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EFEMÉRIDES ASTRONÔMICAS - MARÇO 2017

 

EDIÇÃO NÚMERO 121 - Ano 10

 

Seu guia de observação do céu noturno a olho nu para a sua cidade (Brasil)

 

 

 

 

 

Mercúrio

 

Vênus

 

Marte

 

Júpiter

 

Saturno

 

Luz Cinérea

 

Ocultações

 

Chuvas de meteoros

 

Constelação do Touro

 

Constelação do Órion

 

Aglomerado estelar M35

 

Aglomerado estelar M44

 

Constelação do Leão

 

Constelação do Escorpião

 

Constelação do Sagitário

 

Luz Zodiacal

 

Satélites Artificiais

 

Softwares Astronômicos

 

Carta Celeste Online

 

Qual telescópio comprar?

 

Contatos

 

Fontes

 

 

 

 

 

COORDENADAS ALTAZIMUTAIS

 

Aprenda a localizar os objetos celestes utilizando as coordenadas altazimutais.

 

 

 

 

 


 

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Acerte seu relógio

 

Horário de acordo com a hora legal brasileira, fornecida pelo Observatório Nacional.

 

Horário de acordo com o horário de verão brasileiro.

 

As informações contidas nesse site NÃO consideram o horário de verão.

 

Para os demais fusos no Brasil, acesse o site http://pcdsh01.on.br/

 

É importante ajustar seu relógio para otimizar suas observações.

 

 

 

Adquira já seu livro Uma Aventura no Espaço de Marcos Calil e Iara Jardim

 

Adquira já o livro de Iara Jardim e Marcos Calil, direto com o autor

 


 

Céu Noturno - Uma introdução para crianças. A história das estrelas, dos planetas e das cosntelações e informações sobre como localizá-los no céu

 

Adquira o livro de Michael Driscoll com consultoria de Marcos Calil

 


 

Currículo Lattes

Marcos Calil

 


 

 

Informações Diárias - Brasil

 

 

 

Dia

Evento - Horário de Brasília (UTC –3h)

01/03 a 31/03

Luz Zodiacal - Comentário 17.

27/02 a 04/03

Observe a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

01- Quarta feira

Após ~19:30 - observe a Lua próxima de Marte (magnitude 1.3) - Comentário 3.
Após ~20:00 - Lua próxima de Urano (magnitude 5.7). A observação a olho nu de Urano é muito difícil de ser realizada.

02- Quinta feira

--

03/03 a 09/03

Após ~22:30 observe o máximo da chuva de meteoros pi Virginids - Comentário 8.

03- Sexta feira

04:32 - Lua no perigeu. Menor distância do centro da Terra com centro da Lua com 369062 km.
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela xi Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.7).
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela omicron Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.6).
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar das Plêiades (magnitude 1.4) - Comentário 10.

04- Sábado

19:01 (hora São Paulo) - observe com telescópio a ocultação da estrela 63 Tauri pela Lua - Comentário 7.
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela delta1 Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.7).
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela theta1 Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.8).
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela theta2 Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.3).
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela gamma Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.6).
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela epsilon Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.5).
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela Aldebaran da constelação do Touro (magnitude 0.8) - Comentário 10.
Após ~20:00 é possível observar a Lua no aglomerado estelar das Híades (magnitude 0.5) - Comentário 10.

05- Domingo

08:32 - Lua na fase do Quarto Crescente, com 50% do seu disco iluminado.
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela zeta Tauri da constelação do Touro (magnitude 2.9).

06- Segunda feira

Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela Tejat Posterior da constelação de Gêmeos (magnitude 2.8).
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela Tejat Prior da constelação de Gêmeos (magnitude 3.2).
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela Alhena da constelação de Gêmeos (magnitude 1.9).
Após ~20:00 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M35 (magnitude 5.5) - Comentário 12.

07- Terça feira

Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela lambda Geminorum da constelação de Gêmeos (magnitude 3.5).
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela Wasat da constelação de Gêmeos (magnitude 3.5).
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela Mekbuda da constelação de Gêmeos (magnitude 4.0).

08- Quarta feira

Após ~20:00 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M44 (magnitude 4.0) - Comentário 13.

09- Quinta feira

--

10- Sexta feira

Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela Regulus da constelação do Leão (magnitude 1.3) - Comentário 14.
Após ~21:00 observe o máximo da chuva de meteoros Northern alpha Leonids (NAL) - Comentário 8.

11- Sábado

Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela sigma Leonis da constelação do Leão (magnitude 4.0).

12- Domingo

11:54 - Lua na fase Cheia, com 100% do seu disco iluminado.
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela Zavijava da constelação da Virgem (magnitude 3.5).

13- Segunda feira

Após ~20:30 observe a Lua próxima da estrela Porrima da constelação da Virgem (magnitude 2.7).
Após ~20:30 observe a Lua próxima da estrela Auva da constelação da Virgem (magnitude 3.3).

14- Terça feira

Após ~00:01 observe o máximo da chuva de meteoros gamma Normids (GNO) - Comentário 8.
Após ~21:00 observe a Lua próxima de Júpiter (magnitude -2.4) - Comentário 4.
Após ~21:00 observe a Lua próxima da estrela Heze da constelação da Virgem (magnitude 3.3).
Após ~21:00 observe a Lua próxima da estrela Spica da constelação da Virgem (magnitude 0.9).
Após ~22:00 observe o máximo da chuva de meteoros Northern March Virginids (NVI) - Comentário 8.

15- Quarta feira

00:23 (hora São Paulo) - observe com telescópio a ocultação da estrela 80 Virginis pela Lua - Comentário 7.
Após ~22:00 observe a Lua próxima da estrela Syrma da constelação da Virgem (magnitude 4.0).

16- Quinta feira

Após ~22:30 observe a Lua próxima da estrela Zubeneschamali da constelação da Balança (magnitude 2.6).

17- Sexta feira

Após ~23:00 observe a Lua próxima da estrela gamma Librae da constelação da Balança (magnitude 3.9).

18- Sábado

14:35 - Lua no apogeu. Maior distância do centro da Terra com centro da Lua com 404650 km.
Após ~19:30 observe o máximo da chuva de meteoros delta Mensids (DME) - Comentário 8.
Após ~22:00 observe o máximo da chuva de meteoros eta Virginids (EVI) - Comentário 8.
Após ~23:59 observe a Lua próxima da estrela Antares da constelação do Escorpião (magnitude 1.0) - Comentário 15.

19- Domingo

Após ~00:01 observe a Lua próxima da estrela Antares da constelação do Escorpião (magnitude 1.0) - Comentário 15.
Após ~19:30 observe o máximo da chuva de meteoros beta Leonids - Comentário 8.

20- Segunda feira

Após ~00:30 observe a Lua próxima da estrela xi Serpentis da constelação da Serpente (magnitude 3.5).
Após ~00:30 observe a Lua próxima de Saturno (magnitude 0.4) - Comentário 5.
Após ~00:30 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M23 da constelação de Sagitário (magnitude 6.0) - Comentário 16.
07:28 - Equinócio de Outono para o hemisfério sul e equinócio da primavera para o hemisfério norte - Comentário 14.
12:58 - Lua na fase do Quarto Minguante, com 50% do seu disco iluminado.
Após ~22:00 observe o máximo da chuva de meteoros theta Virginids (TVI) - Comentário 8.

21 a 26

Observe a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

21- Terça feira

01:11 (hora São Paulo) - observe com telescópio a ocultação da estrela HIP 90687 pela Lua - Comentário 7.
Após ~01:30 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M25 da constelação de Sagitário (magnitude 4.9) - Comentário 16.
Após ~01:30 observe a Lua próxima da estrela mu Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.8).

22- Quarta feira

01:20 (hora São Paulo) - observe com telescópio a ocultação da estrela 45 Sagittarii pela Lua - Comentário 7.
Após ~02:00 observe a Lua próxima da estrela rho1 Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.9).
Após ~02:00 observe a Lua próxima da estrela Albaldah da constelação de Sagitário (magnitude 2.8).
Após ~22:00 observe o máximo da chuva de meteoros Southern March Virginids (SVI) - Comentário 8.

23- Quinta feira

Após ~03:00 observe a Lua próxima da estrela Dabih da constelação de Capricórnio (magnitude 3.0).
Após ~03:00 observe a Lua próxima da estrela Al Giedi da constelação de Capricórnio (magnitude 3.5).

24- Sexta feira

Após ~04:00 observe a Lua próxima da estrela theta Capricorni da constelação de Capricórnio (magnitude 4.0).

25- Sábado

--

26- Domingo

Após ~05:00 observe, com dificuldade e com telescópio, a Lua próxima de Netuno (magnitude 7.9).
Após ~05:00 observe a Lua próxima da estrela lambda Aquarii da constelação do Aquário (magnitude 3.7).

27- Segunda feira

Após ~01:00 observe o máximo da chuva de meteoros tau Draconids - Comentário 8.
23:57 - Lua na fase Nova, com 0% do seu disco iluminado.

28- Terça feira

Após ~18:30 observe, com dificuldade, a Lua próxima de Mercúrio - Comentário 1.

29/03 a 02/04

Observe a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

29/03 a 31/03

Após ~01:00 observe o máximo da chuva de meteoros eta Draconids - Comentário 8.

29- Quarta feira

Após ~01:30 observe o máximo da chuva de meteoros delta Pavonids (DPA) - Comentário 8.

30- Quinta feira

09:31 - Observe a Lua no perigeu. Menor distância do centro da Terra com centro da Lua com 363854 km.
Após ~19:00 - observe a Lua próxima de Marte (magnitude 1.4) - Comentário 3.
Após ~19:00 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar das Plêiades (magnitude 1.4) - Comentário 10.
19:05 (hora São Paulo) - observe com telescópio a ocultação da estrela HIP 14439 pela Lua - Comentário 7.

31- Sexta feira

Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela gamma Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.6).
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela lambda Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.4).
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela delta1 Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.7).
Após ~19:30 é possível observar a Lua no aglomerado estelar das Híades (magnitude 0.5) - Comentário 10.
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela Aldebaran da constelação do Touro (magnitude 0.8) - Comentário 10.

01/04- Sábado

07:17 - Mercúrio em máxima elongação a leste, com 18º 59’ - Comentário 1.

 

 

NOTAS:

 

As aproximações da Lua com as estrelas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para estrela de magnitude inferior a 4.0;
2- distância entre Lua e estrela com separação angular máxima de 5 graus;
3- a estrela mais brilhante da constelação (alpha) ou aglomerados e nebulosas observáveis a olho nu, quando próximos da Lua, não consideram o item 2;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

As aproximações da Lua com planetas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para os planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno;
2- observação realizada com telescópio para os planetas Urano e Netuno;
3- máxima aproximação entre Lua e planeta quando visível no céu noturno;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

Vale lembrar que:

 

A magnitude utilizada é a visual, ou seja, o brilho aparente do objeto celeste. É necessário saber que quanto maior for o número apresentado, menor será o brilho do objeto celeste.

