios solares. Assista o vídeo 11 para saber mais sobre como observar a constelação de Órion, além das constelações do Touro, Cão Maior e Cão Menor para esse mês.

 

 

Vídeo 11. Como observar a constelação de Órion, em setembro de 2016.

 

 

A NEBULOSA DE ÓRION (M42)

 

 

Para localizar a nebulosa de Órion basta localizar as populares "Três Marias". Essas três estrelas formam um grupo aparentemente alinhados que representam o cinturão do guerreiro Órion. Quase que perpendicular as "Três Marias" pode ser observada a nebulosa de Órion. Essa nebulosa pode ser contemplada a olho nu em locais que não possuem poluição luminosa, apresentando uma tênue mancha no céu ou com uso de telescópio ou binóculos apoiados em tripé mesmo nas grandes cidades que possuem poluição luminosa. Vale lembrar ainda que esse aglomerado está próximo da constelação do Touro que possui um aglomerado estelar aberto, chamado de Híades (na forma de V que simboliza a cabeça do Touro) e também das constelações do Cão Maior e do Cão Menor. Todas essas possuem estrelas muito brilhantes e são fáceis de serem identificadas no céu.

 

 

Sem dúvida essa é uma das nebulosas mais observadas e contempladas pelos astrônomos profissionais e amadores. Possivelmente registrada pela primeira vez em 1610 por Nicholas-Claude Fabri de Peiresc, foi descrita por Galileo Galilei em 1617.

 

A Nebulosa de Órion, catalogada como M42 do catálogo de Messier e NGC 1976 é a nebulosa mais brilhante do céu e também um dos objetos profundos mais brilhantes. Com magnitude de 4.0 esse objeto pode ser visível a olho nu em boas condições de observação (sem a interferência do brilho da Lua por perto e fora da poluição luminosa) e demonstra ser umas das mais lindas imagens quando observada através de telescópios de todos os tamanhos, desde os maiores até os de pequenos portes, bem como os que estão no espaço como, por exemplo, Telescópio Espacial Hubble. É também um grande objeto no céu, que se estende com mais de 1 grau de diâmetro.

Essa nebulosa fica a uma distância de cerca de 1600 (ou talvez 1500) anos-luz. Em sua extremidade norte, a nebulosa é dividida por uma faixa escura conspícua, bem visível na nossa fotografia. Esta imagem foi obtida por Marcos Calil localizado em São Paulo, operando remotamente um telescópio localizado nas Ilhas Canárias na África. O telescópio possui 85mm de abertura acoplado numa CCD Kodak KAI-2020M.

 

 

 

 

 

A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Foto. A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Para saber mais informações sobre a constelação do Órion e as "Três Marias" assista o vídeo 12.

 

 

Vídeo 12. A constelação de Órion por Marcos Calil.

 

 

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15- Aglomerado Estelar M35

 

 

 

O aglomerado estelar aberto M35, também classificado como NGC 2168, é um belo aglomerado que pode ser observado a olho nu em condições ideais de observação. Com sua magnitude equivalente a 5.5, esse aglomerado requer uma certa habilidade do observador quando observado a vista desarmada. Numa noite sem a interferência da Lua é possível ver uma "mancha" muito tênue no céu noturno em locais onde não possuem poluição luminosa. Porém, o mais indicado é que o observador utilize um binóculo para poder contemplar todas as estrelas desse aglomerado aberto, sendo essa maneira contemplado, mesmo em cidades com poluição luminosa. Por ser um aglomerado aberto o uso de um telescópio não é a melhor pedida, pois o observador apreciará apenas parte desse aglomerado, uma vez que seu tamanho angular é de 0,57 graus. A distância desse aglomerado é de 2800 anos-luz e está localizado na constelação do Gêmeos.

 

Durante esse mês de setembro, M35 poderá ser observado após às 2h30min (aproximadamente), pouco acima do horizonte nordeste. Com o avançar das horas, esse aglomerado estelar ganha altura até antigir sua máxima altura no céu, para o lado do horizonte norte. Quando isso ocorrer os primeiros raios solares estarão despontando no céu e ofuscando o brilho de M35.

