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EFEMÉRIDES ASTRONÔMICAS - JANEIRO 2017

 

EDIÇÃO NÚMERO 119 - Ano 10

 

Seu guia de observação do céu noturno a olho nu para a sua cidade (Brasil)

 

 


TODOS OS HORÁRIOS APRESENTADOS AQUI NÃO CONSIDERAM O HORÁRIO DE VERÃO

 

Horário de Verão Brasil 2015/2016: DECRETO Nº 6.558, de 08 de setembro de 2008.
Início à 00h de 16 de outubro de 2016 - Término à 00h de 19 de fevereiro de 2017.
Estados brasileiros envolvidos (decreto nº 8.112, de 2013): Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro,
Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal
.
Links oficiais: Decreto N. 6.558
e Decreto N. 8.112


 

 

 

Fases da Lua

 

Mercúrio

 

Vênus

 

Marte

 

Júpiter

 

Saturno

 

Luz Cinérea

 

Chuvas de meteoros

 

Constelação do Touro

 

Constelação do Órion

 

Aglomerado estelar M35

 

Aglomerado estelar M44

 

Constelação do Leão

 

Constelação do Escorpião

 

Satélites Artificiais

 

Softwares Astronômicos

 

Carta Celeste Online

 

Qual telescópio comprar?

 

Contatos

 

Fontes

 

 

 

 

 

 

UM APANHADO GERAL DO QUE OBSERVAR NO CÉU NOTURNO DA SUA CIDADE

 

De forma geral, Marcos Calil apresenta o que observar no céu noturno em janeiro de 2017. Para saber mais detalhes sobre cada evento assista os vídeos específicos ou inscreva-se no canal do YouTube e Twitter para obter as informações em primeira mão.

 

 

 

 


Acesse agora mesmo o canal do Youtube para expressar suas opiniões!!!

 

Siga Marcos Calil no Twitter e no Youtube

 


 

Acerte seu relógio

 

Horário de acordo com a hora legal brasileira, fornecida pelo Observatório Nacional.

 

Horário de acordo com o horário de verão brasileiro.

 

As informações contidas nesse site NÃO consideram o horário de verão.

 

Para os demais fusos no Brasil, acesse o site http://pcdsh01.on.br/

 

É importante ajustar seu relógio para otimizar suas observações.

 

 

 

Adquira já seu livro Uma Aventura no Espaço de Marcos Calil e Iara Jardim

 

Adquira já o livro de Iara Jardim e Marcos Calil, direto com o autor

 


 

Céu Noturno - Uma introdução para crianças. A história das estrelas, dos planetas e das cosntelações e informações sobre como localizá-los no céu

 

Adquira o livro de Michael Driscoll com consultoria de Marcos Calil

 


 

Currículo Lattes

Marcos Calil

 


 

 

Informações Diárias - Brasil

 

 

 

Dia

Evento - Horário de Brasília (UTC –3h)

DEZEMBRO DE 2016

26/12/16 - Segunda feira

--

27/12/16 - Terça feira

--

28/12/16 - Quarta feira

--

29/12/16 - Quinta feira

03:53 - Lua entra na fase Nova, com 0% do seu disco iluminado.

30/12/16 a 04/01/17

Observe a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

30/12/16 - Sexta feira

--

31/12/16 - Sábado

--

JANEIRO DE 2017

Até 04/01/17

Observe a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

01- Domingo

03:56 - Mínima distância angular entre Marte e Netuno, com 1’ 08” de separação angular - Comentário 3.
Após ~18:30 observe a Lua próxima de Vênus (magnitude -4.3) - Comentário 2.
Após ~20:30 observe a Lua próxima da estrela Deneb Algiedi da constelação de Capricórnio (magnitude 2.8).
Após ~20:30 observe a Lua próxima da estrela Nashira da constelação de Capricórnio (magnitude 3.6).
Após ~21:00 observe o máximo da chuva de meteoros January zeta Aurigids (JZA) - Comentário 8.

02- Segunda feira

Após ~18:30 observe a Lua próxima de Vênus (magnitude -4.3) - Comentário 2.
Após ~19:30 observe a Lua próxima de Marte (magnitude 0.9) - Comentário 3.
Após ~20:00 - Lua próxima de Netuno (magnitude 7.9). Não é possível observar Netuno a olho nu.

03- Terça feira

--

04- Quarta feira

Após ~03:30 observe o máximo da chuva de meteoros Quadrantids (QUA) - Comentário 8.

05- Quinta feira

16:47 – Observe a Lua na fase do Quarto Crescente, com 50% do seu disco iluminado.
Após ~20:00 observe a Lua próxima de Urano (magnitude 5.8). A observação a olho nu de Urano é muito difícil de ser realizada.
Após ~03:30 observe o máximo da chuva de meteoros gamma Velorids (GVE) - Comentário 8.

06- Sexta feira

--

07- Sábado

--

08- Domingo

00:15 (hora São Paulo) - observe com telescópio a ocultação da estrela HIP 14439 pela Lua - Comentário 7.
Após ~20:30 observe a Lua próxima da estrela lambda Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.4).
Após ~20:30 é possível observar a Lua no aglomerado estelar das Híades (magnitude 0.5) - Comentário 10.
Após ~20:30 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar das Plêiades (magnitude 1.4) - Comentário 10.
Após ~20:30 observe a Lua próxima da estrela Aldebaran da constelação do Touro (magnitude 0.8) - Comentário 10.
Após ~21:00 observe o máximo da chuva de meteoros rho Geminids (RGE) - Comentário 8.

09- Segunda feira

Após ~20:30 observe a Lua próxima da estrela omicron2 Orionis da constelação de Órion (magnitude 4.0) - Comentário 11.

10- Terça feira

00:22 (hora São Paulo) - observe com telescópio a ocultação da estrela 104 Tauri pela Lua - Comentário 7.
03:00 – Observe a Lua no perigeu. Menor distância do centro da Terra com centro da Lua com 363239 km.
20:25 (hora São Paulo) - observe com telescópio a ocultação da estrela 64 Orionis pela Lua - Comentário 7.
Após ~20:30 observe a Lua próxima da estrela Tejat Prior da constelação de Gêmeos (magnitude 3.2).
Após ~20:30 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M35 (magnitude 5.5) - Comentário 12.

11- Quarta feira

01:45 (hora São Paulo) - observe com telescópio a ocultação da estrela 68 Orionis pela Lua - Comentário 7.
Após ~20:30 observe a Lua próxima da estrela Mekbuda da constelação de Gêmeos (magnitude 4.0).
Após ~20:30 observe a Lua próxima da estrela lambda Geminorum da constelação de Gêmeos (magnitude 3.5).
Após ~20:30 observe a Lua próxima da estrela Wasat da constelação de Gêmeos (magnitude 3.5).

12- Quinta feira

08:34 –Lua na fase Cheia, com 100% do seu disco iluminado.
18:03 - Mínima distância angular entre Vênus e Netuno, com 0 graus e 21minutos de separação angular - Comentário 2.
22:55 (hora São Paulo) - observe com telescópio a ocultação da estrela Tegime pela Lua - Comentário 7.

13- Sexta feira

Após ~21:00 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M44 (magnitude 4.0) - Comentário 13.

14- Sábado

01:39 (hora São Paulo) - observe com telescópio a ocultação da estrela pi Cancri pela Lua - Comentário 7.
Após ~22:00 observe a Lua próxima da estrela eta Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.4).
Após ~22:00 observe a Lua próxima da estrela Regulus da constelação do Leão (magnitude 1.3) - Comentário 14.

15- Domingo

ESPECIAL - 00:03 (hora São Paulo) - observe com telescópio a ocultação da estrela Regulus pela Lua - Comentário 7.

16- Segunda feira

03:31 (hora São Paulo) - observe com telescópio a ocultação da estrela chi Leonis pela Lua - Comentário 7.
Após ~23:30 observe a Lua próxima da estrela nu Virginis da constelação da Virgem (magnitude 4.0).
Após ~23:30 observe a Lua próxima da estrela Zavijava da constelação da Virgem (magnitude 3.5).

17- Terça feira

Após ~22:00 observe o máximo da chuva de meteoros delta Cancrids (DCA) - Comentário 8.
Após ~23:59 observe a Lua próxima da estrela Porrima da constelação da Virgem (magnitude 2.7).
Após ~23:59 observe a Lua próxima da estrela Zaniah da constelação da Virgem (magnitude 3.8).

18- Quarta feira

Após ~00:01 observe a Lua próxima da estrela Porrima da constelação da Virgem (magnitude 2.7).
Após ~00:01 observe a Lua próxima da estrela Zaniah da constelação da Virgem (magnitude 3.8).

19- Quinta feira

Após ~01:00 observe a Lua próxima de Júpiter (magnitude -2.0) - Comentário 4.
Após ~01:00 observe a Lua próxima da estrela Heze da constelação da Virgem (magnitude 3.3).
Após ~01:00 observe a Lua próxima da estrela Spica da constelação da Virgem (magnitude 0.9).
19:13 - Lua na fase do Quarto Minguante, com 50% do seu disco iluminado.
Após ~21:30 observe o máximo da chuva de meteoros alpha Hydrids (AHY) - Comentário 8.

20 a 26

Observe a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

20- Sexta feira

Após ~01:30 observe a Lua próxima da estrela Syrma da constelação da Virgem (magnitude 4.0).