 

O limite de observação a olho nu em condições ideais de observação, ou seja, numa noite sem a interferência da Lua, com baixa umidade relativa do ar e sem a interferência da poluição luminosa é 6.0 de magnitude (aproximada). Abaixo desse número, o objeto celeste pode ser observado a olho nu, porém acima desse número, somente mesmo com uso de telescópio ou binóculo. Porém, objetos acima de 8.0 são difíceis de serem observados, mesmo com uso de telescópio.

 

TOPO

 

 

 

Fases da Lua

 

 

 

O horário determinado foi calculado para às 12 horas (meio-dia do Tempo Legal do Distrito Federal - TDF), desconsiderando o horário de verão.

 

A parte branca da ilustração da Lua representa a parte iluminada pelo Sol e a porcentagem descrita indica a fração do disco lunar iluminado pelo Sol com erro de até + ou - 2% para para todo Brasil.

 

 

Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

Figura 1. Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

LUA AGORA

 

 

Aspecto atual do disco lunar no hemisfério sul.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TOPO

 

 

1- Como observar Mercúrio

 

 

 

Durante esse mês saiba porque o planeta Mercúrio será difícil de ser observado com ou sem telescópio.

 

 

Vídeo 1. Como observar Mercúrio, em março de 2017.

 

 

Aproveite para obter belas fotos de Mercúrio. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

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2- Como observar Vênus

 

 

 

Durante esse mês saiba como observar a olho nu o planeta Vênus e, com um simples telescópio, a bela fase que ele se encontra.

 

 

Vídeo 2. Como observar Vênus, em março de 2017.

 

 

Aproveite para obter belas fotos de Vênus. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

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3- Como observar Marte

 

 

 

Saiba como observar o planeta Marte a olho nu e as aproximações desse belo planeta com a Lua durante esse mês.

 

 

Vídeo 3. Como observar Marte, em março de 2017.

 

Aproveite para obter belas fotos de Marte. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

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4- Como observar Júpiter

 

 

 

Durante esse mês saiba como observar a olho nu o planeta Júpiter e a aproximação desse planeta com Lua.

 

 

Vídeo 4. Como observar Júpiter, em março de 2017.

 

 

Saiba também como observar as luas Galileanas de Júpiter através de um simples telescópio.

 

 

Vídeo 5. Como observar as luas galileanas de Júpiter, em março de 2017.

 

 

Aproveite para obter belas fotos de Júpiter. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

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5- Como observar Saturno

 

 

 

Durante esse mês saiba como observar a olho nu o planeta Saturno no céu da sua cidade, a aproximação da Lua e, com uso de um simples telescópio, como observar os anéis desse belo planeta.

 

 

Vídeo 6. Como observar Saturno, em março de 2017.

 

Aproveite para obter belas fotos de Saturno. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

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6- Luz Cinérea da Lua

 

 

 

A Luz Cinérea da Lua pode ser observada em dois momentos:

 

Caso 1- até no máximo um dia depois da Lua Quarto Minguante até um ou dois dias antes da Nova.

 

Caso 2- entre um a três dias (aproximadamente) depois da Lua Nova até no máximo poucas horas antes do Quarto Crescente.

 

 

Para entender o fenômeno, basta sabermos que a luz do Sol que incide sobre a Terra é refletida para Lua, iluminando sua parte escura. Dessa forma, o que podemos observar é algo parecido com a foto ao lado.

 

Por causa da configuração Sol-Terra-Lua, no primeiro caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez mais acentuada, enquanto no segundo caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez menos acentuada e, portanto, menos visível.

 

 

Para esse mês, os momentos de observação irão ocorrer entre: 27 de fevereiro e 4 de março; 21 e 26 de março e; 29 de março e 02 de abril. De acordo com os casos 1 e 2, as melhores possibilidades de observações irão ocorrer entre: 28 de fevereiro e 03 de março; 21 e 25 de março e; 30 de março e 02 de abril.

 

Para o anoitecer de 27 de fevereiro a 4 de março e 29 de março e 02 de abril, a Lua irá se pôr poucos instantes depois do pôr do Sol no horizonte oeste. Para o amanhecer de 21 e 26 de março, a Lua irá nascer poucos instantes antes do nascer do Sol no horizonte leste.

 

Acesse o site da Climatempo para saber os horários do nascer e do ocaso do Sol para sua cidade e assim se programar melhor para poder contemplar e fotografar a luz cinérea da Lua.

 

Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

Foto. Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

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7- Ocultação de estrela pela Lua

 

 

 

Ocultação é o fenômeno que ocorre quando um astro de diâmetro aparente maior passa à frente de outro astro com diâmetro aparente menor.

 

Durante o mês ocorrerão diversas ocultações de estrelas pela Lua, porém visíveis a olho nu, são poucas as ocultações que podem ser facilmente observadas. Vale lembrar que o olho humano consegue observar no máximo magnitudes inferiores a 6.0 e o quanto o disco iluminado da Lua irá refletir a luz solar são fatores importantes que devem ser considerados para conseguir ou não observar o fenômeno. No caso do uso de telescópios, lunetas ou binóculos, quando a Lua estiver próxima da fase cheia, será necessário utilizar filtros para bloquear o excesso de luz lunar.

 

A ocultação máxima de uma estrela chega a 70 minutos, quando a imersão e emersão se verificam em pontos diametralmente opostos da Lua. Uma ocultação de planeta pela Lua é algo mais raro de ocorrer durante o ano.

 

Sabendo desses fatores, podemos observar na tabela 2 a magnitude de cada estrela, a quantidade que o disco da Lua estará iluminado no momento da ocultação e o horário aproximado da ocultação.

Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

Foto. Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

 

 

DATA
ESTRELA/PLANETA
MAGNITUDE
CONSTELAÇÃO
ILUMINAÇÃO DO DISCO LUNAR*
HORÁRIO IMERSÃO**
HORÁRIO EMERSÃO**
COMENTÁRIOS

04/03

63 Tauri
(650mcA1)

5.6

Touro

+43%
19:01
20:12
7.1

15/03

80 Virginis
(1950 G6)

5.7

Virgem

-93%
00:23
01:19
7.2

21/03

HIP 90687
(2680 cK0)

5.6

Sagitário

-44%
01:11
02:14
7.3

22/03

45 Sagittarii
(2828 cK0)

5.8

Sagitário

-34%
01:20
02:16
7.4

30/03

HIP 14439
(454 K3)

5.6

Carneiro

+10%
19:05
19:44
7.5

 

 

Tabela 2. Ocultação visível durante a noite de estrelas e/ou planetas.

 

Legenda da tabela:

 

*O sinal de menos na columa "Iluminação do disco lunar" indica que a Lua está na fase decrescente e o sinal de mais na sua fase crescente.

 

** De forma muito simplificada, imersão é a entrada da estrela atrás da Lua e emersão é sua saída. Os horários calculados de imersão e emersão são para observadores localizados na cidade de São Paulo durante o início (imersão) e fim (emersão) do evento de acordo com o horário de Brasília, desconsiderando o horário de verão. Para observadores localizados fora dessa latitude e longitude de São Paulo, o início do fenômeno poderá ocorrer até 1 hora antes ou depois e seu término até uma hora antes ou depois do horário descrito dependendo da sua localização. Também deverá ser considerado o fuso horário do local de acordo com o horário de Brasília.

 

 

Legenda do mapa:

 

- Região vermelha à esquerda - ocultação que ocorre próximo anoitecer;


- Região vermelha à direita - ocultação que ocorre próximo amanhcer;

 

- Região azul à esquerda - ocultação que ocorre próximo do horizonte leste, instantes próximo do nascer da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Região azul à direita - ocultação que ocorre próximo do horizonte oeste, instantes próximo do pôr da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Faixa branca - local que é possível realizar a observação da ocultação. Deve-se saber que quanto mais próximo da linha branca o observador se localiza, mais à “borda” da Lua a estrela será ocultada.

 

 

7.1- 63 Tauri (650 cA1)

 

No anoitecer de 4 de março a estrela 63 Tauri, pertencente a constelação do Touro será ocultada pela Lua. O momento da imersão não poderá ser observado, pois os raios solares irão ofuscar o brilho dessa estrela. Porém, às 20h12min poderemos apreciar a emersão, ou seja, o momento que a estrela surge pela parte iluminada da Lua. Vale lembrar que o horário da emersão se modifica para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, o fenômeno da emersão poderá ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois do horário estipulado para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Apesar da Lua apresentar apenas 43% do seu disco iluminado, infelizmente como a estrela 63 Tauri possui magnitude 5.6, essa ocultação não será possível de ser realizada a olho nu. Isso, independente se o observador estiver numa cidade com ou sem poluição luminosa. Para realizar a contemplação dessa ocultação será necessário o uso de um telescópio ou binóculo apoiado num tripé.

 

De acordo com a figura 2, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicadas no mapa. Para os observadores no Brasil localizados fora dessa faixa será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua. Para os observadores localizados entre as linhas vermelhas, a observação da imersão ocorrerá durante o anoitecer e, dependendo da região do observador, vale tentar contemplar a imersão que irá ocorrer por volta das 19 horas. Mas, se caso esse observador tentar contemplar essa imersão, vale iniciar as observações cerca de 30 minutos antes.

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 2. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.2- 80 Virginis (1950 G6)

 

Na madrugada de 15 de março a estrela 80 Virginis, pertencente a constelação da Virgem será ocultada pela Lua. O momento da imersão irá ocorrer à 00h23min na parte iluminada da Lua. O seu reaparecimento (emersão) ocorrerá à 01h19min na parte não iluminada da Lua. Vale lembrar que os horários da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, os fenômenos da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois dos horários estipulados para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes dos horários apresentados.

 

Essa ocultação não será possível de ser observada a olho nu para quem estiver localizado numa cidade com ou sem poluição luminosa. Como a estrela 80 Virginis possui magnitude 5.7 e a Lua estará com 93% do seu disco iluminado, o fraco brilho dessa estrela será ofuscado pela Lua. Assim, será necessário o uso de um telescópio apoiado num tripé para contemplar essa ocultação com uso de um filtro lunar ou um furo numa tampa na parte frontal do telescópio.

 

De acordo com a figura 3, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicadas no mapa. Para os observadores no Brasil localizados fora dessa faixa será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 3. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.3- HIP 90687 (2680 cK0)

 

Na madrugada de 21 de março a estrela HIP 90687, pertencente a constelação do Sagitário será ocultada pela Lua. O momento da imersão irá ocorrer à 01h11min na parte iluminada da Lua. O seu reaparecimento (emersão) ocorrerá às 02h14min na parte não iluminada da Lua. Vale lembrar que os horários da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, os fenômenos da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois dos horários estipulados para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes dos horários apresentados.

 

Essa ocultação não será possível de ser observada a olho nu para quem estiver localizado numa cidade com ou sem poluição luminosa. Como a estrela HIP 90687 possui magnitude 5.6 e a Lua estará com 44% do seu disco iluminado, o fraco brilho dessa estrela será ofuscado pela Lua. Assim, será necessário o uso de um telescópio apoiado num tripé para contemplar essa ocultação. O diferencial dessa ocultação será a aproximação da Lua com o aglomerado estelar M25 que possui magnitude 4.9. Como a Lua estará próximo desse aglomerado estelar, para quem possuir um telescópio ou binóculo, além da ocultação, também poderá contemplar essa aproximação da Lua com M25. Para quem não possui telescópio e estiver afastado da poluição luminosa, a observação a olho nu de M25 poderá ser realiazada nas outras noites que a Lua não ofusca o brilho das estrelas que compõe M25. Não deixe de ler as informações e assistir o vídeo sobre a constelação do Sagitário para otimizar as suas observações. No vídeo sobre a constelação do Sagitário é explicado como observar essa ocultação de estrela.