 

Em especial, em 23 de setembro, a Lua estará próxima desse aglomerado. Para essa noite, a Lua estará com 51% do seu disco iluminado proporcionando a contemplação da luz cinérea. Assista o vídeo 13 para saber como localizar e observar o aglomerado estelar M35, além das constelações de Gêmeos, Órion e Touro.

 

 

Vídeo 13. Como observar o aglomerado estelar M35, em setembro de 2016.

 

 

Aproveite para obter várias fotos. Não tenha receio de capturar sua câmera digital, ou até seu celular que contenha uma câmera para tentar obter algumas fotos. Mas lembre-se que o tripé sempre é uma excelente pedida. Se você obter algumas fotos envie para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

 

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16- Aglomerado Estelar M44

 

 

 

Fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa é possível observar esse aglomerado a olho nu. Por causa do seu forte brilho esse aglomerado é conhecido desde tempos pré-históricos.

 

Algumas antigas escrituras estão associadas a esse objeto: gregos e romanos viram essa "nebulosa" como a manjedoura. Ptolomeu menciona como uma das sete "nebulosas" que ele observou, na sua obra Almagesto. Galileu relatou que este objeto "nebuloso" não era apenas uma estrela como os antigos pensavam, mas uma massa de mais de 40 pequenas estrelas.

 

A dúvida se esse objeto era uma só estrela ou um conjunto de estrelas foi resolvido (possivelmente) por Peiresc em 1611, o descobridor da Nebulosa do Orion (M42). Um ano mais tarde, após a observação de Peiresc, em 1612 esse mesmo objeto foi observado  e relatado como um aglomerado estelar por Simon Marius. Charles Messier adicionou-o no seu catálogo em 4 de março de 1769, como o objeto de número 44, por essa razão M44.

 

 

 

 

O aglomerado da Colméia por Marcos Calil.

 

Foto. O aglomerado da Colmeia por Marcos Calil.

 

Sabemos e aceitamos atualmente que mais de 200 das 350 estrelas na área do aglomerado foram confirmadas como membros. Algumas outras são estrelas de primeiro ou segundo plano, ou seja, que estão à frente ou atrás desse aglomerado. De acordo com a nova determinação da ESA, utilizando o satélite Hipparcos, o aglomerado está 577 anos-luz distante da Terra (estimativas anteriores davam o número de 522 anos-luz), e sua idade foi estimada a cerca de 730 milhões de anos. Curiosamente, tanto nesta idade e à orientação de uma boa resolução de M44 coincide com as das Híades, outro aglomerado estelar famoso e observável a olho nu, porém, que não foi incluída na lista Messier e nem no catálogo NGC e IC, que está atualmente estimada numa idade de cerca de 790 milhões de anos. Provavelmente estes dois objetos, embora agora separados por centenas de anos-luz, têm uma origem comum, em algumas grandes nebulosas gasosas difusas que existiram entre 700 a 800 milhões de anos atrás. Por conseguinte, também a população estelar são semelhantes, ambos contendo gigantes vermelhas (M44, pelo menos, 5 delas) e algumas anãs brancas.(fonte: http://www.seds.org/MESSIER/M/m044.html)

 

Na madrugada de 26 de setembro, será possível observar após às 4 horas até os primeiros raios solares surgirem no horizonte leste a aproximação da Lua com M44. Para a noite de 26 de setembro, a Lua estará com 20% do seu disco iluminado, proporcionando a observação da Luz Cinérea da Lua. Assista o vídeo 14 para saber como localizar e observar o aglomerado estelar M44 no céu da sua cidade.

 

 

 

 

Vídeo 14. Como observar o aglomerado estelar M44, em setembro de 2016.

 

 

Aproveite para obter várias fotos. Não tenha receio de capturar sua câmera digital, ou até seu celular que contenha uma câmera para tentar obter algumas fotos. Mas lembre-se que o tripé sempre é uma excelente pedida. Se você obter algumas fotos envie para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

 

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17- Luz Zodiacal

 

 

 

Olhares atentos para a linha do horizonte oeste poucos instantes após o anoitecer. Irá começar mais um belo espetáculo astronômico durante o mês de agosto. Trata-se da Luz Zodiacal.