21- Sábado

01:04 (hora São Paulo) - observe com telescópio a ocultação da estrela 18 Librae pela Lua - Comentário 7.
Após ~02:00 observe a Lua próxima da estrela Zubeneschamali da constelação da Balança (magnitude 2.6).
21:13 - Lua no apogeu. Maior distância do centro da Terra com centro da Lua com 404914 km.
Após ~21:30 observe o máximo da chuva de meteoros eta Carinids (ECR) - Comentário 8.

22- Domingo

--

23- Segunda feira

Após ~03:30 observe a Lua próxima da estrela Antares da constelação do Escorpião (magnitude 1.0) - Comentário 15.

24- Terça feira

Após ~04:00 observe a Lua próxima da estrela xi Serpentis da constelação de Sagitário (magnitude 3.5).
Após ~04:00 observe a Lua próxima de Saturno (magnitude 0.5) - Comentário 5.
Após ~04:00 observe a Lua próxima da estrela Sabik da constelação de Ofiúco (magnitude 2.4).

25- Quarta feira

Após ~04:30 observe, com certa dificuldade, a Lua próxima de Mercúrio (magnitude -0.1) - Comentário 1.

26- Quinta feira

--

28 a 03/02

Observe a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

27- Sexta feira

21:07 - Lua entra na fase Nova, com 0% do seu disco iluminado.

28- Sábado

--

29- Domingo

--

30- Segunda feira

Após ~21:30 observe o máximo da chuva de meteoros alpha Carinids (ACN) - Comentário 8.

31- Terça feira

Após ~19:00 - observe a Lua próxima de Vênus (magnitude -4.5) - Comentário 2.
Após ~19:30 - observe a Lua próxima de Marte (magnitude 1.1) - Comentário 3.

01/02- Quarta feira

--

 

 

NOTAS:

 

As aproximações da Lua com as estrelas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para estrela de magnitude inferior a 4.0;
2- distância entre Lua e estrela com separação angular máxima de 5 graus;
3- a estrela mais brilhante da constelação (alpha) ou aglomerados e nebulosas observáveis a olho nu, quando próximos da Lua, não consideram o item 2;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

As aproximações da Lua com planetas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para os planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno;
2- observação realizada com telescópio para os planetas Urano e Netuno;
3- máxima aproximação entre Lua e planeta quando visível no céu noturno;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

Vale lembrar que:

 

A magnitude utilizada é a visual, ou seja, o brilho aparente do objeto celeste. É necessário saber que quanto maior for o número apresentado, menor será o brilho do objeto celeste.

 

O limite de observação a olho nu em condições ideais de observação, ou seja, numa noite sem a interferência da Lua, com baixa umidade relativa do ar e sem a interferência da poluição luminosa é 6.0 de magnitude (aproximada). Abaixo desse número, o objeto celeste pode ser observado a olho nu, porém acima desse número, somente mesmo com uso de telescópio ou binóculo. Porém, objetos acima de 8.0 são difíceis de serem observados, mesmo com uso de telescópio.

 

TOPO

 

 

 

Fases da Lua

 

 

 

O horário determinado foi calculado para às 12 horas (meio-dia do Tempo Legal do Distrito Federal - TDF), desconsiderando o horário de verão.

 

A parte branca da ilustração da Lua representa a parte iluminada pelo Sol e a porcentagem descrita indica a fração do disco lunar iluminado pelo Sol com erro de até + ou - 2% para para todo Brasil.

 

 

Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

Figura 1. Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

LUA AGORA

 

 

Aspecto atual do disco lunar no hemisfério sul.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TOPO

 

 

1- Como observar Mercúrio

 

 

 

Durante esse mês saiba como observar a olho nu o planeta Mercúrio e a sua aproximação com a Lua.

 

 

Vídeo 1. Como observar Mercúrio a olho nu, em janeiro de 2017.

 

 

Com um simples telescópio é possível contemplar as belas fases que o planeta Mercúrio irá apresentar durante esse mês. Confira como observar e as porcentagens do disco iluminado durante o mês de janeiro no vídeo 2.

 

 

Vídeo 2. Como observar as fases de Mercúrio com telescópio, em janeiro de 2017.

 

Aproveite para obter belas fotos de Mercúrio. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

Deixe seu registro sobre o que achou sobre esse vídeo no Twitter ou no canal do Youtube do Marcos Calil.

 

 

TOPO

 

 

 

2- Como observar Vênus

 

 

 

Durante esse mês saiba como observar a olho nu o planeta Vênus, além da sua aproximação com a Lua.

 

 

Vídeo 3. Como observar Vênus, em janeiro de 2017.

 

Com um simples telescópio é possível contemplar o planeta Vênus em fase. Saiba como assistindo o vídeo 4.

 

 

Vídeo 4. Como observar Vênus em fase, em janeiro de 2017.

 

Aproveite para obter belas fotos de Vênus. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

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3- Como observar Marte

 

 

 

Saiba como observar o planeta Marte a olho nu e a aproximação desse belo planeta com a Lua durante esse mês.

 

 

Vídeo 5. Como observar Marte, em janeiro de 2017.

 

Aproveite para obter belas fotos de Marte. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

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4- Como observar Júpiter

 

 

 

Durante esse mês saiba como observar a olho nu o planeta Júpiter, além da aproximação desse planeta com Lua. Saiba também como observar as luas Galileanas de Júpiter através de um simples telescópio.

 

 

Vídeo 6. Como observar Júpiter, em janeiro de 2017.

 

 

Aproveite para obter belas fotos de Júpiter. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

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5- Como observar Saturno

 

 

 

Durante esse mês saiba como observar a olho nu o planeta Saturno no céu da sua cidade, além da aproximação da Lua com esse belo planeta.

 

 

Vídeo 7. Como observar Saturno, em janeiro de 2017.

 

Aproveite para obter belas fotos de Saturno. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

Deixe seu registro sobre o que achou sobre esse vídeo no Twitter ou no canal do Youtube do Marcos Calil.

 

 

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6- Luz Cinérea da Lua

 

 

 

A Luz Cinérea da Lua pode ser observada em dois momentos:

 

Caso 1- até no máximo um dia depois da Lua Quarto Minguante até um ou dois dias antes da Nova.

 

Caso 2- entre um a três dias (aproximadamente) depois da Lua Nova até no máximo poucas horas antes do Quarto Crescente.

 

 

Para entender o fenômeno, basta sabermos que a luz do Sol que incide sobre a Terra é refletida para Lua, iluminando sua parte escura. Dessa forma, o que podemos observar é algo parecido com a foto ao lado.

 

Por causa da configuração Sol-Terra-Lua, no primeiro caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez mais acentuada, enquanto no segundo caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez menos acentuada e, portanto, menos visível.

 

 

Para esse mês, os momentos de observação irão ocorrer entre 30 de dezembrode 2016 e 4 de janeiro de 2017, 20 e 26 de janeiro e 28 de janeiro e 3 de fevereiro. De acordo com os casos 1 e 2, as melhores possibilidades de observações irão ocorrer entre 31 de dezembro de 2016 e 4 de janeiro de 2017, 20 e 25 de janeiro e 29 de janeiro e 3 de fevereiro. Para o anoitecer de 30 de dezembro de 2016 e 4 de janeiro de 2017, além de 28 de janeiro e 3 de fevereiro, a Lua irá se pôr poucos instantes depois do pôr do Sol no horizonte oeste. Para o amanhecer de 20 e 26 de janeiro, a Lua irá nascer poucos instantes antes do nascer do Sol no horizonte leste.

 

Acesse o site da Climatempo para saber os horários do nascer e do ocaso do Sol para sua cidade e assim se programar melhor para poder contemplar e fotografar a luz cinérea da Lua.

 

Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

Foto. Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

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7- Ocultação de Estrelas pela Lua

 

 

 

Ocultação é o fenômeno que ocorre quando um astro de diâmetro aparente maior passa à frente de outro astro com diâmetro aparente menor.

 

Durante o mês ocorrerão diversas ocultações de estrelas pela Lua, porém visíveis a olho nu, são poucas as ocultações que podem ser facilmente observadas. Vale lembrar que o olho humano consegue observar no máximo magnitudes inferiores a 6.0 e o quanto o disco iluminado da Lua irá refletir a luz solar são fatores importantes que devem ser considerados para conseguir ou não observar o fenômeno. No caso do uso de telescópios, lunetas ou binóculos, quando a Lua estiver próxima da fase cheia, será necessário utilizar filtros para bloquear o excesso de luz lunar.

 

A ocultação máxima de uma estrela chega a 70 minutos, quando a imersão e emersão se verificam em pontos diametralmente opostos da Lua. Uma ocultação de planeta pela Lua é algo mais raro de ocorrer durante o ano.

 

Sabendo desses fatores, podemos observar na tabela 2 a magnitude de cada estrela, a quantidade que o disco da Lua estará iluminado no momento da ocultação e o horário aproximado da ocultação.

Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

Foto. Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

 

 

DATA
ESTRELA/PLANETA
MAGNITUDE
CONSTELAÇÃO
ILUMINAÇÃO DO DISCO LUNAR*
HORÁRIO IMERSÃO**
HORÁRIO EMERSÃO**
COMENTÁRIOS

08/01

HIP 14439
(454K3)

5.6

Carneiro

+75%
00:15
01:10
7.1

10/01

104 Tauri
(764cG4)

4.9

Touro

+92%
00:22
01:28
7.2

10/01

64 Orionis
(913cB8)

5.1

Órion

+97%
20:25
21:16
7.3

11/01

68 Orionis
(940SB9)

5.8

Órion

+97%
01:45
01:57
7.4

12/01
13/01

Tegime
(1236SG0)

5.1

Caranguejo

-99%
22:55
00:04
7.5

14/01

pi Cancri
(1375K1)

5.4

Caranguejo

-96%
01:39
03:07
7.6

15/01

Regulus
(1487SB7)

1.4

Leão

-91%
00:03
01:04
7.7

16/01

chi Leonis
(1609SF2)

4.6

Leão

-83%
03:31
--
7.8

21/01

18 Librae
(2141MK3)

5.9

Balança

-37%
01:04
02:00
7.9

 

 

Tabela 2. Ocultação visível durante a noite de estrelas e/ou planetas.

 

Legenda da tabela:

 

*O sinal de menos na columa "Iluminação do disco lunar" indica que a Lua está na fase decrescente e o sinal de mais na sua fase crescente.

 

** De forma muito simplificada, imersão é a entrada da estrela atrás da Lua e emersão é sua saída. Os horários calculados de imersão e emersão são para observadores localizados na cidade de São Paulo durante o início (imersão) e fim (emersão) do evento de acordo com o horário de Brasília, desconsiderando o horário de verão. Para observadores localizados fora dessa latitude e longitude de São Paulo, o início do fenômeno poderá ocorrer até 1 hora antes ou depois e seu término até uma hora antes ou depois do horário descrito dependendo da sua localização. Também deverá ser considerado o fuso horário do local de acordo com o horário de Brasília.

 

 

Legenda do mapa:

 

- Região vermelha à esquerda - ocultação que ocorre próximo anoitecer;


- Região vermelha à direita - ocultação que ocorre próximo amanhcer;

 

- Região azul à esquerda - ocultação que ocorre próximo do horizonte leste, instantes próximo do nascer da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Região azul à direita - ocultação que ocorre próximo do horizonte oeste, instantes próximo do pôr da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Faixa branca - local que é possível realizar a observação da ocultação. Deve-se saber que quanto mais próximo da linha branca o observador se localiza, mais à “borda” da Lua a estrela será ocultada.

 

 

7.1- HIP 14439 (454K3)

 

Na madrugada de 8 de janeiro a estrela HIP 14439, pertencente a constelação do Carneiro (Aries) será ocultada pela Lua. O momento da imersão irá ocorrer à 00h15min na parte não iluminada da Lua. O seu reaparecimento (emersão) ocorrerá à 01h10min na parte iluminada da Lua. Vale lembrar que os horários da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, os fenômenos da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois dos horários estipulados para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Como a estrela HIP 14439 possui magnitude 5.6 e a Lua estará com 75% do seu disco iluminado, independente se o observador estiver numa cidade com ou sem poluição luminosa, essa ocultação não será possível de ser observada a olho nu. Para poder realizar a contemplação dessa ocultação será necessário o uso de um telescópio apoiado num tripé.

 

De acordo com a figura 2, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado abaixo da linha branca, indicada no mapa. Para os observadores no Brasil localizados acima dessa linha será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 2. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.2- 104 Tauri (764cG4)

 

Na madrugada de 10 de janeiro a estrela 104 Tauri, pertencente a constelação do Touro será ocultada pela Lua. O momento da imersão irá ocorrer à 00h22min na parte não iluminada da Lua. O seu reaparecimento (emersão) ocorrerá à 01h28min na parte iluminada da Lua. Vale lembrar que os horários da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, os fenômenos da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois dos horários estipulados para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Essa ocultação não será possível de ser observada a olho nu para quem estiver localizado numa cidade com ou sem poluição luminosa. Como a estrela 104 Tauri possui magnitude 4.9 e a Lua estará com 92% do seu disco iluminado, o fraco brilho dessa estrela será ofuscado pela Lua. Assim, será necessário o uso de um telescópio apoiado num tripé para contemplar essa ocultação, além de uso de um filtro lunar ou uma tampa com um pequeno furo localizado na parte superior do telescópio.

 

De acordo com a figura 3, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado abaixo da linha branca, indicada no mapa. Para os observadores no Brasil localizados acima dessa linha será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

 

Recomenda-se ler as informações e assistir o vídeo sobre a constelação do Touro para otimizar as suas observações.

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 3. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.3- 64 Orionis (913cB8)

 

Na noite de 10 de janeiro a estrela 64 Orionis, pertencente a constelação de Órion será ocultada pela Lua. O momento da imersão irá ocorrer às 20h25min na parte não iluminada da Lua. O seu reaparecimento (emersão) ocorrerá às 21h16min na parte iluminada da Lua. Vale lembrar que os horários da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, os fenômenos da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois dos horários estipulados para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Essa ocultação não será possível de ser observada a olho nu para quem estiver localizado numa cidade com ou sem poluição luminosa. Como a estrela 64 Orionis possui magnitude 5.1 e a Lua estará com 97% do seu disco iluminado, o brilho dessa estrela será ofuscado pela Lua. Assim, será necessário o uso de um telescópio apoiado num tripé para contemplar essa ocultação. Recomenda-se o uso de um filtro lunar ou uma tampa com um pequeno orifício aberto na frente do telescópio para minimizar o forte brilho da Lua.

 

De acordo com a figura 4, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado abaixo da linha branca, indicada no mapa. Para os observadores no Brasil localizados acima dessa linha será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

 

Recomenda-se ler as informações e assistir o vídeo sobre a constelação de Órion para otimizar as suas observações.

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 4. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.4- 68 Orionis (940SB9)

 

Na madrugada de 11 de dezembro a estrela 68 Orionis, pertencente a constelação de Órion será ocultada pela Lua. O momento da imersão irá ocorrer à 01h45min na parte não iluminada da Lua. O seu reaparecimento (emersão) ocorrerá à 01h57min na parte iluminada da Lua. Vale lembrar que os horários da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, os fenômenos da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois dos horários estipulados para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

A estrela 68 Orionis possui magnitude 5.8 e para o momento da ocultação a Lua estará com 97% do seu disco iluminado. Com base nesses dados, podemos afirmar que essa ocultação será impossível de ser realizada a olho nu. Sendo assim, será necessário o uso de um telescópio apoiado num tripé com apoio de um filtro lunar na ocular ou uso de uma tampa com um pequeno orifício na parte superior do telescópio para poder filtrar o forte brilho da Lua.

 

De acordo com a figura 5, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado abaixo da linha branca, indicada no mapa. Para os observadores no Brasil localizados acima dessa linha será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

 

Recomenda-se ler as informações e assistir o vídeo sobre a constelação de Órion para otimizar as suas observações.

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 5. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.5- Tegime (1236SG0)

 

Na madrugada de 12 para 13 de janeiro a estrela Tegime que pertence a constelação do Caranguejo (Cancer) será ocultada pela Lua. O momento da imersão irá ocorrer às 22h55min na parte iluminada da Lua. O seu reaparecimento (emersão) ocorrerá à 00h04min na parte não iluminada da Lua. Vale lembrar que os horários da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, os fenômenos da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois dos horários estipulados para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Como a estrela Tegime possui magnitude 5.1 e para o momento da ocultação a Lua estará com 99% do seu disco iluminado a observação a olho nu desse evento será impossível de ser realizada. Será necessário o uso do telescópio apoiado num tripé para quem estiver numa cidade com ou sem poluição luminosa, além do uso de um filtro lunar ou uma tampa com um pequeno orifício aberto na frente do telescópio para minimizar o forte brilho da Lua.

 

De acordo com a figura 6, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicadas no mapa. Para os observadores no Brasil localizados fora dessa faixa será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

 

Recomenda-se ler as informações e assistir o vídeo sobre o aglomerado estelar M44 para otimizar as suas observações.

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 6. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.6- pi Cancri (1375K1)

 

Na madrugada de 14 de janeiro a estrela pi Cancri, pertencente a constelação do Caranguejo (Cancer) será ocultada pela Lua. O momento da imersão irá ocorrer à 01h39min na parte iluminada da Lua. O seu reaparecimento (emersão) ocorrerá às 03h07min na parte iluminada da Lua. Vale lembrar que os horários da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, os fenômenos da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois dos horários estipulados para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Essa ocultação não será possível de ser observada a olho nu para quem estiver localizado numa cidade com ou sem poluição luminosa. Como a estrela pi Cancri possui magnitude 5.4 e a Lua estará com 96% do seu disco iluminado, o brilho dessa estrela será ofuscado pela Lua. Assim, será necessário o uso de um telescópio apoiado num tripé para contemplar essa ocultação. Recomenda-se o uso de um filtro lunar ou uma tampa com um pequeno orifício aberto na frente do telescópio para minimizar o forte brilho da Lua.

 

De acordo com a figura 7, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado abaixo da linha branca, indicada no mapa. Para os observadores no Brasil localizados acima dessa linha será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

 

Recomenda-se ler as informações e assistir o vídeo sobre o aglomerado estelar M44 para otimizar as suas observações.

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 7. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.7- ESPECIAL - Regulus (1487SB7)

 

 

Sem dúvida trata-se de uma ocultação de estrela muito especial. Isso porque, a estrela Regulus é a estrela mais brilhante da constelação do Leão, o que facilita sua observação a olho nu. Ocultações de estrelas brilhantes são raras de acontecer.