 

De acordo com a figura 4, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicadas no mapa. Para os observadores no Brasil localizados fora dessa faixa será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua. Para os observadores localizados dentro da elipse azul, a ocultação ocorrerá quando a Lua estiver nascendo no horizonte leste. Por essa razão, para esses observadores será necessário ter um horizonte leste livre da interferência da poluição luminosa, mesmo com uso de telescópio ou binóculo, além de um horizonte sem a presença de prédios, árvores, montanhas ou qualquer outro objeto que atrapalhe a contemplação desse fenômeno.

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 4. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.4- 45 Sagittarii (2680 cK0)

 

Na madrugada de 22 de março a estrela 45 Sagittarii, também conhecida como rho Sagittarii, pertencente a constelação do Sagitário será ocultada pela Lua. O momento da imersão irá ocorrer à 01h20min na parte iluminada da Lua. O seu reaparecimento (emersão) ocorrerá às 02h16min na parte não iluminada da Lua. Vale lembrar que os horários da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, os fenômenos da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois dos horários estipulados para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes dos horários apresentados.

 

Apesar da Lua apresentar apenas 34% do seu disco iluminado, infelizmente como a estrela 45 Sagittarii possui magnitude 5.8, essa ocultação não será possível de ser realizada a olho nu. Isso, independente se o observador estiver numa cidade com ou sem poluição luminosa. Para realizar a contemplação dessa ocultação será necessário o uso de um telescópio ou binóculo apoiado num tripé. Não deixe de ler as informações e assistir o vídeo sobre a constelação do Sagitário para otimizar as suas observações.

 

De acordo com a figura 5, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicadas no mapa. Para os observadores no Brasil localizados fora dessa faixa será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua. Para os observadores localizados dentro da elipse azul, a ocultação ocorrerá quando a Lua estiver nascendo no horizonte leste. Por essa razão, para esses observadores será necessário ter um horizonte leste livre da interferência da poluição luminosa, mesmo com uso de telescópio ou binóculo, além de um horizonte sem a presença de prédios, árvores, montanhas ou qualquer outro objeto que atrapalhe a contemplação desse fenômeno.

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 5. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.5- HIP 14439 (454 K3)

 

No anoitecer de 30 de março a estrela HIP 14439, pertencente a constelação do Carneiro será ocultada pela Lua. O momento da imersão irá ocorrer às 19h05min na parte não iluminada da Lua. O seu reaparecimento (emersão) ocorrerá às 19h44min na parte não iluminada da Lua. Vale lembrar que os horários da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, os fenômenos da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois dos horários estipulados para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes dos horários apresentados.

 

Apesar da Lua apresentar apenas 10% do seu disco iluminado, infelizmente como a estrela HIP 14439 possui magnitude 5.6, essa ocultação não será possível de ser realizada a olho nu nas cidades com poluição luminosa. Porém, quem estiver numa cidade sem poluição luminosa será possível contemplar essa ocultação a olho nu, principalmente durante a imersão. Para os observadores localizados nas cidades com poluição luminosa, ou para aqueles que estiverem localizados nas cidades sem poluição luminosa e desejam ver mais detalhes dessa ocultação será necessário o uso de um telescópio ou binóculo apoiado num tripé.

 

De acordo com a figura 6, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado abaixo das linhas branca e vermelha, indicadas no mapa. Especificamente, para os observadores localizados abaixo da linha vermelha a observação da imersão ocorrerá durante o anoitecer e, dependendo da região do observador, vale tentar contemplar a imersão que irá ocorrer por volta das 19h05min. Para os demais observadores fora dessa região da linha vermeha descrita acima a observação da imersão será impossível de ser realizada.

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 6. Faixa de observação da ocultação.

 

TOPO

 

8- Chuva de Meteoros

 

 

 

Os meteoros, popularmente chamados de "estrelas cadentes" são os rastros luminosos proporcionados pela rápida passagem de corpos variados na alta atmosfera terrestre. Esses meteoros são produzidos por pequenos corpos que, gravitando em torno do Sol, ao atingirem em grande velocidade a atmosfera terrestre, tornam-se incandescentes pelo choque com as moléculas de ar, reduzindo-se na maioria a pó antes de alcançarem o solo. Porém, alguns corpos conseguem vencer o calor da fricção e associado a seu tamanho considerável ou uma entrada na atmosfera com velocidade baixa, produzem um aspecto similar a uma bola incandescente no céu. Como resultado, durante a sua passagem, produzem um som intenso e após a sua passagem deixam um rastro de fumaça. Esses corpos são chamados de Bólidos. Por ser chamado de "fireball" em inglês, a tradução popular para o português se tornou "bola de fogo", porém o termo científico correto é Bólido. Os corpos que conseguem atingir o chão são chamados de meteoritos. Com uma certa experiência, pode-se encontrar diversos meteoritos após a ocorrência de um meteoro e, principalmente, após a ocorrência de um bólido. O valor do grama de um meteorito pode variar de acordo com sua composição química e procedência.

Marcos Calil recomenda:

 

BRAMON

 

Brazilian Meteor

Observation Network

Os meteoros podem ser: esporádicos, ou seja, que ocorrem sem nenhuma previsão, porém sendo muito comuns ou; provenientes das chuvas de meteoros, sendo previstos com datas praticamente fixas. Relacionamos aqui as chuvas de meteoros previsíveis para esse mês, tendo como base os históricos das chuvas dos anos anteriores.

 

 

Chuva
P
M
HORÁRIO
C
CCT
THZ
r
V
LUA (%)
FONTE
Comentário
pi Virginids

13/02

08/04

03 a 09/03
Após 22h30min
Virgem

a = 11:59

d = +09

2 a 5
?
64

s/l - 93%

MSO
8.1

Northern alpha Leonids (NAL)

18/03

07/04

10/03

Após 21h

Leão menor

a = 10:35

d = +31

2
?
?
97%
IAU / MSO
Associada a chuva Leonids-Ursids. Lua atrapalha a observação.
gamma Normids (GNO)

25/02

22/03

14/03
Após 00h01min
Régua

a = 15:56

d = -50

6
2.4
56
97%
IAU / IMO / AMS / CS
8.2

Northern March Virginids (NVI)

25/01

15/04

14/03

Após 22h

Leão

a = 11:34

d = +09

2
?
22
94%
AMS / IAU
8.1
delta Mensids (DME)

14/03

21/03

18/03
Após 19h30min
Dorado

a = 3:52

d = -80

1 a 2
?
33
63%
IAU / MSO
Lua não atrapalha a observação.
eta Virginids (EVI)

24/02

27/03

18/03
Após 22h
Virgem

a = 12:08

d = +02

2
?
29
63%
IAU / MSO
8.1
beta Leonids

14/02

25/04

19/03
Após 19h30min
Taça

a = 11:48

d = +11

3 a 4
?
?
54%
MSO
Lua não atrapalha a observação.
theta Virginids (TVI)

10/03

21/04

20/03
Após 22h
Virgem

a = 13:07

d = -01

1 a 3
?
15
54%
IAU / MSO
8.1

Southern March Virginids (SVI)

04/03

27/03

22/03

Após 22h

Virgem

a = 11:59

d = -08

2 a 18
?
22
34%
AMS / IAU
8.1
tau Draconids

12/03

12/04

27/03
Após 1h
Dragão

a = 19:03

d = +69

2
?
20
s/l
--
Do livro Meteor Shower de Gary W. Kronk. Melhor observação para o norte do Brasil. Lua não atrapalha observação.
delta Pavonids (DPA)

11/03

16/04

29/03
Após 1h30min
Pavão

a = 20:36

d = -63

7
?
58
s/l
IAU / AMSL / MSO / CS
Merece maior investigação. Lua não atrapalha observação.
eta Draconids

22/03

08/04

29 a 31/03
Após 1h
Dragão

a = 16:27

d = +62

8
?
?
s/l
MSO
Merece maior investigação. Melhor observação para o norte do Brasil. Lua não atrapalha observação.

 

 

Tabela 3. Chuva de meteoros desse mês.

 

 

Legenda:

 

CHUVA - indica o nome da chuva em questão. Sempre que constar, prevalece por padrão as informações da UAI;

 

P - Período em que ocorrerá a chuva. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

M - Momento máximo que irá ocorrer a chuva. Essa é a melhor data para observar de acordo com o horário de observação proposto para o Brasil. Porém, vale saber que o observador poderá contemplar a chuva entre 2 ou 3 dias antes ou depois do momento máximo. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

HORÁRIO - Horário que leva em consideração o momento que o radiante da chuva estará cerca de 30 graus acima da linha do horizonte. Isso não significa o melhor horário de observação. Alguns meteoros podem surgir antes ou depois do aparecimento do radiante. Informações nossas;

 

C - Constelação associada a chuva. Informações nossas, de acordo com o CCT adquirido;

 

CCT - Posição para observação dadas em coordenadas equatoriais (J2000), sendo: a: ascensão reta e; d: declinação. Sempre que constar, prevalece por padrão as informações da UAI.

 

THZ - Taxa Horária Zenital - um número máximo calculado de meteoros que um observador pode apreciar, numa noite sem a inferência da Lua, com o céu perfeitamente limpo e com radiante na sua máxima altura. Quando ocorrer uma chuva periódica, ou seja, sem previsão da taxa por hora, a mesma será representada por "?". Quando aparecer o termo "VAR" significa que a chuva tem histórico de variação da quantidade de meteoros observados, sendo difícil de prever a quantidade. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

r - Índice provável de magnitude da chuva. Quanto menor o valor mais fácil será sua observação. Como parâmetro, para as cidades com poluição luminosa, são indicados valores menores do que 3.0. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

V - Velocidade de entrada atmosférica do meteoro, dada em km/s. As velocidades variam entre 11 km/s (muito lento), 40 km/s (médio) e 72 km/s (muito rápido). , Sempre que constar, prevalece por padrão as informações da UAI.

 

LUA (%) - Porcentagem do disco iluminado para o melhor momento de observação da chuva. No caso sem influência da Lua durante a chuva de meteoros é atribuído o símbolo s/l. Lua próxima da fase cheia e do radiante atrapalha a observação dos meteoros. Informações nossas;

 

FONTE - Referências das informações obtidas. Quando mais de uma, foram realizadas comparações entre as informações e/ou adições das informações, quando não existente numa determinada fonte, porém apresentada na outra. Siglas: UAI - Meteor Data Center; IMO - International Meteor Organization; AMSL - Alpo Meteor Shower List; CS - CalSky; AMS - The American Meteor Society, MET - MetBlog e; MSO - Meteor Showers Online.

 

COMENTÁRIO - Quando existir o número, a chuva será comentada no seu respectivo número. Informações nossas.