 

 

Durante o anoitecer, quanto mais nos aproximamos do equinócio da primavera que ocorrerá em 23 de setembro de 2015, às 5h20min, os amantes da Astronomia observacional terão mais um motivo para ficarem olhando para o horizonte oeste. A observação a olho nu da Luz Zodiacal é simples de ser realizada e poderá ser contemplada fora das cidades que possuem poluição luminosa.

 

 

O que se vê é um cone de luz com sua base na linha do horizonte. Esse cone de luz chega a ser duas ou três vezes mais brilhante se comparada com a Via Láctea. A foto ao lado ilustra bem esse belo fenômeno.

 

 

 

 

 

Foto: http://news.nationalgeographic.com/news/2010/09/100909-science-space-zodiacal-light-pyramid-skywatching/

A Luz Zodiacal.

 

Foto. A Luz Zodiacal.

 

 

Quando observar?

 

As melhores épocas para observar a Luz Zodiacal são nos dias próximos dos equinócios. Nas latitudes Sul, onde grande parte do Brasil se encontra, para o equinócio de outono é possível observar esse cone de luz durante o amanhecer no horizonte leste e, no equinócio da primavera, o observador deverá olhar para o horizonte oeste poucos instantes após o anoitecer. Nesse ano, a observação da Luz Zodiacal para o equinócio do outono ocorreu no início do mês de abril, poucas horas antes do amanhecer no horizonte leste. Para o equinócio da primavera, que ocorrerá em 22 de setembro, a observação da Luz Zodiacal ocorrerá no início do mês de agosto até o final do mês de setembro, poucos instantes após o pôr do Sol no horizonte oeste. Aproveite para tentar contemplar esse belo fenômeno próximo do dia 22 de setembro, pois com o avançar dos dias esse cone de luz estará cada vez mais tênue. A Luz Zodiacal é melhor observada entre os trópicos. Para as latitudes mais elevadas (acima de 40 graus, fato que não envolve o Brasil) a contemplação desse fenômeno é mais difícil.

 

 

Onde observar?

 

Fuja das luzes produzidas pelas grandes cidades e verifique se é possível observar a linha do horizonte oeste para os meses de agosto e setembro. É importante observar se a linha do horizonte onde irá ocorrer o fenômeno não está poluída por luzes artificiais das cidades afastadas, pois como a base do cone de luz ocorre rente à linha do horizonte, muitas vezes perde-se parte desse espetáculo por conta da poluição luminosa nessa área de observação.

 

 

Como fotografar?

 

Nos dias atuais, qualquer câmera digital que possua um modo Manual ou então as opções com os desenhos da Lua ou Vela conseguem fotografar esse fenômeno. Portanto, não tenha receio de capturar sua câmera digital, ou até seu celular que contenha uma câmera para tentar obter algumas fotos. Mas lembre-se que o tripé sempre é uma excelente pedida. Envie suas fotos para publicarmos no nosso Twitter.

 

 

Como ocorre?

 

Essa luz é proveniente da luz que se difunde na poeira interplanetária. São partículas que possuem dimensões da ordem de 1 a 350 mícrons, provenientes de detritos de cometas e micrometeoróides, que possivelmente são originários da formação do Sistema Solar. No sentido mais simples, são “micro-poeiras” que refletem a luz do Sol.

Quando a eclíptica (caminho por onde o Sol percorre dia após dia) fica próxima de 90 graus em relação à linha do horizonte, ocorre esse belo fenômeno. Por esse motivo, a Luz Zodiacal possui a forma de uma pirâmide. O nome Zodiacal provém do local que ocorre o fenômeno onde se localizam as constelações zodiacais.

 

Vamos utilizar o exemplo da Luz Zodiacal que ocorre próximo do equinócio da primavera para o hemisfério Sul, com melhor observação no início do mês de agosto se estendendo até setembro. Observado da Terra, como o Sol estará abaixo da linha do horizonte para o lado oeste, a luz proveniente do Sol reflete na poeira interplanetária que difunde essa luz para nós. Quanto mais próximo, porém abaixo da linha do horizonte o Sol estiver, maior será a difusão da luz, formando então o desenho de uma pirâmide luminosa. Ainda numa visão da Terra, por causa da inclinação da eclíptica, alguns lugares poderão ver a Luz Zodiacal mais inclinada se comparada com outros lugares, formando um aspecto de uma pirâmide “tombada”.