 

 

Na madrugada de 15 de janeiro a estrela Regulus que pertence a constelação do Leão será ocultada pela Lua. O momento da imersão irá ocorrer à 00h03min na parte iluminada da Lua. O seu reaparecimento (emersão) ocorrerá à 01h04min na parte não iluminada da Lua. Vale lembrar que os horários da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, os fenômenos da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois dos horários estipulados para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

 

Como a estrela Regulus possui magnitude 1.4 e para o momento da ocultação a Lua estará com 91% do seu disco iluminado a observação a olho nu desse evento poderá ser realizada para os observadores localizados nas cidades com ou sem poluição luminosa. A dica é iniciar a observação a olho nu cerca de uma hora antes da estrela Regulus ser ocultada pela Lua. Vale acompanhar o movimento aparente dessa estrela até ser ocultada pela Lua. O observador irá perceber que quanto mais a estrela Regulus se aproxima da Lua, cada vez mais seu brilho será ofuscado. Para quem possui um telescópio ou binóculo apoiado num tripé a contemplação da ocultação será algo parecido com a foto ao lado.

 

 

De acordo com a figura 8, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado abaixo da linha branca, indicada no mapa. Para os observadores no Brasil localizados acima dessa linha será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

 

Recomenda-se ler as informações e assistir o vídeo sobre a constelação do Leão para otimizar as suas observações.

Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

Foto: Ocultação da estrela Regulus pela Lua. Perceba o ponto pequeno próximo do nome de Marcos Calil. Esse ponto é a estrela Regulus.

 

 

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 8. Faixa de observação da ocultação

 

 


 

7.8- chi Leonis (1609SF2)

 

Na madrugada de 16 de janeiro a estrela chi Leonis, pertencente a constelação do Leão será ocultada pela Lua. O momento da imersão irá ocorrer às 03h31min na parte iluminada da Lua. O seu reaparecimento (emersão) não poderá ser observado, pois quando a estrela reaparecer, seu brilho estará ofuscado pelos raios solares. Vale lembrar que o horário da imersão se modifica para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, o fenômeno da imersão poderá ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois do horário estipulado para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Essa ocultação não será possível de ser observada a olho nu para quem estiver localizado numa cidade com ou sem poluição luminosa. Como a estrela chi Leonis possui magnitude 4.6 e a Lua estará com 83% do seu disco iluminado, o brilho dessa estrela será ofuscado pela Lua. Assim, será necessário o uso de um telescópio apoiado num tripé para contemplar essa ocultação. Recomenda-se o uso de um filtro lunar ou uma tampa com um pequeno orifício aberto na frente do telescópio para minimizar o forte brilho da Lua.

 

De acordo com a figura 9, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicadas no mapa. Para os observadores no Brasil localizados fora dessa faixa será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

 

Recomenda-se ler as informações e assistir o vídeo sobre a constelação do Leão para otimizar as suas observações.

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 9. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.9- 18 Librae (2141MK3)

 

Na madrugada de 21 de janeiro a estrela 18 Librae, pertencente a constelação da Balança (Libra) será ocultada pela Lua. O momento da imersão irá ocorrer à 01h04min na parte iluminada da Lua. O seu reaparecimento (emersão) ocorrerá às 02 horas na parte não iluminada da Lua. Vale lembrar que os horários da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, os fenômenos da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois dos horários estipulados para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Apesar do baixo brilho da Lua, com apenas 37% do seu disco iluminado, essa ocultação não será possível de ser observada a olho nu para quem estiver localizado numa cidade com ou sem poluição luminosa. Isso porque a estrela 18 Librae possui magnitude 5.9, ou seja, quase no limite que o olho humano pode observar uma estrela sem utilizar um telescópio ou binóculo. Mas, como a Lua estará próxima e com 37% do seu disco iluminado, a estrela 18 Librae será ofuscada pelo brilho da Lua. Assim, será necessário o uso de um telescópio apoiado num tripé para contemplar essa ocultação.

 

De acordo com a figura 10, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado abaixo da linha branca, indicada no mapa. Para os observadores no Brasil localizados acima dessa linha será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua. Para os observadores localizados dentro da elipse azul, a ocultação ocorrerá quando a Lua estiver nascendo no horizonte leste. Por essa razão, para esses observadores será necessário ter um horizonte leste livre da interferência da poluição luminosa, mesmo com uso de telescópio ou binóculo, além de um horizonte sem a presença de prédios, árvores, montanhas ou qualquer outro objeto que atrapalhe a contemplação desse fenômeno.

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 10. Faixa de observação da ocultação.

 

TOPO

 

8- Chuva de Meteoros

 

 

 

Os meteoros, popularmente chamados de "estrelas cadentes" são os rastros luminosos proporcionados pela rápida passagem de corpos variados na alta atmosfera terrestre. Esses meteoros são produzidos por pequenos corpos que, gravitando em torno do Sol, ao atingirem em grande velocidade a atmosfera terrestre, tornam-se incandescentes pelo choque com as moléculas de ar, reduzindo-se na maioria a pó antes de alcançarem o solo. Porém, alguns corpos conseguem vencer o calor da fricção e associado a seu tamanho considerável ou uma entrada na atmosfera com velocidade baixa, produzem um aspecto similar a uma bola incandescente no céu. Como resultado, durante a sua passagem, produzem um som intenso e após a sua passagem deixam um rastro de fumaça. Esses corpos são chamados de Bólidos. Por ser chamado de "fireball" em inglês, a tradução popular para o português se tornou "bola de fogo", porém o termo científico correto é Bólido. Os corpos que conseguem atingir o chão são chamados de meteoritos. Com uma certa experiência, pode-se encontrar diversos meteoritos após a ocorrência de um meteoro e, principalmente, após a ocorrência de um bólido. O valor do grama de um meteorito pode variar de acordo com sua composição química e procedência.

Marcos Calil recomenda:

 

BRAMON

 

Brazilian Meteor

Observation Network

Os meteoros podem ser: esporádicos, ou seja, que ocorrem sem nenhuma previsão, porém sendo muito comuns ou; provenientes das chuvas de meteoros, sendo previstos com datas praticamente fixas. Relacionamos aqui as chuvas de meteoros previsíveis para esse mês, tendo como base os históricos das chuvas dos anos anteriores.

 

 

Chuva
P
HORÁRIO
M
C
CCT
THZ
r
V
LUA (%)
FONTE
COMENTÁRIO
January zeta Aurigids (JZA)

11/12

21/01

21:00
01/01
Cocheiro

a = 04:41

d = +60

?
-
-
13% - s/l
IAU
Melhor observável no norte do Brasil. A Lua não atrapalha a observação.

Quadrantids (QUA)

01/01

12/01

03:30
04/01

Boieiro

a = 15:18

d = +49

120
2.6
42
s/l
IMO / IAU / AMS
8.1
gamma Velorids (GVE)

01/01

17/01

22:00
05/01
Vela

a = 8:20

d = -47

02
2.8
35
52% - s/l
IAU / AMSL
Meteoros com cores laranjas, amarelos, azuis e brancos. A Lua não atrapalha a observação.
rho Geminids (RGE)

28/12

28/01

21:00
08/01
Gêmeos

a = 7:43

d = +25

?
-
-
83%
IAU
Entre 1961 e 1965, com THZ = 25. A Lua atrapalha um pouco a observação.
delta Cancrids (DCA)

01/01

31/01

22:00
17/01

Caranguejo

a = 8:40

d = +20

04
-
28
s/l - 66%
AMSL / IMO
A Lua atrapalha um pouco a observação.
alpha Hydrids (AHY)

05/01

14/02

21:30
19/01
Hidra

a = 8:30

d = -07

02
-
44
s/l - 47%
IAU / AMSL
8.2
eta Carinids (ECR)

14/01

27/01

21:30
21/01
Carina

a = 10:40

d = -60

02 a 03
3.7 a 2.0
-
s/l - 38%
IAU
8.2
alpha Carinids (ACN)

24/01

09/02

21:30
30/01
Carina

a = 6:20

d = -54

2
-
25
s/l
AMSL
A Lua não atrapalha a observação.

 

 

Tabela 3. Chuva de meteoros desse mês.

 

 

Legenda:

 

CHUVA - indica o nome da chuva em questão. Sempre que constar, prevalece por padrão as informações da UAI;

 

P - Período em que ocorrerá a chuva. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

M - Momento máximo que irá ocorrer a chuva. Essa é a melhor data para observar de acordo com o horário de observação proposto para o Brasil. Porém, vale saber que o observador poderá contemplar a chuva entre 2 ou 3 dias antes ou depois do momento máximo. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

HORÁRIO - Horário que leva em consideração o momento que o radiante da chuva estará cerca de 30 graus acima da linha do horizonte. Isso não significa o melhor horário de observação. Alguns meteoros podem surgir antes ou depois do aparecimento do radiante. Informações nossas;

 

C - Constelação associada a chuva. Informações nossas, de acordo com o CCT adquirido;

 

CCT - Posição para observação dadas em coordenadas equatoriais (J2000), sendo: a: ascensão reta e; d: declinação. Sempre que constar, prevalece por padrão as informações da UAI.