 

 

Comentários:

 

8.1 - Chuvas pi Virginids, Northern March Virginids, eta Virginids, theta Virginids e Southern March Virginids

 

Como essas cinco chuvas de meteoros (no popular: “estrelas cadentes”) ocorrem na mesma região do céu e as chuvas Northern March Virginids, eta Virginids, theta Virginids e Southern March Virginids estão relativamente com períodos máximos próximos entre si, aparentemente teremos a impressão de uma taxa horária zenital maior do que a descrita para cada uma delas. Além disso, algumas dessas chuvas fazem parte de um complexo de meteoros Virgnids (Virginid Meteor Complex). Desse complexo, fazem parte as seguintes chuvas localizadas na constelação da Virgem: alpha Virginids; gamma Virginids; eta Virginids; theta Virginids; iota Virginids; lambda Virginids; mu Virginids; pi Virginids; psi Virginids; Northern March Virginids e Southern March Virginids. Essas chuvas ocorrem entre janeiro e maio, sendo que os maiores picos ocorrem entre março e abril.

 

A chuva pi Virginds poderá ser observada entre 03 e 09 de março. Para essa chuva, inicialmente, em 3 de março, a Lua não irá atrapalhar a observação. Porém, com o avançar das noites a Lua irá atrapalhar cada vez mais a observação, quando em 09 de março a Lua estará com 93% do seu disco iluminado, ofuscando o brilho dos meteoros. Por essas razões, prefira observar essa chuva logo no início do seu período, entre os dias 3 e 5 de março. Como essa chuva merece mais estudos, felizmente nesse ano as pesquisas relacionadas a essa chuva não serão prejudicadas pela Lua. Vale apontar os instrumentos de pesquisa para essa região do céu e verificar se ocorre alguma captura de meteoros. A olho nu, a observação não será prejudicada, proporcionando um belo espetáculo com a observação de, aproximadamente, 1 meteoro a cada 12 minutos.

 

As chuvas Northern March Virginids, eta Virginids, theta Virginds e Southern March Virginids irão ocorrer em datas próximas. Com isso, apesar das pequenas quantidades de meteoros por hora previstas para cada chuva, por se localizarem próximas entre si e por relativamente possuirem datas próximas, o que poderá ocorrer é a ocorrência de um meteoro de uma determinada chuva aparecendo próximo de outro meteoro relacionado a outra chuva. Assim, o número de meteoros por hora na constelação da Virgem terá um aumento, quando analisado todas as chuvas. O máximo da chuva Northern March Virginids irá ocorrer em 14 de março, com previsão de 2 meteoros a cada uma hora. O máximo da chuva eta Virginids irá ocorrer em 18 de março, com previsão de 2 meteoros a cada uma hora. Já, a chuva theta Virginids terá o máximo em 20 de março, com previsão de 1 a 3 meteoros a cada uma hora, enquanto que a chuva Southern March Virginids irá ocorrer em 22 de março, com previsão de 2 a 18 meteoros a cada uma hora. Essa diferença grande na quantidade de meteoros por hora da chuva Southern March Virginids se deve as fontes de pesquisa que revelam números discrepantes. Apesar de inserirmos a data do momento máximo de cada chuva, vale saber que será possível contemplar os meteoros cerca de 2 a 3 noites anterior ou posterior a datas prevista para o momento máximo. Ocorre às vezes, casos de maior quantidade de aparecimento de meteoros na noite anterior ou posterior da noite prevista do momento máximo.

 

Infelizmente, nesse ano, a Lua irá atrapalhar a observação da chuva Northern March Virginids que ocorrerá em 14 de março. Isso porque, para a noite do momento máximo dessa chuva, a Lua estará com 94% do seu disco iluminado e localizada na própria constelação da Virgem, ou seja, próxima do radiante dessa chuva. Sendo assim, a observação de meteoros dessa e das demais chuvas citadas aqui irão diminuir consideravelmente, Para a chuva eta Virginids, com seu máximo em 18 de março, teremos a presença da Lua com 63% do seu disco iluminado, localizada na constelação do Ofiúco. Por essa razão, essa chuva não será tão prejudicada com a presença da Lua. Para as chuvas de meteoros theta Virginds, com seu máximo em 20 de março e Southern March Virginids, que ocorrerá com seu máximo em 22 de março, a Lua não irá atrapalhar as observações.

 

Existe ainda uma chuva que não relacionamos na tabela. Se trata da chuva Virginids, na qual o único relato que existe sobre essa chuva é dado por Mourão, no seu Anuário de Astronomia e Astronáutica da editora Letras e Magia de 2012 e anos anteriores. Afirma Mourão que a taxa horária dessa chuva é de 5 meteoros a cada uma hora com velocidade lenta de 30 km/s. É certo que Mourão afirma que é um enxame antigo, por isso, há uma estimativa de baixa incidência de “estrelas cadentes”. O que chama a atenção nos relatos do Mourão é que essas “estrelas cadentes são frequentes e muito brilhantes” podendo atingir magnitude 4.0, visível mesmo em cidades com médio índice de poluição luminosa. Além disso, conforme Mourão afirma os meteoros dessa chuva deixam rastros por vários segundos, ás vezes minutos!!! Infelizmente seu radiante não é definido, mas será fácil diferenciar essa chuva da chuva pi Virginids devido suas características particulares. De qualquer forma, vale tentar observar e se você conseguir observar qualquer meteoro, por favor, relate seus dados para o grupo BRAMON. Essas informações serão de grande valia para as próximas publicações.

 

A figura 7 ilustra a região de observação na constelação da Virgem, em 18 de março, por volta das 22 horas. Utilize a estrela mais brilhante dessa constelação como referencial, ou seja, a estrela Spica. Se preferir, outra forma de localizar o radiante dessas cinco chuvas é saber que durante todo o mês, entre 1 hora e 2 horas da manhã, a estrela Spica estará próxima do ponto mais alto do céu em relação ao observador (chamado de zênite). Além disso, o Cruzeiro do Sul é um ótimo indicador para poder localizar a constelação da Virgem.

 

 

A constelação da Virgem, região da ocorrência de cinco chuvas de meteoros durante o mês de março.

 

Figura 7. A constelação da Virgem, região da ocorrência de cinco chuvas de meteoros durante o mês de março.

 

 

É importante ressaltar que a figura 7 servirá de apoio observacional para todo o mês, exceto quando a Lua estará presente nessa região do céu. Além disso, é importante saber que todas as chuvas aqui citadas podem ser observadas a olho nu fora das cidades com alto índice de poluição luminosa. A magnitude dos meteoros dessas chuvas, ainda são objetos de estudo.

 

Perceba ainda que, de acordo com a figura 7 teremos a presença do planeta Júpiter na constelação da Virgem. Assim, recomendamos que o observador leia as informações e assista o vídeo referente o planeta Júpiter para otimizar as suas observações.

 

Para saber mais:

http://www.imo.net/imc2014/2014-05-andreic-final.pdf ;

http://www.amsmeteors.org/2013/03/meteor-activity-outlook-for-march-9-15-2013/ e;

http://www.fallofathousandsuns.com/virginid-meteor-shower.html

 

 

8.2 - 15/03 - Chuva gamma Normids (GNO)

 

Apesar de ser uma chuva com baixo índice de meteoros a cada hora, nos últimos anos sua repercussão foi muito acentuada e nesse ano parece não ser diferente.

 

Essa chuva irá ocorrer numa constelação pouco explorada. Trata-se da constelação da Régua. A figura 8 ilustra essa região para a noite da chuva em 16 de março, á 00:01. O melhor momento de observação será cerca de uma hora depois, ou seja, à 1 hora da manhã quando a constelação estará um pouco mais acima da linha do horizonte. Para localizar a constelação da Régua, utilize o Cruzeiro do Sul e as brilhantes estrelas Hadar e Rigil Kentaurus, respectivamente alfa e beta da constelação do Centauro.

 

 

Região da chuva gamma Normids.

 

Figura 8. Região da chuva gamma Normids, na constelação da Régua.

 

 

Felizmente, para esse ano a Lua não atrapalha a observação dessa chuva, pois assim que o radiante dessa chuva for possível de ser observado, a Lua não estará acima da linha do horizonte.

 

Essa é uma chuva interessante de ser investigada, pois os dados pesquisados nas instituições analisadas diferem um pouco. Na questão de localização o Meteor Data Center da UAI insere valores como Ascensão Reta que variam de 251.6 graus à 263.1 graus, ou seja, de 16h46min à 17h32min, além da Declinação que varia de -41.2 graus à 56.0 graus. Os dados mais recentes dessa instituição apontam para Ascensão Reta de 251.6 (16h46min) e Declinação de -51.3. Já a International Meteor Organization (IMO), fornece valor de Ascensão Reta igual a 239 graus, ou seja, 15h56min e de Declinação igual a -50 graus e o CalSky (CS), de Ascensão Reta igual a 252 graus, ou seja, 16h48min e de Declinação igual a -51.3 graus. Com os valores informados, dependendo do utilizado, a observação deverá ser direcionada para constelação da Régua ou para a constelação do Altar. São constelações próximas entre si, que para o observador a olho nu não fará diferença. Porém, para os que desejam precisão nos dados, deve-se pesquisar o radiante dessa chuva. Outro fator com pouca discordância entre os sites de pesquisa é a velocidade. Enquanto o Meteor Data Center fornece valores entre 56.8 e 64 km/s, o International Meteor Organization forncece 56 km/s e o CalSky igual a 61 km/s. Valores próximos que nos afirmam que teremos meteoros com velocidades rápidas.

 

 

Histórico (Fonte: Meteor Showers On-line)

 

A primeira observação dessa chuva foi realizada em março de 1929 por Ronald A. McIntosh em Auckland, Nova Zelândia. Ele observou sete meteoros num radiante de coordenada α = 241,5 graus e δ = -43 graus. A confirmação foi revelada em 1932, quando Murray Geddes (New Plymouth, Nova Zelândia) contemplou seis meteoros em março desse ano no radiante de α = 242.7 graus e δ = -54.7 graus. Essa chuva foi praticamente ignorada até 1953, quando radares utilizados pelo AA Weiss (Universidade de Adelaide, Austrália do Sul) acidentalmente detectaram uma atividade em 15 a 16 de março. Embora o radiante foi estimado como α = 250 graus e δ = -50 graus, Weiss disse que "não pode ser fixada precisamente por causa da baixa atividade e também por causa da carência de grandes meteoros marcado neste sistema". Weiss também indicou que o ponto culminante do radiante após o nascer do Sol tornaria difíceis as observações visuais. Curiosamente, CD Ellyett e CSL Keay (Christchurch, Nova Zelândia) fizeram uma tentativa para confirmar este chuveiro em março de 1956. O equipamento foi fixado na mesma sensibilidade como Weiss entre 8 a 14 de março, e foi fixada uma maior sensibilidade durante 15 a 23 de março, mas nenhuma observação revelou o chuveiro.