 

 

Um pouco mais

 

Mais difícil ainda é observar o Gegenschein. Gegenschein é uma tênue mancha de luz no céu, diametralmente oposta ao Sol. Como seu espectro é idêntico ao do Sol, assim como na Luz Zodiacal, reforça a tese de que estamos vendo a luz solar refletida em grãos de poeira no plano do sistema solar. Há relatos que, sob condições muito favoráveis visualizando a Luz Zodiacal ocorre uma extensão do Gegenschein. O fenômeno Gegenschein é ainda mais fraco se comparado com a Luz Zodiacal e muitas vezes é imperceptível quando a Via Láctea está sobre esse fenômeno. Imagine então quando a luz da Lua, as luzes da rua, uma fraca neblina ou até um planeta vizinho estão próximos. Isso tornará sua observação impossível. Como se percebe, a contemplação do Gegenschein não é tarefa simples. Pior que a observação da Gegenschein é a chamada “light bridge”. Mas, vamos deixar essa conversa para uma próxima oportunidade.

 

 

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18- Eclipse Lunar Penumbral

 

 

 

No anoitecer de 16 de setembro de 2016, alguns brasileiros poderão contemplar a Lua nascendo eclipsada. Trata-se do Eclipse Lunar Penumbral. Um belo espetáculo digno de ser observado e fotografado, ainda mais com a Lua nascendo na umbra da Terra. Assista o vídeo 15 para saber quem poderá observar esse eclipse no Brasil, os horários de observação e como observar a olho nu.

 

 

 

Vídeo 15. Como observar o Eclipse Lunar Penumbral, em 16 de setembro de 2016.

 

 

Aproveite para obter várias fotos. Não tenha receio de capturar sua câmera digital, ou até seu celular que contenha uma câmera para tentar obter algumas fotos. Mas lembre-se que o tripé sempre é uma excelente pedida. Se você obter algumas fotos envie para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

 

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19- Satélites artificiais

 

 

 

Diversos satélites artificiais podem ser observados a olho nu passando pelo céu. Na maioria das vezes esses satélites podem ser contemplados durante o anoitecer ou amanhecer. Entre eles estão os Iridiums, o Telescópio Espacial Hubble (HST), a Estação Espacial Internacional (ISS), Genesis-1 e 2, entre tantos outros. Para observá-los não é necessário telescópio ou binóculo. Basta saber o dia, horário e local certo para observar um ponto prateado cruzando o céu.

 

Para quem deseja obter informações mais detalhadas sobre a passagem da ISS e outros satélites artificiais recomendamos o site Heavens-above. Após o acesso no site o observador deve apenas preencher o nome da sua cidade no campo específico e apertar ENTER. Clique sobre sua cidade relacionada com seu estado e boas observações. Caso você tenha dificuldades ou deseja aprender mais sobre observações de satélites artificiais a olho nu acesse a palestra/oficina de Marcos Calil.

 

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20- Softwares Astronômicos

 

 

 

Alguns softwares podem auxiliar o observador quanto o reconhecimento dos objetos celestes no céu. Esses softwares podem apresentar mais ou menos recursos que vão desde os nomes das estrelas até a conexão com telescópio direcionando esse equipamento para o objeto que é mostrado na tela do computador. Além disso, alguns chegam a custar US$ 600,00 e outros são gratuítos e não perdem em nada comparado com os softwares pagos. Relaciono abaixo alguns softwares simuladores do céu:

 

 

Stellarium - Sem dúvida, entre todos os softwares gratuítos a melhor opção é o freeware Stellarium que pode ser instalado no seu computador sem a necessidade de ficar conectado na internet. Como esse software é opensource, ou seja, código aberto onde os usuários podem programar coisas novas, sempre existem novas versões. Porém, para o usuário que não domina a linguagem de máquina o indicado é ter sempre uma versão anterior em relação a última que foi lançada. Isso evite os famosos bugs no software, uma vez que alguns usuários se dedicam somente para arrumar os problemas das últimas versões.

 

 

Sky View Cafe - Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu e os horários exatos do nascer e ocaso dos planetas para sua cidade. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. É necessário ter uma conexão em alta velocidade.