 

THZ - Taxa Horária Zenital - um número máximo calculado de meteoros que um observador pode apreciar, numa noite sem a inferência da Lua, com o céu perfeitamente limpo e com radiante na sua máxima altura. Quando ocorrer uma chuva periódica, ou seja, sem previsão da taxa por hora, a mesma será representada por "?". Quando aparecer o termo "VAR" significa que a chuva tem histórico de variação da quantidade de meteoros observados, sendo difícil de prever a quantidade. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

r - Índice provável de magnitude da chuva. Quanto menor o valor mais fácil será sua observação. Como parâmetro, para as cidades com poluição luminosa, são indicados valores menores do que 3.0. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

V - Velocidade de entrada atmosférica do meteoro, dada em km/s. As velocidades variam entre 11 km/s (muito lento), 40 km/s (médio) e 72 km/s (muito rápido). , Sempre que constar, prevalece por padrão as informações da UAI.

 

LUA (%) - Porcentagem do disco iluminado para o melhor momento de observação da chuva. No caso sem influência da Lua durante a chuva de meteoros é atribuído o símbolo s/l. Lua próxima da fase cheia e do radiante atrapalha a observação dos meteoros. Informações nossas;

 

FONTE - Referências das informações obtidas. Quando mais de uma, foram realizadas comparações entre as informações e/ou adições das informações, quando não existente numa determinada fonte, porém apresentada na outra. Siglas: UAI - Meteor Data Center; IMO - International Meteor Organization; AMSL - Alpo Meteor Shower List; CS - CalSky; AMS - The American Meteor Society, MET - MetBlog e; MSO - Meteor Showers Online.

 

COMENTÁRIO - Quando existir o número, a chuva será comentada no seu respectivo número. Informações nossas.

 

 

Comentários:

 

 

8.1 - 04/01 - Quadrantids (QUA)

 

Essa chuva não é fácil de ser contemplada para grande parte dos observadores localizados no Brasil ou qualquer pessoa localizada no hemisfério sul. Para os amantes da Astronomia que estiverem nas regiões sul, sudeste e centro oeste do Brasil será praticamente impossível contemplar essa chuva. Sendo assim, no território brasileiro, a observação dessa chuva só poderá ser realiazada para as pessoas localizadas nas regiões norte e nordeste do Brasil. Em resumo, no Brasil, o melhor local de observação da chuva Quadrantids ocorrerá no extremo norte, ou seja, cidades localizadas próximas ou acima da linha do equador.

 

A chuva Quadrantids possui uma taxa horária zenital de meteoros muito variável. A quantidade de meteoros que aparecem no céu a cada uma hora varia entre 60 e 200 meteoros por hora, com uma média de 120. São meteoros relativamente brilhantes e com velocidade média.

 

Para os observadores localizados na região norte do Brasil, ou seja, os observadores que terão a oportunidade de apreciar essa chuva com facilidade, será necessário localizar a constelação do Boieiro para encontrar o radiante da chuva Quadrantids. Em 4 de janeiro, momento que irá ocorrer o máximo da chuva de meteoros Quadrantids, a constelação do Boieiro surgirá no horizonte nordeste, por volta da 1h30min da manhã. Porém, o melhor horário para contemplar a chuva Quadrantids será à partir das 3h30min (aproximadamente), na qual o observador deverá estar orientado para o horizonte nordeste. Vale saber que essa ou qualquer outra chuva pode ser observada cerca de 3 dias antes ou depois do momento máximo, porém com uma pequena queda da quantidade de meteoros. A boa notícia é que para esse ano de 2017, a Lua não irá atrapalhar a observação.

 

 

8.2 - 19 e 21/01 - alpha Hydrids e eta Carinids

 

Apesar dessas duas chuvas possuírem uma taxa horária zenital pequena, com apenas 2 meteoros a cada uma hora, a aproximação entre elas poderá causar um bom espetáculo no céu.

 

As constelações da Hidra e Carina estão relativamente próximas entre si. Como todas as observações de chuvas de meteoros devem ser realizadas a olho nu, será possível observar essas duas chuvas no mesmo instante e quase na mesma região do céu. A figura 11 ilustra a região do céu que irão ocorrer as chuvas alpha Hydrids e eta Carinids, nas noites de 19 a 21 de janeiro, por volta das 22 horas.

 

 

Chuvas de meteoros eta Carinids e alpha Hydrids.

 

Figura 11. Chuvas de meteoros eta Carinids e alpha Hydrids.

 

 

Escolhemos esse horário, ilustrado na figura 11 por causa da fácil localização da estrela Canopus, que pertence a constelação da Carina. Por volta das 22 horas, essa estrela estará localizada acima do ponto cardeal sul. Assim, para poder localizar a região que irá ocorrer a chuva de meteoros eta Carinids, basta esperar esse horário e se orientar pelo ponto cardeal sul. Bem acima da linha desse horizonte será possível observar a brilhante estrela de cor branca: Canopus. Utilize também o Cruzeiro do Sul para poder se localizar nessa região do céu. A constelação da Hidra Fêmea, onde ocorre a chuva alpha Hydrids, se localiza a leste da constelação da Carina. Assim, para o observador que encontrar a estrela Canopus ou a constelação do Cruzeiro do Sul, deverá olhar para seu lado esquerdo, na qual, por volta das 22 horas a estrela Alphard (estrela alfa da constelação da Hidra) estará localizada acima do ponto cardeal leste.

 

Para esse ano, a Lua não irá atrapalhar a observação. No caso da chuva alpha Hydrids o radiante dessa chuva estará alta no céu quando, por volta da meia noite de 20 de janeiro, a Lua irá nascer com 47% do seu disco iluminado. A Lua estará localizada na constelação da Virgem, ou seja, relativamente longe do radiante, fato que não irá atrapalhar a observação. Para a chuva eta Carinids, em 21 de janeiro a Lua irá nascer por volta da 00h40, com 38% do seu disco iluminado e localizada na constelação da Balança, ou seja, relativamente longe do radiante.

 

Para os mais aficionados que desejam obter algumas fotos dessas chuvas, a recomendação é utilizar uma filmadora (pode ser de câmera fotográfica digital). Apoiada num tripé, apontada para essa região, deixe-a gravando e espere capturar diversos meteoros passando e depois no computador ou na TV passe o filme e veja o resultado. Aproveite para nos enviar suas imagens no nosso Twitter para fazermos um RT.

 

 

TOPO

 

 

10- Constelação do Touro

 

 

 

A constelação do Touro pode ser facilmente observada no céu, mesmo nas cidades com alto índice de poluição luminosa. A estrela mais brilhante dessa constelação, localizada no olho do Touro, chama-se Aldebaran. Seu nome provém da palavra árabe al-dabarān que significa "aquela que segue", referência à forma como a estrela parece seguir o aglomerado das Plêiades durante o seu movimento aparente ao longo do céu. Aldebaran é uma estrela gigante vermelha-laranja, o que lhe proporciona uma cor alaranjada quando observada. Sua distância da Terra é de 65 anos-luz, tendo uma luminosidade 150 vezes maior do que o Sol e sua magnitude aparente (brilho do astro) é de 0.84, o que lhe confere a décima terceira estrela mais brilhante do céu noturno. Por essa razão, a estrela Aldebaran pode ser facilmente observada nas grandes e pequenas cidades com alto ou baixo índice de poluição luminosa.

 

Nessa constelação temos dois aglomerados estelares fáceis de serem observados. Trata-se das Híades e das Plêiades. O aglomerado aberto das Híades têm um formato em "V" simbolizando a cabeça do Touro. É importante saber que apesar da estrela Aldebaran se localizar de forma aparente na mesma região das Híades, essa estrela não pertence a esse aglomerado aberto. Isso porque Aldebaran está à 65 anos-luz de nós e as Híades está à 150 anos-luz. Por uma questão de perspectiva quando visto da Terra, temos a impressão que Aldebaran faz parte desse aglomerado, porém é apenas uma ilusão.

 

 

O aglomerado estelar das Plêiades é um aglomerado aberto podendo ser facilmente contemplado a olho nu. Esse aglomerado é muito apreciado pelos astrônomos por sua beleza e fácil localização. As Plêiades também são conhecidas por vários outros nomes tais como: "As sete irmãs", "A galinha e os setes pintinhos" no interior do Brasil ou como "Subaru" no Japão. Mas, pelo termo mais técnico, esse aglomerado aberto de estrelas é chamado de M45 pela classificação do catálogo Messier e está localizada na constelação do Touro. Seis das estrelas nas Plêiades são visíveis sem o auxílio de qualquer instrumento óptico, se o observador estiver num local sem poluição luminosa. Aproximadamente 500 estrelas pertencem ao aglomerado estelar aberto das Plêiades e a maioria delas são fracas. Munido de um simples instrumento óptico, o aglomerado poderá ser apreciado com mais facilidade, principalmente com o auxílio de binóculos.

 

Observe na foto o aspecto das Plêiades que podemos observar com o uso de telescópio ou binóculo. Essa foto foi obtida remotamente por Marcos Calil de São Paulo (Brasil) com acesso ao observatório localizado nas Ilhas Canárias (África) obtida com auxílio de um telescópio com 85mm de abertura e uma CCD Kodak KAI-2020M na madrugada de 09 de setembro de 2008 à 01:06 (hora local - São Paulo).

O aglomerado das Plêiades por Marcos Calil.

 

Foto. O aglomerado das Plêiades por Marcos Calil.