 

Os autores concluíram que o radiante "é variável na atividade de um ano para o outro". A próxima observação do Gamma Normids ocorreu durante os dias de 16 a 23 de março de 1969, quando G. Gartrell e WG Elford operavam por rádio em Adelaide, Sul da Austrália. Duas associações foram notadas, onde possuíam radiantes pertos deste fluxo. A primeira foi baseada em três órbitas de meteoros e seus radiantes possuíam uma posição de α = 250 graus, δ = -43 graus sobre uma data média de 20 de março. A segunda associação foi considerada menos confiável, uma vez que foi baseada em apenas dois meteoros. Seu radiante foi α = 253 graus e δ = -41 graus sobre uma data média de 19 de março.


 

M. Buhagiar (Perth, Austrália Ocidental) publicou uma lista em 1981, que deu detalhes dos chuveiros observados por ele durante 1969-1980. O radiante de número 339 (o chamado "Beta Arids"), foi dado a uma duração entre 15 a 21 de março. O máximo foi dito ter ocorrido em 17 de março, a partir de α = 245 graus, δ = -50 graus. A taxa horária zenital (THZ) foi dada como 4.

Observadores da Austrália Ocidental Meteor Section (WAMS) teriam contribuído em grande medida para observações deste chuveiro nos últimos anos. Durante 1979, o Gamma Normids foi observado durante o período entre 16 a 18 de março. A máxima atividade chegou em 17 de março, quando sua taxa horária zenital atingiu 8,45 (+/- 1,60) e foi detectada a partir de α = 248 graus e δ = -49 graus. Em 1980, observações foram feitas durante os dias 14 e 15 de março. No máximo, em 15 de março, o THZ foi 8,90 (+/-2,30) e seu radiante foi α = 242 graus e δ = -50 graus.

O WAMS através de extensas observações feitas durante 1983 detectou os primeiros Gamma Normid ativos provenientes na noite de 10 para 11 de março, quando o THZ foi de cerca de 1,5 (+/- 0,3). Após outra baixa THZ de 1,6 (+/- 1,0) em 11 para 12 de março, ocorreu um aumento brusco para um THZ de 9,6 (+/- 2,3) surgido entre 13 a 14 de março, seguido de uma taxa de 4,6 (+/- 0,6) em 14 à 15 de março. Posteriormente, as taxas foram de  2,2 (+/- 0,8) entre 15 a 16 de março, 0,5 (+/- 0,1) entre 17 e 18 de março, e 0,7 (+/- 1,1) quando visto entre 18 a 19 de março de 2007. Baseada em 63 meteoros, a magnitude média foi determinada como 2,68, enquanto que 9,5% deixaram rastros. Para os meteoros de magnitude 2 ou mais brilhantes, 64% eram brancos, 24% eram amarelos, 8% laranjas, e 4% eram azuis.

 

Para os mais aficionados que desejam obter algumas fotos dessas chuvas, a recomendação é utilizar uma filmadora (pode ser de câmera fotográfica digital). Apoiada num tripé, apontada para essa região, deixe-a gravando e espere capturar diversos meteoros passando e depois no computador ou na TV passe o filme e veja o resultado. Aproveite para nos enviar suas imagens no nosso Twitter para fazermos um RT.

 

 

TOPO

 

 

10- Constelação do Touro

 

 

 

A constelação do Touro pode ser facilmente observada no céu, mesmo nas cidades com alto índice de poluição luminosa. A estrela mais brilhante dessa constelação, localizada no olho do Touro, chama-se Aldebaran. Seu nome provém da palavra árabe al-dabarān que significa "aquela que segue", referência à forma como a estrela parece seguir o aglomerado das Plêiades durante o seu movimento aparente ao longo do céu. Aldebaran é uma estrela gigante vermelha-laranja, o que lhe proporciona uma cor alaranjada quando observada. Sua distância da Terra é de 65 anos-luz, tendo uma luminosidade 150 vezes maior do que o Sol e sua magnitude aparente (brilho do astro) é de 0.84, o que lhe confere a décima terceira estrela mais brilhante do céu noturno. Por essa razão, a estrela Aldebaran pode ser facilmente observada nas grandes e pequenas cidades com alto ou baixo índice de poluição luminosa.

 

Nessa constelação temos dois aglomerados estelares fáceis de serem observados. Trata-se das Híades e das Plêiades. O aglomerado aberto das Híades têm um formato em "V" simbolizando a cabeça do Touro. É importante saber que apesar da estrela Aldebaran se localizar de forma aparente na mesma região das Híades, essa estrela não pertence a esse aglomerado aberto. Isso porque Aldebaran está à 65 anos-luz de nós e as Híades está à 150 anos-luz. Por uma questão de perspectiva quando visto da Terra, temos a impressão que Aldebaran faz parte desse aglomerado, porém é apenas uma ilusão.

 

 

O aglomerado estelar das Plêiades é um aglomerado aberto podendo ser facilmente contemplado a olho nu. Esse aglomerado é muito apreciado pelos astrônomos por sua beleza e fácil localização. As Plêiades também são conhecidas por vários outros nomes tais como: "As sete irmãs", "A galinha e os setes pintinhos" no interior do Brasil ou como "Subaru" no Japão. Mas, pelo termo mais técnico, esse aglomerado aberto de estrelas é chamado de M45 pela classificação do catálogo Messier e está localizada na constelação do Touro. Seis das estrelas nas Plêiades são visíveis sem o auxílio de qualquer instrumento óptico, se o observador estiver num local sem poluição luminosa. Aproximadamente 500 estrelas pertencem ao aglomerado estelar aberto das Plêiades e a maioria delas são fracas. Munido de um simples instrumento óptico, o aglomerado poderá ser apreciado com mais facilidade, principalmente com o auxílio de binóculos.

 

Observe na foto o aspecto das Plêiades que podemos observar com o uso de telescópio ou binóculo. Essa foto foi obtida remotamente por Marcos Calil de São Paulo (Brasil) com acesso ao observatório localizado nas Ilhas Canárias (África) obtida com auxílio de um telescópio com 85mm de abertura e uma CCD Kodak KAI-2020M na madrugada de 09 de setembro de 2008 à 01:06 (hora local - São Paulo).

O aglomerado das Plêiades por Marcos Calil.

 

Foto. O aglomerado das Plêiades por Marcos Calil.

 

 

Para esse mês, a constelação do Touro poderá ser observada pouco acima dos horizontes noroeste e oeste, cerca de 1 hora após o ocaso do Sol. Com o avançar das horas, essa constelação se dirige para o horizonte oeste e por volta das 21h30min irá ocorrer o ocaso das estrelas que pertencem a constelação do Touro.

 

Em especial, em 03 e 30 de março, destacamos a aproximação da Lua com o aglomerado estelar das Plêiades. Para a noite de 03 de março, a Lua estará com 33% do seu disco iluminado, enquanto que, para a noite de 30 de março a Lua estará com 10% do seu disco iluminado. Em 04 e 31 de março, será a vez da estrela Aldebaran e o aglomerado estelar das Híades estarem próximos da Lua. Para a noite de 04 de março, a Lua estará com 43% do seu disco iluminado, enquanto que, para a noite de 31 de março a Lua estará com 19% do seu disco iluminado. Para todas as noites citadas será possível contemplar a Luz Cinérea da Lua. Assista o vídeo 7 para saber mais sobre como observar a constelação do Touro e seus principais eventos para esse mês.

 

 

 

Vídeo 7. Como observar a constelação do Touro, em março de 2017.

 

 

Deixe seu registro sobre esse vídeo no Twitter ou no canal do Youtube do Marcos Calil.

 

 

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11- Constelação do Órion

 

 

 

Muitos brasileiros já ouviram falar das “Três Marias”. Essa bela configuração, formada por três estrelas alinhadas, pertencem à constelação do Órion. Infelizmente, no Brasil, a constelação do Órion não pode ser observada durante todo ano. Veremos à seguir como e quando contemplar não apenas as populares “Três Marias”, mas toda a constelação do Órion e seus principais objetos celestes.

 

QUANDO OBSERVAR


A constelação do gigante caçador Órion é a constelação símbolo do verão para os moradores no hemisfério sul e a constelação símbolo do inverno para os moradores do hemisfério norte. Por essa razão, no Brasil, os melhores meses de observação ocorrem durante o verão.


Logo no início da noite de dezembro já é possível observar Órion pouco acima do horizonte leste. Com o avançar dos meses de janeiro e fevereiro, tomando como início de observação a primeira hora da noite, o caçador Órion pode ser contemplado cada vez mais acima do horizonte leste. No início do mês de março, logo após o ocaso do Sol, a constelação de Órion pode ser observada bem alta no céu. Daí por diante, sempre tomando como base a primeira hora da noite, com o avançar dos meses de março e abril, a constelação do Órion se dirige para o horizonte oeste. Em meados de maio, essa constelação se põe no horizonte oeste, ou seja, logo após o ocaso do Sol, na sequência, será possível contemplar Órion se pondo. Daí por diante, por se tratar da constelação símbolo do verão para o hemisfério sul, os brasileiros não podem contemplar Órion no céu noturno. Dessa forma, no mês de junho e meados de julho, não é possível observar essa constelação. No final do mês de julho e durante o mês de agosto, Órion pode ser contemplado surgindo no horizonte leste, poucos instantes do nascer do Sol. Em setembro é possível contemplar essa constelação nascendo no horizonte leste, na alta madrugada. Em outubro, Órion pode ser contemplado no final da noite, antes de iniciar a madrugada. Já para novembro, Órion é visível nascendo no horizonte leste cerca de 3 horas após o ocaso do Sol. Por fim, completando o ciclo de um ano, novamente para dezembro, Órion pode ser observado pouco acima do horizonte leste, logo no início da noite.

 

O QUE OBSERVAR


Órion é conhecido como o “gigante caçador”. O asterismo e sua concepção artística são facilmente reconhecidos no céu, mesmo nas grandes cidades que possuem poluição luminosa. As “Três Marias”, que compõe o cinturão do caçador Órion, na verdade possuem nomes próprios. São as estrelas Alnitak, Alnilam e Mintaka. Formando os ombros do caçador, temos as estrelas Betelgeuse e Bellatrix. A fraca estrela em brilho, Meisa, forma a cabeça do caçador. As pernas, ou como para muitos, o quilt do caçador é formado pelas estrelas Rigel e Saiph. Além dessas principais estrelas, existe ainda um dos mais belos objetos celestes do céu. Trata-se da Nebulosa de Órion.

 

PARA ESSE MÊS...

 

Durante esse mês de março, logo após o ocaso do Sol, a constelação de Órion poderá ser observada a olho nu por volta das 19h30min, pouco acima do horizonte noroeste. Seu ocaso ocorrerá por volta das 23h30min. Assista o vídeo 8 para saber mais sobre como observar a constelação do Órion, a nebulosa de Órion e seus principais eventos para esse mês.

 

 

Vídeo 8. Como observar a constelação de Órion, em março de 2017.

 

 

A NEBULOSA DE ÓRION (M42)

 

 

Com magnitude de 4.0 e com boas condições de observação, ou seja, sem a interferência do brilho do luar e fora da poluição luminosa, a nebulosa de Órion pode ser contemplada a olho nu. Mesmo nesses locais, o uso de um binóculo apoiado num tripé ou de um telescópio sempre será bem vindo. Para as cidades com média ou alta poluição luminosa, será necessário o uso de um telescópio ou binóculo apoiado num tripé. Seu aspecto é semelhante a uma bela e pequena mancha no céu.