 

 

Neave Planetarium - Outro site que apresenta uma carta celeste no seu computador, necessitando que você esteja conectado com uma internet em alta velocidade. Para todos os softwares de simulação do céu, atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário.

 

 

Planisfério - Caso seja complicado levar um notebook a campo, "baixar" o software Stellarium ou se conectar na internet em banda larga a opção mais simples, barata e funcional é usar um planisfério. A única desvantagem é que esse "equipamento" não representa os planetas, uma vez que esses objetos celestes não são "fixos" no céu como as estrelas (sabemos que as estrelas possuem movimento próprio, mas para o uso de um planisfério didático isso não importa). Você pode optar em construir e levar um planisfério de papel a campo e realizar suas observações com tranquilidade. O planisfério é uma espécie de carta celeste que mostra as constelações numa folha de papel de acordo com sua latitude sendo válida para todos os anos de sua vida. Como o planisfério depende da localização do observador (mais especificamente da latitude), recomendo que você monte o seu. A professora Maria de Fátima Saraiva junto com seus orientandos ensina como montar e usar um planisfério para as latitudes de 10, 20 e 30 graus que respondem bem para diferentes estados do Brasil.

 

 

Para saber mais sobre softwares de Astronomia que auxiliam no reconhecimento do céu assista os vídeos gravados e roterizados por Marcos Calil.

O primeiro vídeo possui 5min47s e o segundo vídeo possui 7min44s de duração.

 

 

 

 

Vídeo. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 1 de 2.

 

 

 

 

 

Vídeo. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 2 de 2.

 

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21- Carta Celeste Online

 

 

 

Disponibilizamos duas cartas celeste on line.

 

Crédito: Fourmilab.ch - insira os parâmetros desejados e clique em Update:

 

Data e Horário
Tempo Universal:
Local de Observação
Opção de Exibições

         Limites
Estrelas:
        Mostrar estrelas com magnitude de até
         Nomes para magnitude
         Bayer/Flamsteed códigos para magnitude
Inverter Norte e Sul
Tamanho da imagem: pixels    Imagem dinâmica
Tamanho da fonte:
Esquema de cores:

Asteróides e

passagens de cometas


Insira elementos orbitais:

 

 

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22- Qual telescópio comprar?

 

 

 

Por diversas vezes os amantes da Astronomia Observacional se questionam qual o melhor telescópio ou binóculo comprar. Não é uma decisão fácil, pois existem muitas variantes que determinam um bom telescópio ou binóculo, além das opções existentes no mercado. Sem falar das diferenças enormes de preços. Por essa razão, a meteorologista Josélia Pegorin, da Climatempo, entrevistou Marcos Calil para saber qual o melhor telescópio ou binóculo deve ser comprado. Assista as entrevistas:

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você escolher o melhor binóculo para observações astronômicas.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor binóculo comprar?

 

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você comprar seu primeiro telescópio sem ser enganado.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor telescópio comprar?

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você escolher um bom tripé para seu telescópio.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor tripé para telescópio?

 

 

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Bons céus para todos nós...

Marcos Calil


 

Interações com Marcos Calil

 

 

 

Você pode interagir conosco através do:

 

Site: www.climatempo.com.br > ASTRONOMIA (Shortlink: http://bit.ly/dW16UU)

 

Twitter: http://twitter.com/marcoscalil

 

Além de assistir nossos programas Momento Astronômico e Observatório no nosso site http://www.momentoastronomico.com.br/programas/programas.html

(Shortlink: http://bit.ly/hc0O8P)

 

Conteúdo e ilustrações: Marcos Calil

 


 

Fontes

 

 

 

METEOROS

 

Meteor Data Center (UAI) - http://www.astro.amu.edu.pl/~jopek/MDC2007/Roje/roje_lista.php?corobic_roje=0&sort_roje=0

Pela ordem de classificação: http://fireballs.ndc.nasa.gov/cmor-radiants/iau-mdc/

 

International Meteor Organization (IMO) - http://www.imo.net/files/data/calendar/cal2015.pdf

 

Alpo Meteor Shower List - http://www.tvcomm.co.uk/radio/metshwr.html

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Meteors/

 