 

 

Para esse mês, a constelação do Touro poderá ser observada pouco acima dos horizontes norte e nordeste, cerca de 1 hora após o ocaso do Sol. Com o avançar das horas, essa constelação ganha altura e por volta das 21 horas irá atingir o ponto mais alto do céu. Depois disso, com o avançar das horas o Touro se dirige para o horizonte oeste e por volta das 2 horas irá ocorrer o ocaso das estrelas que pertencem a constelação do Touro.

 

Em especial, em 8 de janeiro, destacamos a aproximação da Lua com o aglomerado estelar das Híades e Plêiades, além da brilhante estrela Aldebaran. Para essa noite o nosso satélite natural estará com 83% do seu disco iluminado, ofuscando os objetos celestes à sua volta. Sendo assim, independente da aproximação da Lua com as Híades, a estrela Aldebaran e as Plêiades, prefira contemplar a constelação do Touro, principalmente quando a Lua não estará presente na constelação do Touro, pois assim o nosso satélite natural não irá ofuscar os pricipais objetos celestes da constelação do Touro, como de fato irá ocorrer na noite de 8 de janeiro. Assista o vídeo 8 para saber mais sobre como observar a constelação do Touro para esse mês.

 

 

 

Vídeo 8. Como observar a constelação do Touro, em janeiro de 2017.

 

 

Deixe seu registro sobre o que achou sobre esse vídeo no Twitter ou no canal do Youtube do Marcos Calil.

 

 

TOPO

 

11- Constelação do Órion

 

 

 

A constelação do gigante caçador Órion é a constelação símbolo do verão para os moradores no hemisfério sul e do inverno para os moradores do hemisfério norte. Em determinadas latitudes do Brasil, essa constelação pode ser observada a partir de meados de julho, poucos instantes do amanhecer no horizonte leste. Com o avançar dos meses, os brasileiros podem contemplar essa constelação cada vez mais cedo até a chegada do verão, quando essa constelação pode ser contemplada no horizonte leste logo no início do anoitecer. Em contrapartida, quando inicia o outono, para o hemisfério sul ou primavera, para o hemisfério norte, essa constelação se localizará próxima do horizonte oeste, poucos instantes depois do ocaso do Sol e seu tempo de observação será curto.

 

Sem dúvida é uma bela constelação para ser observada e fácil de ser localizada. Suas estrelas principais, que fazem parte do corpo do guerreiro, podem ser observadas mesmo nas cidades com alto índice de poluição luminosa. Além disso, é nessa constelação que se localizam as populares "Três Marias" e a bela nebulosa de Órion (M42), observada a olho nu em locais distantes da poluição luminosa. Essa nebulosa, pode ser observada também com auxílio de um simples telescópio ou binóculo apoiado num tripé, mesmo nas grandes cidades com poluição luminosa. Geralmente, quando visível no céu, essa é a primeira constelação observada pelos iniciantes na Astronomia Observacional.

 

Para esse mês de janeiro, como a constelação do Órion representa o verão para os moradores no hemisfério sul e o inverno para os moradores do hemisfério norte, estação essa que iniciou no dia 21 de dezembro de 2016, às 10h43min, poderemos observá-la pouco acima do horizonte nordeste e leste, cerca de uma hora após o ocaso do Sol. Com o avançar das horas, essa constelação ganha altura e atingirá o ponto mais alto do céu, por volta das 22h30min. Após isso, o caçador Órion se dirige para o horizonte oeste e seu ocaso irá ocorrer por volta das 3h30min. Assista o vídeo 9 para saber mais sobre como observar a constelação de Órion, além das observações via telescópio das ocultações das estrelas 64 Oronis e 68 Orionis pela Lua e a bela nebulosa de Órion, M42.

 

 

Vídeo 9. Como observar a constelação de Órion, em janeiro de 2017.

 

 

A NEBULOSA DE ÓRION (M42)

 

 

Para localizar a nebulosa de Órion basta localizar as populares "Três Marias". Essas três estrelas formam um grupo aparentemente alinhados que representam o cinturão do guerreiro Órion. Quase que perpendicular as "Três Marias" pode ser observada a nebulosa de Órion. Essa nebulosa pode ser contemplada a olho nu em locais que não possuem poluição luminosa, apresentando uma tênue mancha no céu ou com uso de telescópio ou binóculos apoiados em tripé mesmo nas grandes cidades que possuem poluição luminosa. Vale lembrar ainda que esse aglomerado está próximo da constelação do Touro que possui um aglomerado estelar aberto, chamado de Híades (na forma de V que simboliza a cabeça do Touro) e também das constelações do Cão Maior e do Cão Menor. Todas essas possuem estrelas muito brilhantes e são fáceis de serem identificadas no céu.

 

 

Sem dúvida essa é uma das nebulosas mais observadas e contempladas pelos astrônomos profissionais e amadores. Possivelmente registrada pela primeira vez em 1610 por Nicholas-Claude Fabri de Peiresc, foi descrita por Galileo Galilei em 1617.

 

A Nebulosa de Órion, catalogada como M42 do catálogo de Messier e NGC 1976 é a nebulosa mais brilhante do céu e também um dos objetos profundos mais brilhantes. Com magnitude de 4.0 esse objeto pode ser visível a olho nu em boas condições de observação (sem a interferência do brilho da Lua por perto e fora da poluição luminosa) e demonstra ser umas das mais lindas imagens quando observada através de telescópios de todos os tamanhos, desde os maiores até os de pequenos portes, bem como os que estão no espaço como, por exemplo, Telescópio Espacial Hubble. É também um grande objeto no céu, que se estende com mais de 1 grau de diâmetro.

Essa nebulosa fica a uma distância de cerca de 1600 (ou talvez 1500) anos-luz. Em sua extremidade norte, a nebulosa é dividida por uma faixa escura conspícua, bem visível na nossa fotografia. Esta imagem foi obtida por Marcos Calil localizado em São Paulo, operando remotamente um telescópio localizado nas Ilhas Canárias na África. O telescópio possui 85mm de abertura acoplado numa CCD Kodak KAI-2020M.

 

 

 

 

 

A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Foto. A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Para saber mais informações sobre a constelação do Órion e as "Três Marias" assista o vídeo 10.

 

 

Vídeo 10. A constelação de Órion por Marcos Calil.

 

 

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12- Aglomerado Estelar M35

 

 

 

O aglomerado estelar aberto M35, também classificado como NGC 2168, é um belo aglomerado que pode ser observado a olho nu em condições ideais de observação. Com sua magnitude equivalente a 5.5, esse aglomerado requer uma certa habilidade do observador quando observado a vista desarmada. Numa noite sem a interferência da Lua é possível ver uma "mancha" muito tênue no céu noturno em locais onde não possuem poluição luminosa. Porém, o mais indicado é que o observador utilize um binóculo para poder contemplar todas as estrelas desse aglomerado aberto, sendo essa maneira contemplado, mesmo em cidades com poluição luminosa. Por ser um aglomerado aberto o uso de um telescópio não é a melhor pedida, pois o observador apreciará apenas parte desse aglomerado, uma vez que seu tamanho angular é de 0,57 graus. A distância desse aglomerado é de 2800 anos-luz e está localizado na constelação do Gêmeos.

 

Durante esse mês, M35 poderá ser observado após às 20h30min (aproximadamente), pouco acima do horizonte nordeste. Com o avançar das horas, esse aglomerado estelar caminha de forma aparente para o horizonte norte até antigir sua máxima altura, por volta das 23 horas. Após isso, esse aglomerado estelar caminha para o horizonte oeste e seu ocaso ocorre, por volta das 3h30min.

 

Em especial, em 10 de janeiro, a Lua estará próxima desse aglomerado. Para essa noite, a Lua estará com 96% do seu disco iluminado, ofuscando o brilho desse belo aglomerado. Por essa razão, apesar da Lua ser um ótimo referêncial para localização de M35, aconselhamos a contemplação desse aglomerado nas outras noites que a Lua não irá ofucar seu brilho. Assista o vídeo 11 para saber como localizar e observar o aglomerado estelar M35, além da constelação de Gêmeos.

 

 

Vídeo 11. Como observar o aglomerado estelar M35, em janeiro de 2017.

 

 

Aproveite para obter várias fotos. Não tenha receio de capturar sua câmera digital, ou até seu celular que contenha uma câmera para tentar obter algumas fotos. Mas lembre-se que o tripé sempre é uma excelente pedida. Se você obter algumas fotos envie para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

 

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13- Aglomerado Estelar M44

 

 

 

Fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa é possível observar esse aglomerado a olho nu. Por causa do seu forte brilho esse aglomerado é conhecido desde tempos pré-históricos.

 

Algumas antigas escrituras estão associadas a esse objeto: gregos e romanos viram essa "nebulosa" como a manjedoura. Ptolomeu menciona como uma das sete "nebulosas" que ele observou, na sua obra Almagesto. Galileu relatou que este objeto "nebuloso" não era apenas uma estrela como os antigos pensavam, mas uma massa de mais de 40 pequenas estrelas.

 

A dúvida se esse objeto era uma só estrela ou um conjunto de estrelas foi resolvido (possivelmente) por Peiresc em 1611, o descobridor da Nebulosa do Orion (M42). Um ano mais tarde, após a observação de Peiresc, em 1612 esse mesmo objeto foi observado  e relatado como um aglomerado estelar por Simon Marius. Charles Messier adicionou-o no seu catálogo em 4 de março de 1769, como o objeto de número 44, por essa razão M44.