 

Para localizar a nebulosa de Órion basta localizar as populares "Três Marias". Essas três estrelas formam um grupo aparentemente alinhado que representam o cinturão do guerreiro Órion. Quase que perpendicular as "Três Marias" encontra-se a nebulosa de Órion.

 

Sem dúvida essa é uma das nebulosas mais observadas e contempladas pelos astrônomos profissionais e amadores. Possivelmente registrada pela primeira vez em 1610 por Nicholas-Claude Fabri de Peiresc, foi descrita por Galileo Galilei em 1617.

 

A Nebulosa de Órion, catalogada como M42 do catálogo de Messier e NGC 1976 é a nebulosa mais brilhante do céu e também um dos objetos profundos mais brilhantes. Demonstra ser uma das mais lindas imagens quando observada através de telescópios de todos os tamanhos, desde os maiores até os de pequenos portes, bem como os que estão no espaço como, por exemplo, o Telescópio Espacial Hubble. É também um grande objeto no céu, que se estende com mais de 1 grau de diâmetro.

 

Essa nebulosa fica a uma distância aproximada de 1600 anos-luz. Em sua extremidade norte, a nebulosa é dividida por uma faixa escura conspícua, bem visível na foto ao lado. Esta foto foi obtida por Marcos Calil, localizado em São Paulo, operando remotamente um telescópio localizado nas Ilhas Canárias na África. O telescópio possui 85mm de abertura acoplado numa CCD Kodak KAI-2020M. Esse equipamento profissional revela essa bela imagem. Deve-se saber que para um telescópio mais simples, o que poderá ser contemplado é uma pequena mancha.

A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Foto. A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Para saber mais informações sobre a constelação do Órion e as "Três Marias" assista o vídeo 9.

 

 

Vídeo 9. A constelação de Órion por Marcos Calil.

 

OTIMIZANDO SUAS OBSERVAÇÕES


Próxima da constelação do Órion está localizada a constelação de Gêmeos com seu belo aglomerado estelar M35 e as estrelas Pollux e Castor. Leia o comentário sobre o aglomerado estelar M35 para saber como observar com telescópio ou binóculo esse aglomerado.

 

 

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12- Aglomerado Estelar M35

 

 

 

O aglomerado estelar aberto M35, também classificado como NGC 2168, é um belo aglomerado que pode ser observado a olho nu em condições ideais de observação. Com sua magnitude equivalente a 5.5, esse aglomerado requer uma certa habilidade do observador quando observado a vista desarmada. Numa noite sem a interferência da Lua é possível ver uma "mancha" muito tênue no céu noturno em locais onde não possuem poluição luminosa. Porém, o mais indicado é que o observador utilize um binóculo para poder contemplar todas as estrelas desse aglomerado aberto, sendo essa maneira contemplado, mesmo em cidades com poluição luminosa. Por ser um aglomerado aberto o uso de um telescópio não é a melhor pedida, pois o observador apreciará apenas parte desse aglomerado, uma vez que seu tamanho angular é de 0,57 graus. A distância desse aglomerado é de 2800 anos-luz e está localizado na constelação do Gêmeos.

 

Durante esse mês, M35 poderá ser observado após às 19h30min (aproximadamente), pouco acima do horizonte norte-noroeste. Com o avançar das horas, esse aglomerado estelar caminha de forma aparente para o horizonte oeste até ocorrer seu ocaso, por volta da meia noite.

 

Em especial, em 06 de março, a Lua estará próxima desse aglomerado. Para essa noite, a Lua estará com 66% do seu disco iluminado, ofuscando o brilho desse belo aglomerado. Por essa razão, apesar da Lua ser um ótimo referêncial para localização de M35, aconselhamos a contemplação desse aglomerado nas outras noites que a Lua não irá ofucar seu brilho. Assista o vídeo 10 para saber como localizar e observar o aglomerado estelar M35, além da constelação de Gêmeos.

 

 

Vídeo 10. Como observar a constelação de Gêmeos e o aglomerado estelar M35, em março de 2017.

 

 

Aproveite para obter várias fotos. Não tenha receio de capturar sua câmera digital, ou até seu celular que contenha uma câmera para tentar obter algumas fotos. Mas lembre-se que o tripé sempre é uma excelente pedida. Se você obter algumas fotos envie para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

 

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13- Aglomerado Estelar M44

 

 

 

Fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa é possível observar esse aglomerado a olho nu. Por causa do seu forte brilho esse aglomerado é conhecido desde tempos pré-históricos.

 

Algumas antigas escrituras estão associadas a esse objeto: gregos e romanos viram essa "nebulosa" como a manjedoura. Ptolomeu menciona como uma das sete "nebulosas" que ele observou, na sua obra Almagesto. Galileu relatou que este objeto "nebuloso" não era apenas uma estrela como os antigos pensavam, mas uma massa de mais de 40 pequenas estrelas.

 

A dúvida se esse objeto era uma só estrela ou um conjunto de estrelas foi resolvido (possivelmente) por Peiresc em 1611, o descobridor da Nebulosa do Orion (M42). Um ano mais tarde, após a observação de Peiresc, em 1612 esse mesmo objeto foi observado  e relatado como um aglomerado estelar por Simon Marius. Charles Messier adicionou-o no seu catálogo em 4 de março de 1769, como o objeto de número 44, por essa razão M44.

 

 

 

 

O aglomerado da Colméia por Marcos Calil.

 

Foto. O aglomerado da Colmeia por Marcos Calil.

 

Sabemos e aceitamos atualmente que mais de 200 das 350 estrelas na área do aglomerado foram confirmadas como membros. Algumas outras são estrelas de primeiro ou segundo plano, ou seja, que estão à frente ou atrás desse aglomerado. De acordo com a nova determinação da ESA, utilizando o satélite Hipparcos, o aglomerado está 577 anos-luz distante da Terra (estimativas anteriores davam o número de 522 anos-luz), e sua idade foi estimada a cerca de 730 milhões de anos. Curiosamente, tanto nesta idade e à orientação de uma boa resolução de M44 coincide com as das Híades, outro aglomerado estelar famoso e observável a olho nu, porém, que não foi incluída na lista Messier e nem no catálogo NGC e IC, que está atualmente estimada numa idade de cerca de 790 milhões de anos. Provavelmente estes dois objetos, embora agora separados por centenas de anos-luz, têm uma origem comum, em algumas grandes nebulosas gasosas difusas que existiram entre 700 a 800 milhões de anos atrás. Por conseguinte, também a população estelar são semelhantes, ambos contendo gigantes vermelhas (M44, pelo menos, 5 delas) e algumas anãs brancas.(fonte: http://www.seds.org/MESSIER/M/m044.html)

 

Na noite de 08 de março, após às 20 horas (aproximadamente), poderemos iniciar a contemplação da Lua próxima do aglomerado da Colmeia (M44). Com o avançar das horas, M44 e a Lua ganham altura, até atingirem o ponto mais alto do céu. Fato que irá ocorrer por volta das 21h30min. Após isso, M44 se dirige para o horizonte oeste, quando seu ocaso irá ocorrer por volta das 2h30min de 09 de março. Para a noite de 08 de março, a Lua estará com 85% do seu disco iluminado, ofuscando o brilho de M44. Apesar da Lua ser um ótimo referência para localizar M44, em 08 de março, aconselhamos a observação de M44 nas outras noites que a Lua não atrapalha a observação. Assista o vídeo 11 para saber como localizar e observar o aglomerado estelar M44 no céu da sua cidade.

 

 

 

Vídeo 11. Como observar o aglomerado estelar M44, em março de 2017.

 

 

Aproveite para obter várias fotos. Não tenha receio de capturar sua câmera digital, ou até seu celular que contenha uma câmera para tentar obter algumas fotos. Mas lembre-se que o tripé sempre é uma excelente pedida. Se você obter algumas fotos envie para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

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14- Constelação do Leão

 

 

 

A constelação do Leão é a constelação típica do outono para os observadores do hemisfério Sul. Isso porque, quando inicia essa estação do ano a constelação do Leão surge durante o anoitecer na linha do horizonte leste. Com o avançar dos meses, quando inicia o inverno, a constelação do Escorpião surge na linha do horizonte leste no anoitecer (representando a constelação dessa estação), enquanto que a constelação do Leão estará próxima do horizonte oeste. Para a primavera, a constelação de Pégaso estará presente no horizonte leste, após o ocaso do Sol. Isso porque, essa constelação representa a primavera e, durante essa estação, o Leão pode ser observado surgindo no horizonte leste, na alta madrugada.

 

Algumas das estrelas da constelação do Leão podem ser observadas mesmo nas cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa e com um pouco de atenção o desenho do Leão se fará presente no céu. Logicamente, para quem estiver fora das grandes cidades, ou seja, em locais sem a influência das luzes, a constelação se mostrará mais nítida. As estrelas Regulus, Denebola, Zosma e Algieba são as estrelas que podem ser facilmente contempladas e marcam parte do desenho do Leão. É interessante saber os nomes das principais estrelas que compõe essa constelação, onde Regulus significa "pequeno rei", Denebola a "cauda do leão", Algieba "do sul" e Zosma significa "quadril".

 

Durante esse mês, logo após o ocaso do Sol, o Leão se fará presente no horizonte leste. Com o avançar das horas essa bela constelação ganha altura no céu. Sua máxima altura ocorrerá por volta da meia noite. O Leão continuará sua trajetória pelo céu, se dirigindo para o horizonte oeste. Quando os primeiros raios solares surgirem, as estrelas que compõem a constelação do Leão serão ofuscadas durante o seu ocaso.

 

Na noite de 10 de março, a Lua estará próxima da estrela Regulus, a estrela mais brilhante da constelação do Leão. Para essa noite, a Lua estará com 97% do seu disco iluminado, ofuscando o seu brilho. Apesar da Lua ser um ótimo referência para localizar a estrela Regulus e a constelação do Leão, em 10 de março, aconselhamos a observação nas demais noites que a Lua não ofusca os objetos celestes dessa região do céu. Assista o vídeo 12 para saber como localizar a constelação do Leão e os principais eventos que irão ocorrer nessa constelação.

 

 

 

Vídeo 12. Como observar a constelação do Leão, em março de 2017.

 

 

Aproveite para obter várias fotos. Não tenha receio de capturar sua câmera digital, ou até seu celular que contenha uma câmera para tentar obter algumas fotos. Mas lembre-se que o tripé sempre é uma excelente pedida. Se você obter algumas fotos envie para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

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15- Constelação do Escorpião

 

 

 

Sem dúvida, para quem está começando na Astronomia Observacional essa é uma das constelações mais fácil de ser encontrada no céu.

 

A constelação do Escorpião poderá ser contemplada com facilidade, mesmo para os observadores que residem nas cidades que sofrem com a poluição luminosa. A foto abaixo foi obtida com auxílio de uma simples câmera digital, numa cidade com baixa poluição luminosa. Podemos observar na primeira foto a constelação do Escorpião, enquanto que, na foto montagem temos o desenho imaginário do Escorpião com seus principais objetos celestes.