The American Meteor Society - http://www.amsmeteors.org/meteor-showers

 

Meteoroid Environment Office - http://www.nasa.gov/offices/meo/home/#.VD_pLmddUW4

 

Univerzita Komenského V Bratislave - http://www.daa.fmph.uniba.sk/files/Matlovic_2013.pdf

 

Brazilian Meteor Observation Network (BRAMON) - https://www.facebook.com/bramonbr/

 

United Kingdom Meteor Observation Network (UKMON) - http://www.ukmeteorwatch.co.uk/archive/stats

 

METBlog - http://www.bootesvoid.com/list-of-meteor-showers

 

Meteor Showers On Line - http://meteorshowersonline.com/calendar.html (dados não atualizados, desde 07/03/2007)

 

 

 

COMETAS

 

Seiichi Yoshida´s Home Page - http://www.aerith.net/index.html

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Comets/

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://rea-brasil.org/cometas/

 

 

OCULTAÇÕES

 

International Occultation Timing Association (IOTA) - http://iota.jhuapl.edu/

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://rea-brasil.org/ocultacoes/

 

 

ECLIPSES

 

Eclipse Web Site (NASA) - http://eclipse.gsfc.nasa.gov/eclipse.html

 

 

ANUÁRIOS

 

Anuário do Observatório Nacional (ON) - http://www.on.br/coaa/conteudo/pdf/SecaoA_17A%20a%2026A_2016.pdf

 

Anuário Interativo do Obeservatório Nacional (ON) - http://euler.on.br/ephemeris/index.php

 

 

 

EFEMÉRIDES

 

Institut de mécanique céleste et de calcul des éphémérides (IMCCE) - http://www.imcce.fr/en/ephemerides/

 

Solar System Dynamics (NASA) - http://ssd.jpl.nasa.gov/?ephemerides

 

U.S. Naval Observatory - Astronomical Applications Department - http://www.usno.navy.mil/astronomy

 

IN-The-Sky.org - http://in-the-sky.org/newscal.php?

 

 

APOIO PARA MONITORAMENTO

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://www.rea-brasil.org/

 

 

EXTRA HEMISFÉRIO SUL

 

Royal Astronomical Society of New Zealand - http://www.rasnz.org.nz/SolarSys

 

 

APOIO GERAL (Aos mestres com carinho!!!)

 

Ronaldo Rogério de Freitas Mourão - Anuário de Astronomia e Astronáutica

 

Uranometria Nova - Irineu G. Varella & Priscila D. C. F. de Oliveira - http://www.uranometrianova.pro.br/

 

 

OBSERVATÓRIOS COM TRANSMISSÕES ONLINE DE FENÔMENOS ASTRONÔMICOS

 

Slooh - http://events.slooh.com/ (Telescópios na Austrália, Ilhas Canárias e Chile)

 

The Virtual Telescope Project 2.0 - http://www.virtualtelescope.eu/webtv/ (Itália - Bellatrix Astronomical Observatory)

 

Marcos Calil - https://www.youtube.com/marcoscalil (São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil)

 

Ciência e Astronomia - https://www.youtube.com/user/cienciaeastronomia (Sistema colaborativo com telescópios no Brasil)

 

NASA Marshall Space Flight Center (MSFC) - http://www.ustream.tv/channel/nasa-msfc (Huntsville, Alabama, Estados Unidos)

 

Coca-Cola Space Science Center - http://www.ccssc.org/rtmn/default.aspx (Columbus, Georgia, Estados Unidos)

 

 


Softwares

 

 

 

2000 Space.com Canada Inc - Observatório Astronômico Atlas Estelar (Starry Night)

 

D. Herald - OCCULT Predictions v. 3.6.0

 

Ephemeris 2.0 - Jonathan Sachs

 

Stellarium - versão 0.11.4

 

Stephen Michael Schimpf - CyberSky 4.0

 

Skymap Pro

 

Cartas du Ciel

 

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Agradecimentos

 

 

Para minha filha Isabel que nasceu, em 27 de janeiro de 2015!!! A melhor efemérides que me ocorreu na vida!

 

Fernanda Calipo Calil, minha amada esposa.

 

 

 

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