 

 

 

 

O aglomerado da Colméia por Marcos Calil.

 

Foto. O aglomerado da Colmeia por Marcos Calil.

 

Sabemos e aceitamos atualmente que mais de 200 das 350 estrelas na área do aglomerado foram confirmadas como membros. Algumas outras são estrelas de primeiro ou segundo plano, ou seja, que estão à frente ou atrás desse aglomerado. De acordo com a nova determinação da ESA, utilizando o satélite Hipparcos, o aglomerado está 577 anos-luz distante da Terra (estimativas anteriores davam o número de 522 anos-luz), e sua idade foi estimada a cerca de 730 milhões de anos. Curiosamente, tanto nesta idade e à orientação de uma boa resolução de M44 coincide com as das Híades, outro aglomerado estelar famoso e observável a olho nu, porém, que não foi incluída na lista Messier e nem no catálogo NGC e IC, que está atualmente estimada numa idade de cerca de 790 milhões de anos. Provavelmente estes dois objetos, embora agora separados por centenas de anos-luz, têm uma origem comum, em algumas grandes nebulosas gasosas difusas que existiram entre 700 a 800 milhões de anos atrás. Por conseguinte, também a população estelar são semelhantes, ambos contendo gigantes vermelhas (M44, pelo menos, 5 delas) e algumas anãs brancas.(fonte: http://www.seds.org/MESSIER/M/m044.html)

 

Na noite de 13 de janeiro, após às 21 horas (aproximadamente), poderemos iniciar a contemplação da Lua próxima do aglomerado da Colmeia (M44). Com o avançar das horas, M44 e a Lua ganham altura, até atingirem o ponto mais alto do céu. Fato que irá ocorrer por volta das 1 hora da madrugada de 14 de janeiro. Após isso, M44 se dirige para o horizonte oeste, quando seu brilho será ofuscado com os primeiros raios solares. Para a noite de 13 de janeiro, a Lua estará com 96% do seu disco iluminado, ofuscando o brilho de M44. Apesar da Lua ser um ótimo referência para localizar M44, em 13 de janeiro, aconselhamos a observação de M44 nas outras noites que a Lua não atrapalha a observação. Assista o vídeo 12 para saber como localizar e observar o aglomerado estelar M44 no céu da sua cidade.

 

 

 

Vídeo 12. Como observar o aglomerado estelar M44, em janeiro de 2017.

 

 

Aproveite para obter várias fotos. Não tenha receio de capturar sua câmera digital, ou até seu celular que contenha uma câmera para tentar obter algumas fotos. Mas lembre-se que o tripé sempre é uma excelente pedida. Se você obter algumas fotos envie para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

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14- Constelação do Leão

 

 

 

A constelação do Leão é a constelação típica do outono para os observadores do hemisfério Sul. Isso porque, quando inicia essa estação do ano a constelação do Leão surge durante o anoitecer na linha do horizonte leste. Com o avançar dos meses, quando inicia o inverno, a constelação do Escorpião surge na linha do horizonte leste no anoitecer (representando a constelação dessa estação), enquanto que a constelação do Leão estará próxima do horizonte oeste. Para a primavera, a constelação de Pégaso estará presente no horizonte leste, após o ocaso do Sol. Isso porque, essa constelação representa a primavera e, durante essa estação, o Leão pode ser observado surgindo no horizonte leste, na alta madrugada.

 

Algumas das estrelas da constelação do Leão podem ser observadas mesmo nas cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa e com um pouco de atenção o desenho do Leão se fará presente no céu. Logicamente, para quem estiver fora das grandes cidades, ou seja, em locais sem a influência das luzes, a constelação se mostrará mais nítida. As estrelas Regulus, Denebola, Zosma e Algieba são as estrelas que podem ser facilmente contempladas e marcam parte do desenho do Leão. É interessante saber os nomes das principais estrelas que compõe essa constelação, onde Regulus significa "pequeno rei", Denebola a "cauda do leão", Algieba "do sul" e Zosma significa "quadril".

 

Durante esse mês, o Leão se fará presente no horizonte leste, à partir das 23 horas. Com o avançar das horas essa bela constelação ganha altura no céu. Sua máxima altura ocorrerá por volta das 3h30min. O Leão continuará sua trajetória pelo céu, se dirigindo para o horizonte noroeste. Quando os primeiros raios solares surgiram, as estrelas que compõem a constelação do Leão serão ofuscadas antes que ocorra o seu ocaso.

 

ESPECIAL - Na madrugada de 15 de janeiro a estrela Regulus que pertence a constelação do Leão será ocultada pela Lua. A imersão ocorrerá à 00h03min e a emersão à 01h04min. Será um belíssimo espetáculo no céu, digno de ser observado, mesmo nas cidades com poluição luminosa. Leia o comentário 7.7 sobre Ocultações de estrelas pela Lua e assista o vídeo 13 para saber como localizar a constelação do Leão no céu e obter mais informações sobre essa rara ocultação.

 

 

 

Vídeo 13. Como observar a constelação do Leão, em janeiro de 2017.

 

 

Aproveite para obter várias fotos. Não tenha receio de capturar sua câmera digital, ou até seu celular que contenha uma câmera para tentar obter algumas fotos. Mas lembre-se que o tripé sempre é uma excelente pedida. Se você obter algumas fotos envie para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

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15- Constelação do Escorpião

 

 

 

Sem dúvida, para quem está começando na Astronomia Observacional essa é uma das constelações mais fácil de ser encontrada no céu.

 

A constelação do Escorpião poderá ser contemplada com facilidade, mesmo para os observadores que residem nas cidades que sofrem com a poluição luminosa. A foto abaixo foi obtida com auxílio de uma simples câmera digital, numa cidade com baixa poluição luminosa. Podemos observar na primeira foto a constelação do Escorpião, enquanto que, na foto montagem temos o desenho imaginário do Escorpião com seus principais objetos celestes.

 

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto: A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto montagem. A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Perceba nas fotos acima obtidas com uma simples câmera digital 4.1 mega pixel, duas manchas bem claras chamadas de M6 e M7. Tratam-se de dois aglomerados abertos de estrelas que distam 2.000 e 1.000 anos luz, respectivamente. O aglomerado aberto M6, popularmente chamado de Aglomerado da Borboleta tem magnitude aparente de 4.5, enquanto que o aglomerado aberto M7, popularmente chamado de Aglomerado de Ptolomeu possui magnitude de 3.5. Isso significa que o aglomerado M7 pode ser localizado mais facilmente, por causa seu brilho aparente, que é mais forte se comparado com o aglomerado M6. Lembrando que a magnitude aparente de um astro é o valor dado para seu brilho aparente, numa razão inversamente proporcional. Isso explica afirmação referente a M7 possuir um brilho aparente maior que M6. Nas cidades onde o índice de poluição luminosa é muito fraca é possível observar esses dois aglomerados mesmo a olho nu, onde M7 é mais fácil de ser localizado.

 

A constelação do Escorpião representa a constelação do inverno para o hemisfério sul. Por essa razão, logo no início de janeiro, somente após às 4 horas (aproximadamente), a observação do Escorpião poderá ser realizada próxima do horizonte leste e sudeste. Em meados de janeiro será possível observar o Escorpião próximo do horizonte leste e sudeste, por volta das 3 horas. Já, no final desse mês a bela constelação do Escorpião poderá ser contemplada pouco acima do horizonte leste e sudeste por volta das 2 horas.

 

Em especial, na madrugada de 23 de janeiro, poderemos contemplar a Lua próxima da estrela mais brilhante dessa constelação: Antares. Para essa noite a Lua estará com 20% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea da Lua. Assista o vídeo 14 para saber como localizar e observar a constelação do Escorpião e seus principais objetos celestes no céu da sua cidade.

 

 

 

Vídeo 14. Como observar a constelação do Escorpião, em janeiro de 2017.

 

 

Aproveite para obter várias fotos. Não tenha receio de capturar sua câmera digital, ou até seu celular que contenha uma câmera para tentar obter algumas fotos. Mas lembre-se que o tripé sempre é uma excelente pedida. Se você obter algumas fotos envie para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

 

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16- Satélites artificiais

 

 

 

Diversos satélites artificiais podem ser observados a olho nu passando pelo céu. Na maioria das vezes esses satélites podem ser contemplados durante o anoitecer ou amanhecer. Entre eles estão os Iridiums, o Telescópio Espacial Hubble (HST), a Estação Espacial Internacional (ISS), Genesis-1 e 2, entre tantos outros. Para observá-los não é necessário telescópio ou binóculo. Basta saber o dia, horário e local certo para observar um ponto prateado cruzando o céu.

 

Para quem deseja obter informações mais detalhadas sobre a passagem da ISS e outros satélites artificiais recomendamos o site Heavens-above. Após o acesso no site o observador deve apenas preencher o nome da sua cidade no campo específico e apertar ENTER. Clique sobre sua cidade relacionada com seu estado e boas observações. Caso você tenha dificuldades ou deseja aprender mais sobre observações de satélites artificiais a olho nu acesse a palestra/oficina de Marcos Calil.