 

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto: A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto montagem. A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Perceba nas fotos acima obtidas com uma simples câmera digital 4.1 mega pixel, duas manchas bem claras chamadas de M6 e M7. Tratam-se de dois aglomerados abertos de estrelas que distam 2.000 e 1.000 anos luz, respectivamente. O aglomerado aberto M6, popularmente chamado de Aglomerado da Borboleta tem magnitude aparente de 4.5, enquanto que o aglomerado aberto M7, popularmente chamado de Aglomerado de Ptolomeu possui magnitude de 3.5. Isso significa que o aglomerado M7 pode ser localizado mais facilmente, por causa seu brilho aparente, que é mais forte se comparado com o aglomerado M6. Lembrando que a magnitude aparente de um astro é o valor dado para seu brilho aparente, numa razão inversamente proporcional. Isso explica afirmação referente a M7 possuir um brilho aparente maior que M6. Nas cidades onde o índice de poluição luminosa é muito fraca é possível observar esses dois aglomerados mesmo a olho nu, onde M7 é mais fácil de ser localizado.

 

A constelação do Escorpião representa a constelação do inverno para o hemisfério sul. Por essa razão, para o início desse mês, somente após à 1 hora da manhã (aproximadamente), a observação do Escorpião poderá ser realizada próxima do horizonte leste, enquanto para o final do mês a observação se iniciará após às 23 horas. Em especial, na virada de 18 para 19 de março, poderemos contemplar a Lua próxima da estrela mais brilhante dessa constelação: Antares. Para essa noite a Lua estará com 63% do seu disco iluminado. Assista o vídeo 13 para saber como localizar e observar a constelação do Escorpião e seus principais objetos celestes no céu da sua cidade.

 

 

 

Vídeo 13. Como observar a constelação do Escorpião, em março de 2017.

 

 

Aproveite para obter várias fotos. Não tenha receio de capturar sua câmera digital, ou até seu celular que contenha uma câmera para tentar obter algumas fotos. Mas lembre-se que o tripé sempre é uma excelente pedida. Se você obter algumas fotos envie para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

 

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16- Constelação de Sagitário

 

 

 

Essa região da constelação de Sagitário é riquíssima em aglomerados de estrelas e nebulosas. Algumas são visíveis até a olho nu, numa noite sem a interferência da Lua e fora da poluição luminosa. Porém, se o observador estiver munido de um simples telescópio ou binóculo, poderá contemplar várias nebulosas e aglomerados estelares nessa região.

 

A contemplação da constelação de Sagitário poderá ser realizada durante todo esse mês, no horizonte leste, após às 3h30min (aproximadamente). Com o avançar das horas essa constelação ganha "altura" e antes de atingir o ponto mais alto no céu, em relação ao observador, as estrelas que compõe essa constelação serão ofuscadas pelos primeiros raios solares do dia.

 

Para esse mês a Lua poderá ser observada nessa constelação entre as noites 21 e 22 de março. Em especial, o nosso satélite natural estará próximo do aglomerado estelar M23 na noite de 20 de março. Para essa noite a Lua estará com apenas 53% do seu disco iluminado. Na noite de 21 de março a Lua estará próxima do aglomerado estelar M25. Para essa noite o nosso satélite natural estará com 43% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea da Lua. Outro evento especial que irá ocorrer na constelação do Sagitário será a ocultação da estrela HIP90687. Assista o vídeo 14 para saber como localizar e observar a constelação do Sagitário e seus principais eventos que irão ocorrer nesse mês no céu da sua cidade.

 

 

 

Vídeo 14. Como observar a constelação do Sagitário, em março de 2017.

 

 

Aproveite também para observar a olho nu ou com telescópio o planeta Saturno, que estará nessa região do céu. Leia os comentários sobre o planeta Saturno para otimizar as suas observações.

 

 

 

AGLOMERADOS E NEBULOSAS NA CONSTELAÇÃO DO SAGITÁRIO

 

Vale saber que o brilho do astro é importante para poder observá-lo. Para tanto, utilizamos um número que representa a magnitude do astro. Quanto maior esse número menor será seu brilho, numa razão inversamente proporcional. Assim, partindo da observação mais fácil para mais difícil, inserimos abaixo os nomes populares das nebulosas e aglomerados estelares, seguido da sua especificação pelo catálogo de Messier, indica pela letra M e, finalmente, sua magnitude.

 

Aglomerado estelar  - M25 - magnitude = 4.9 (Visível a olho nu)
Aglomerado de Trifid  - M20 - magnitude = 5.0 (Visível a olho nu)
Nebulosa da Lagoa  - M8 - magnitude = 5.0 (Visível a olho nu)
Aglomerado estelar  - M23 - magnitude = 6.0
Aglomerado estelar  - M22 - magnitude = 6.5
Aglomerado estelar  - M21 - magnitude = 7.0
Nebulosa de Ômega  - M17 - magnitude = 7.0
Aglomerado estelar  - M55 - magnitude = 7.0

 

Vale ressaltar ainda que os objetos que são sugeridos para serem observados a olho nu devem ser feitos fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa, além de uma noite sem a interferência da Lua. Porém, esses objetos são possíveis de serem observados nas grandes cidades com auxílios de telescópios ou binóculos, onde o binóculo é a melhor opção. Os objetos que possuem magnitude próximos e até 6.0 de magnitude são possíveis de serem observados nas grandes cidades, porém muito difusos mesmo com auxílio de telescópio e binóculo. Ainda, esses objetos que possuem magnitude abaixo de 6.0 podem ser observados a olho nu mesmo em cidades com médio índice de poluição luminosa, porém com certa dificuldade. Somente mesmo o aglomerado estelar M7 da constelação do Escorpião (que se localiza próxima da constelação do Sagitário) que possui magnitude de 3.5 pode ser contemplado a olho nu com certa facilidade nas cidades onde a poluição luminosa é considerada média para baixo.

 

 

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17- Luz Zodiacal

 

 

Olhares atentos para a linha do horizonte leste poucos instantes antes do amanhecer. Teremos mais um belo espetáculo astronômico. Durante o mês de março até meados do mês de maio será possível contemplar a olho nu a Luz Zodiacal.

 

Os amantes da Astronomia observacional terão mais um motivo para ficarem olhando o horizonte leste. A observação da Luz Zodiacal é simples de ser observada e pode ser contemplada fora das grandes cidades que possuem poluição luminosa. A Lua poderá enfeitar ainda mais essa observação perto da fase nova, pois seu fino crescente irá proporcionar um espetáculo à parte.

 

O que se vê é um cone de luz com uma base na linha do horizonte. Esse cone de luz chega a ser duas ou três vezes mais brilhante se comparada com a Via Láctea. A foto ao lado ilustra bem esse belo fenômeno.

 

A Luz Zodiacal

 

Foto. A Luz Zodiacal.

 

Quando observar?

 

As melhores épocas de observações da Luz Zodiacal são nos dias próximos dos equinócios. Nas latitudes Sul, onde grande parte do Brasil se encontra, para o equinócio de outono é possível observar esse cone de luz durante o amanhecer no horizonte leste. No equinócio da primavera, o observador deverá olhar para o horizonte oeste poucos instantes após o anoitecer.


Em março, a contemplação da Luz Zodiacal poderá ser observada durante todo o mês, sem a interferência da Lua. Aliás, entre 21 e 26 de março teremos um belíssimo espetáculo que envolverá a Lua, a Luz Zodiacal e a Luz Cinérea da Lua. Como a Lua estará na fase nova (27 de março, 23h57min), o que poderemos ver é um fino luar no cone de luz zodiacal. Sem dúvida, para quem estiver num local sem poluição luminosa será um belo espetáculo de ser apreciado a olho nu e fotografado.

 

Aproveite para tentar contemplar esse belo fenômeno durante esse mês, pois no mês de abril a contemplação poderá ser realizada até, aproximadamente, o amanhecer de 20 de abril. Após essa data, com o avançar dos dias esse cone de luz estará cada vez mais tênue. A Luz Zodiacal é melhor observada entre os trópicos. Para as latitudes mais elevadas (acima de 40 graus, fato que não envolve o Brasil) a contemplação desse fenômeno é mais difícil. Por outro lado, os moradores que residem próximos do equador ou sobre a linha do equador podem contemplar esse fenômeno em qualquer época do ano.

 

Como esse fenômeno ocorre instantes antes do amanhecer no horizonte leste vale acessar o site da Climatempo para saber os horários do nascer do Sol para sua cidade.

 

 

Onde observar?

 

Fuja das luzes produzidas pelas grandes cidades e verifique se é possível observar a linha do horizonte leste. É importante observar se a linha do horizonte onde irá ocorrer o fenômeno não está poluída por luzes artificiais das cidades afastadas, pois como a base do cone de luz ocorre rente à linha do horizonte, muitas vezes perde-se parte desse espetáculo por conta da poluição luminosa produzida por cidades, mesmo que distante em relação ao observador nessa área de observação.

 

Como fotografar?

 

Nos dias atuais, qualquer câmera digital que possua o modo Manual ou então as opções com os desenhos da Lua ou Vela conseguem fotografar esse fenômeno. Portanto, não tenha receio de capturar sua câmera digital, ou até seu celular que contenha uma câmera para tentar obter algumas fotos. Mas lembre-se que o tripé sempre é uma excelente pedida. Se você obter algumas fotos envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

Como ocorre?

 

Essa luz é proveniente da luz que se difunde na poeira interplanetária. São partículas que possuem dimensões da ordem de 1 a 350 mícrons, provenientes de detritos de cometas e micrometeoróides, que possivelmente são originários da formação do Sistema Solar. No sentido mais simples, são “micro-poeiras” que refletem a luz do Sol. Quando a eclíptica, caminho por onde o Sol, os planetas e a Lua percorrem dia após dia fica próxima de 90 graus em relação à linha do horizonte, ocorre esse belo fenômeno. Por esse motivo, a Luz Zodiacal possui a forma de uma pirâmide. O nome Zodiacal provém do local que ocorre o fenômeno onde se localizam as constelações zodiacais.

 

Para exemplificar a explicação acima, vamos utilizar a Luz Zodiacal que ocorre próximo do equinócio da primavera para o hemisfério Sul, sendo sua melhor observação no início do mês de agosto. Observado da Terra, como o Sol estará abaixo da linha do horizonte para o lado oeste, a luz proveniente do Sol reflete na poeira interplanetária que difunde essa luz para nós. Quanto mais próximo, porém abaixo da linha do horizonte o Sol estiver, maior será a difusão da luz, formando então o desenho de uma pirâmide luminosa. Ainda numa visão da Terra, por causa da inclinação da eclíptica, alguns lugares poderão ver a Luz Zodiacal mais inclinada se comparada com outros lugares, formando um aspecto de uma pirâmide “tombada”.

 

Um pouco mais...