 

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17- Softwares Astronômicos

 

 

 

Alguns softwares podem auxiliar o observador quanto o reconhecimento dos objetos celestes no céu. Esses softwares podem apresentar mais ou menos recursos que vão desde os nomes das estrelas até a conexão com telescópio direcionando esse equipamento para o objeto que é mostrado na tela do computador. Além disso, alguns chegam a custar US$ 600,00 e outros são gratuítos e não perdem em nada comparado com os softwares pagos. Relaciono abaixo alguns softwares simuladores do céu:

 

 

Stellarium - Sem dúvida, entre todos os softwares gratuítos a melhor opção é o freeware Stellarium que pode ser instalado no seu computador sem a necessidade de ficar conectado na internet. Como esse software é opensource, ou seja, código aberto onde os usuários podem programar coisas novas, sempre existem novas versões. Porém, para o usuário que não domina a linguagem de máquina o indicado é ter sempre uma versão anterior em relação a última que foi lançada. Isso evite os famosos bugs no software, uma vez que alguns usuários se dedicam somente para arrumar os problemas das últimas versões.

 

 

Sky View Cafe - Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu e os horários exatos do nascer e ocaso dos planetas para sua cidade. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. É necessário ter uma conexão em alta velocidade.

 

 

Neave Planetarium - Outro site que apresenta uma carta celeste no seu computador, necessitando que você esteja conectado com uma internet em alta velocidade. Para todos os softwares de simulação do céu, atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário.

 

 

Planisfério - Caso seja complicado levar um notebook a campo, "baixar" o software Stellarium ou se conectar na internet em banda larga a opção mais simples, barata e funcional é usar um planisfério. A única desvantagem é que esse "equipamento" não representa os planetas, uma vez que esses objetos celestes não são "fixos" no céu como as estrelas (sabemos que as estrelas possuem movimento próprio, mas para o uso de um planisfério didático isso não importa). Você pode optar em construir e levar um planisfério de papel a campo e realizar suas observações com tranquilidade. O planisfério é uma espécie de carta celeste que mostra as constelações numa folha de papel de acordo com sua latitude sendo válida para todos os anos de sua vida. Como o planisfério depende da localização do observador (mais especificamente da latitude), recomendo que você monte o seu. A professora Maria de Fátima Saraiva junto com seus orientandos ensina como montar e usar um planisfério para as latitudes de 10, 20 e 30 graus que respondem bem para diferentes estados do Brasil.

 

 

Para saber mais sobre softwares de Astronomia que auxiliam no reconhecimento do céu assista os vídeos gravados e roterizados por Marcos Calil.

O primeiro vídeo possui 5min47s e o segundo vídeo possui 7min44s de duração.

 

 

 

 

Vídeo. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 1 de 2.

 

 

 

 

 

Vídeo. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 2 de 2.

 

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18- Carta Celeste Online

 

 

 

Disponibilizamos duas cartas celeste on line.

 

Crédito: Fourmilab.ch - insira os parâmetros desejados e clique em Update:

 

Data e Horário
Tempo Universal:
Local de Observação
Opção de Exibições

         Limites
Estrelas:
        Mostrar estrelas com magnitude de até
         Nomes para magnitude
         Bayer/Flamsteed códigos para magnitude
Inverter Norte e Sul
Tamanho da imagem: pixels    Imagem dinâmica
Tamanho da fonte:
Esquema de cores:

Asteróides e

passagens de cometas


Insira elementos orbitais:

 

 

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19- Qual telescópio comprar?

 

 

 

Por diversas vezes os amantes da Astronomia Observacional se questionam qual o melhor telescópio ou binóculo comprar. Não é uma decisão fácil, pois existem muitas variantes que determinam um bom telescópio ou binóculo, além das opções existentes no mercado. Sem falar das diferenças enormes de preços. Por essa razão, a meteorologista Josélia Pegorin, da Climatempo, entrevistou Marcos Calil para saber qual o melhor telescópio ou binóculo deve ser comprado. Assista as entrevistas:

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você escolher o melhor binóculo para observações astronômicas.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor binóculo comprar?

 

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você comprar seu primeiro telescópio sem ser enganado.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor telescópio comprar?

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você escolher um bom tripé para seu telescópio.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor tripé para telescópio?

 

 

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Bons céus para todos nós...

Marcos Calil


 

Interações com Marcos Calil

 

 

 

Você pode interagir conosco através do:

 

Site: www.climatempo.com.br > ASTRONOMIA (Shortlink: http://bit.ly/dW16UU)

 

Twitter: http://twitter.com/marcoscalil

 

Além de assistir nossos programas Momento Astronômico e Observatório no nosso site http://www.momentoastronomico.com.br/programas/programas.html

(Shortlink: http://bit.ly/hc0O8P)

 

Conteúdo e ilustrações: Marcos Calil

 


 

Fontes

 

 

 

METEOROS

 

Meteor Data Center (UAI) - http://www.astro.amu.edu.pl/~jopek/MDC2007/Roje/roje_lista.php?corobic_roje=0&sort_roje=0

Pela ordem de classificação: http://fireballs.ndc.nasa.gov/cmor-radiants/iau-mdc/

 

International Meteor Organization (IMO) - http://www.imo.net/files/data/calendar/cal2015.pdf

 

Alpo Meteor Shower List - http://www.tvcomm.co.uk/radio/metshwr.html

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Meteors/

 

The American Meteor Society - http://www.amsmeteors.org/meteor-showers

 

Meteoroid Environment Office - http://www.nasa.gov/offices/meo/home/#.VD_pLmddUW4

 

Univerzita Komenského V Bratislave - http://www.daa.fmph.uniba.sk/files/Matlovic_2013.pdf

 

Brazilian Meteor Observation Network (BRAMON) - https://www.facebook.com/bramonbr/

 

United Kingdom Meteor Observation Network (UKMON) - http://www.ukmeteorwatch.co.uk/archive/stats

 

METBlog - http://www.bootesvoid.com/list-of-meteor-showers

 

Meteor Showers On Line - http://meteorshowersonline.com/calendar.html (dados não atualizados, desde 07/03/2007)

 

 

 

COMETAS

 

Seiichi Yoshida´s Home Page - http://www.aerith.net/index.html

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Comets/

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://rea-brasil.org/cometas/

 

 

OCULTAÇÕES

 

International Occultation Timing Association (IOTA) - http://iota.jhuapl.edu/

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://rea-brasil.org/ocultacoes/

 

 

ECLIPSES

 

Eclipse Web Site (NASA) - http://eclipse.gsfc.nasa.gov/eclipse.html

 

 

ANUÁRIOS

 

Anuário do Observatório Nacional (ON) - http://www.on.br/coaa/conteudo/pdf/SecaoA_17A%20a%2026A_2016.pdf

 

Anuário Interativo do Obeservatório Nacional (ON) - http://euler.on.br/ephemeris/index.php

 

 

 

EFEMÉRIDES

 

Institut de mécanique céleste et de calcul des éphémérides (IMCCE) - http://www.imcce.fr/en/ephemerides/

 

Solar System Dynamics (NASA) - http://ssd.jpl.nasa.gov/?ephemerides

 

U.S. Naval Observatory - Astronomical Applications Department - http://www.usno.navy.mil/astronomy

 

IN-The-Sky.org - http://in-the-sky.org/newscal.php?

 

 

APOIO PARA MONITORAMENTO

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://www.rea-brasil.org/

 

 

EXTRA HEMISFÉRIO SUL

 

Royal Astronomical Society of New Zealand - http://www.rasnz.org.nz/SolarSys

 

 

APOIO GERAL (Aos mestres com carinho!!!)

 

Ronaldo Rogério de Freitas Mourão - Anuário de Astronomia e Astronáutica

 

Uranometria Nova - Irineu G. Varella & Priscila D. C. F. de Oliveira - http://www.uranometrianova.pro.br/

 

 

OBSERVATÓRIOS COM TRANSMISSÕES ONLINE DE FENÔMENOS ASTRONÔMICOS

 

Slooh - http://events.slooh.com/ (Telescópios na Austrália, Ilhas Canárias e Chile)

 

The Virtual Telescope Project 2.0 - http://www.virtualtelescope.eu/webtv/ (Itália - Bellatrix Astronomical Observatory)

 

Marcos Calil - https://www.youtube.com/marcoscalil (São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil)

 

Ciência e Astronomia - https://www.youtube.com/user/cienciaeastronomia (Sistema colaborativo com telescópios no Brasil)

 

NASA Marshall Space Flight Center (MSFC) - http://www.ustream.tv/channel/nasa-msfc (Huntsville, Alabama, Estados Unidos)

 

Coca-Cola Space Science Center - http://www.ccssc.org/rtmn/default.aspx (Columbus, Georgia, Estados Unidos)

 

 


Softwares

 

 

 

2000 Space.com Canada Inc - Observatório Astronômico Atlas Estelar (Starry Night)

 

D. Herald - OCCULT Predictions v. 3.6.0

 

Ephemeris 2.0 - Jonathan Sachs

 

Stellarium - versão 0.11.4

 

Stephen Michael Schimpf - CyberSky 4.0

 

Skymap Pro

 

Cartas du Ciel

 

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Agradecimentos

 

 

Para minha filha Isabel que nasceu, em 27 de janeiro de 2015!!! A melhor efemérides que me ocorreu na vida!

 

Fernanda Calipo Calil, minha amada esposa que mesmo na correria entre Itália, Brasil e Estados Unidos sempre me apoio para que essa edição fosse publicada.

 

 

 

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