 

Mais difícil ainda é observar o Gegenschein. Gegenschein é uma tênue mancha de luz no céu, diametralmente oposta ao Sol. Como seu espectro é idêntico ao do Sol, assim como na Luz Zodiacal, reforça a tese de que estamos vendo a luz solar refletida em grãos de poeira no plano do sistema solar. Há relatos que, sob condições muito favoráveis visualizando a Luz Zodiacal ocorre uma extensão do Gegenschein. O fenômeno Gegenschein é ainda mais fraco se comparado com a Luz Zodiacal e muitas vezes é imperceptível quando a Via Láctea está sobre esse fenômeno. Imagine então quando a luz da Lua, as luzes da rua, uma fraca neblina ou até um planeta vizinho estão próximos. Isso tornará sua observação impossível. Como se percebe, a contemplação do Gegenschein não é tarefa simples. Pior que a observação da Gegenschein é a chamada “light bridge”. Mas, vamos deixar essa conversa para uma próxima oportunidade.

 

 

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18- Satélites artificiais

 

 

 

Diversos satélites artificiais podem ser observados a olho nu passando pelo céu. Na maioria das vezes esses satélites podem ser contemplados durante o anoitecer ou amanhecer. Entre eles estão os Iridiums, o Telescópio Espacial Hubble (HST), a Estação Espacial Internacional (ISS), Genesis-1 e 2, entre tantos outros. Para observá-los não é necessário telescópio ou binóculo. Basta saber o dia, horário e local certo para observar um ponto prateado cruzando o céu.

 

Para quem deseja obter informações mais detalhadas sobre a passagem da ISS e outros satélites artificiais recomendamos o site Heavens-above. Após o acesso no site o observador deve apenas preencher o nome da sua cidade no campo específico e apertar ENTER. Clique sobre sua cidade relacionada com seu estado e boas observações. Caso você tenha dificuldades ou deseja aprender mais sobre observações de satélites artificiais a olho nu acesse a palestra/oficina de Marcos Calil.

 

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19- Softwares Astronômicos

 

 

 

Alguns softwares podem auxiliar o observador quanto o reconhecimento dos objetos celestes no céu. Esses softwares podem apresentar mais ou menos recursos que vão desde os nomes das estrelas até a conexão com telescópio direcionando esse equipamento para o objeto que é mostrado na tela do computador. Além disso, alguns chegam a custar US$ 600,00 e outros são gratuítos e não perdem em nada comparado com os softwares pagos. Relaciono abaixo alguns softwares simuladores do céu:

 

 

Stellarium - Sem dúvida, entre todos os softwares gratuítos a melhor opção é o freeware Stellarium que pode ser instalado no seu computador sem a necessidade de ficar conectado na internet. Como esse software é opensource, ou seja, código aberto onde os usuários podem programar coisas novas, sempre existem novas versões. Porém, para o usuário que não domina a linguagem de máquina o indicado é ter sempre uma versão anterior em relação a última que foi lançada. Isso evite os famosos bugs no software, uma vez que alguns usuários se dedicam somente para arrumar os problemas das últimas versões.

 

 

Sky View Cafe - Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu e os horários exatos do nascer e ocaso dos planetas para sua cidade. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. É necessário ter uma conexão em alta velocidade.

 

 

Neave Planetarium - Outro site que apresenta uma carta celeste no seu computador, necessitando que você esteja conectado com uma internet em alta velocidade. Para todos os softwares de simulação do céu, atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário.

 

 

Planisfério - Caso seja complicado levar um notebook a campo, "baixar" o software Stellarium ou se conectar na internet em banda larga a opção mais simples, barata e funcional é usar um planisfério. A única desvantagem é que esse "equipamento" não representa os planetas, uma vez que esses objetos celestes não são "fixos" no céu como as estrelas (sabemos que as estrelas possuem movimento próprio, mas para o uso de um planisfério didático isso não importa). Você pode optar em construir e levar um planisfério de papel a campo e realizar suas observações com tranquilidade. O planisfério é uma espécie de carta celeste que mostra as constelações numa folha de papel de acordo com sua latitude sendo válida para todos os anos de sua vida. Como o planisfério depende da localização do observador (mais especificamente da latitude), recomendo que você monte o seu. A professora Maria de Fátima Saraiva junto com seus orientandos ensina como montar e usar um planisfério para as latitudes de 10, 20 e 30 graus que respondem bem para diferentes estados do Brasil.

 

 

Para saber mais sobre softwares de Astronomia que auxiliam no reconhecimento do céu assista os vídeos gravados e roterizados por Marcos Calil.

O primeiro vídeo possui 5min47s e o segundo vídeo possui 7min44s de duração.

 

 

 

 

Vídeo. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 1 de 2.

 

 

 

 

 

Vídeo. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 2 de 2.

 

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20- Carta Celeste Online

 

 

 

Disponibilizamos duas cartas celeste on line.

 

Crédito: Fourmilab.ch - insira os parâmetros desejados e clique em Update:

 

Data e Horário
Tempo Universal:
Local de Observação
Opção de Exibições

         Limites
Estrelas:
        Mostrar estrelas com magnitude de até
         Nomes para magnitude
         Bayer/Flamsteed códigos para magnitude
Inverter Norte e Sul
Tamanho da imagem: pixels    Imagem dinâmica
Tamanho da fonte:
Esquema de cores:

Asteróides e

passagens de cometas


Insira elementos orbitais:

 

 

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21- Qual telescópio comprar?

 

 

 

Por diversas vezes os amantes da Astronomia Observacional se questionam qual o melhor telescópio ou binóculo comprar. Não é uma decisão fácil, pois existem muitas variantes que determinam um bom telescópio ou binóculo, além das opções existentes no mercado. Sem falar das diferenças enormes de preços. Por essa razão, a meteorologista Josélia Pegorin, da Climatempo, entrevistou Marcos Calil para saber qual o melhor telescópio ou binóculo deve ser comprado. Assista as entrevistas:

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você escolher o melhor binóculo para observações astronômicas.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor binóculo comprar?

 

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você comprar seu primeiro telescópio sem ser enganado.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor telescópio comprar?

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você escolher um bom tripé para seu telescópio.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor tripé para telescópio?

 

 

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Bons céus para todos nós...

Marcos Calil


 

Interações com Marcos Calil

 

 

 

Você pode interagir conosco através do:

 

Site: www.climatempo.com.br > ASTRONOMIA (Shortlink: http://bit.ly/dW16UU)

 

Twitter: http://twitter.com/marcoscalil

 

Além de assistir nossos programas Momento Astronômico e Observatório no nosso site http://www.momentoastronomico.com.br/programas/programas.html

(Shortlink: http://bit.ly/hc0O8P)

 

Conteúdo e ilustrações: Marcos Calil

 


 

Fontes

 

 

 

METEOROS

 

Meteor Data Center (UAI) - http://www.astro.amu.edu.pl/~jopek/MDC2007/Roje/roje_lista.php?corobic_roje=0&sort_roje=0

Pela ordem de classificação: http://fireballs.ndc.nasa.gov/cmor-radiants/iau-mdc/

 

International Meteor Organization (IMO) - http://www.imo.net/files/data/calendar/cal2015.pdf

 

Alpo Meteor Shower List - http://www.tvcomm.co.uk/radio/metshwr.html

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Meteors/

 

The American Meteor Society - http://www.amsmeteors.org/meteor-showers

 

Meteoroid Environment Office - http://www.nasa.gov/offices/meo/home/#.VD_pLmddUW4

 

Univerzita Komenského V Bratislave - http://www.daa.fmph.uniba.sk/files/Matlovic_2013.pdf

 

Brazilian Meteor Observation Network (BRAMON) - https://www.facebook.com/bramonbr/

 

United Kingdom Meteor Observation Network (UKMON) - http://www.ukmeteorwatch.co.uk/archive/stats

 

METBlog - http://www.bootesvoid.com/list-of-meteor-showers

 

Meteor Showers On Line - http://meteorshowersonline.com/calendar.html (dados não atualizados, desde 07/03/2007)

 

 

 

COMETAS

 

Seiichi Yoshida´s Home Page - http://www.aerith.net/index.html

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Comets/

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://rea-brasil.org/cometas/

 

 

OCULTAÇÕES

 

International Occultation Timing Association (IOTA) - http://iota.jhuapl.edu/

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://rea-brasil.org/ocultacoes/

 

 

ECLIPSES

 

Eclipse Web Site (NASA) - http://eclipse.gsfc.nasa.gov/eclipse.html

 

 

ANUÁRIOS

 

Anuário do Observatório Nacional (ON) - http://www.on.br/coaa/conteudo/pdf/SecaoA_17A%20a%2026A_2016.pdf

 

Anuário Interativo do Obeservatório Nacional (ON) - http://euler.on.br/ephemeris/index.php

 

 

 

EFEMÉRIDES

 

Institut de mécanique céleste et de calcul des éphémérides (IMCCE) - http://www.imcce.fr/en/ephemerides/

 

Solar System Dynamics (NASA) - http://ssd.jpl.nasa.gov/?ephemerides

 

U.S. Naval Observatory - Astronomical Applications Department - http://www.usno.navy.mil/astronomy

 

IN-The-Sky.org - http://in-the-sky.org/newscal.php?

 

 

APOIO PARA MONITORAMENTO

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://www.rea-brasil.org/

 

 

EXTRA HEMISFÉRIO SUL

 

Royal Astronomical Society of New Zealand - http://www.rasnz.org.nz/SolarSys

 

 

APOIO GERAL (Aos mestres com carinho!!!)

 

Ronaldo Rogério de Freitas Mourão - Anuário de Astronomia e Astronáutica

 

Uranometria Nova - Irineu G. Varella & Priscila D. C. F. de Oliveira - http://www.uranometrianova.pro.br/

 

 

OBSERVATÓRIOS COM TRANSMISSÕES ONLINE DE FENÔMENOS ASTRONÔMICOS

 

Slooh - http://events.slooh.com/ (Telescópios na Austrália, Ilhas Canárias e Chile)

 

The Virtual Telescope Project 2.0 - http://www.virtualtelescope.eu/webtv/ (Itália - Bellatrix Astronomical Observatory)

 

Marcos Calil - https://www.youtube.com/marcoscalil (São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil)

 

Ciência e Astronomia - https://www.youtube.com/user/cienciaeastronomia (Sistema colaborativo com telescópios no Brasil)

 

NASA Marshall Space Flight Center (MSFC) - http://www.ustream.tv/channel/nasa-msfc (Huntsville, Alabama, Estados Unidos)

 

Coca-Cola Space Science Center - http://www.ccssc.org/rtmn/default.aspx (Columbus, Georgia, Estados Unidos)

 

 


Softwares

 

 

 

2000 Space.com Canada Inc - Observatório Astronômico Atlas Estelar (Starry Night)

 

D. Herald - OCCULT Predictions v. 3.6.0

 

Ephemeris 2.0 - Jonathan Sachs

 

Stellarium - versão 0.11.4

 

Stephen Michael Schimpf - CyberSky 4.0

 

Skymap Pro

 

Cartas du Ciel

 

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Agradecimentos

 

 

Para minha filha Isabel que nasceu, em 27 de janeiro de 2015!!! A melhor efemérides que me ocorreu na vida!

 

Fernanda Calipo Calil, minha amada esposa que mesmo na correria entre Itália, Brasil e Estados Unidos sempre me apoio para que essa edição fosse publicada.

 

 

 

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